10/01/2025
Despesismo na Distribuição de Brindes ou Condecorações.
Calcula-se que até aqui o festival de condecorações já consumiu, só em medalhas, USD 3,4 milhões de USD (Kz 3,1 mil milhões)
As celebrações dos 50 anos de Independência em Angola têm sido marcadas por uma onda de condecorações sem precedentes. Em seis cerimónias já realizadas, foram agraciadas 3.772 pessoas e instituições, sendo:
Primeira fase: 247
Segunda fase: 699
Terceira fase: 654
Quarta fase: 670
Quinta fase: 743
Sexta fase: 759
O gesto, que poderia ser simbólico e selectivo, transformou-se numa autêntica distribuição anárquica de brindes, usada mais para granjear simpatias do que para reconhecer méritos efectivos.
Se tomarmos como referência o valor médio de uma medalha olímpica de ouro, cerca de USD 900 cada, o país já terá despendido mais de 3,4 milhões de dólares apenas na produção destas distinções.
3.772 × 900 USD = 3.394.800 USD (≈ 3,1 mil milhões de Kz)
Mas não se trata apenas das medalhas. Cada condecorado recebe também um diploma ou certif**ado oficial, impresso em papel especial, com moldura e selo do Estado. O custo adicional por unidade, ainda que aparentemente reduzido, multiplica-se por milhares de exemplares, engrossando a factura final.
Em vez de apostar em políticas públicas estruturantes, o Executivo prefere investir em política de aparências, onde o brilho das medalhas e os pergaminhos dourados dos diplomas substituem a luz da esperança. A simbologia da condecoração, que deveria enaltecer os verdadeiros heróis nacionais, foi banalizada pela quantidade e pela lógica de favoritismo.
Além do custo directo das medalhas e dos diplomas, há ainda os gastos logísticos das cerimónias: Aluguer do salão Intercontinental , produção de convites e certif**ados, protocolos de segurança, logística, deslocações, cobertura mediática…
Tudo pago com recursos públicos, enquanto as famílias angolanas enfrentam inflação, desemprego e precariedade.
O que deveria ser um acto de honra tornou-se u