Patrícia Iserhardt Sucessão no Agro

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Patrícia Iserhardt Sucessão no Agro Advogada atuante as questões voltadas ao agronegócio.

Ontem falei sobre sucessão. Mas, principalmente, falei sobre continuidade.No VIII Congresso Nacional de Direito Agrário,...
27/08/2026

Ontem falei sobre sucessão. Mas, principalmente, falei sobre continuidade.

No VIII Congresso Nacional de Direito Agrário, trouxe para o palco uma imagem que traduz muito do que acredito quando penso nas famílias empresárias rurais: Pando.

Uma imensa floresta que, embora pareça formada por milhares de árvores, é um único organismo, conectado por um mesmo sistema de raízes. Algumas partes envelhecem, outras surgem, e o organismo continua.

É assim que enxergo a sucessão no agro.

A crise que o setor atravessa tem deixado isso ainda mais evidente: muitas vezes, a crise financeira revela uma crise de sucessão que já existia. Expõe decisões concentradas, ausência de preparação da próxima geração, indefinição de papéis e patrimônio, família e empresa tratados como se fossem uma coisa só.

Por isso, falar de sucessão não pode começar pela holding, pela doação ou pelo testamento.

No meu trabalho, parto de três dimensões que precisam ser organizadas e conectadas: família e pessoas, empresa e patrimônio.

É nesse encontro que entra a governança. Antes de escolher instrumentos jurídicos, precisamos compreender quem são as pessoas, como aquele negócio funciona, quem decide, quem continuará e qual legado aquela família pretende preservar.

Foi uma alegria poder levar esse olhar, construído entre a prática, a pesquisa e a vivência do agro, para um dos principais espaços de discussão do Direito Agrário no país.

Meu agradecimento à organização do VIII Congresso Nacional de Direito Agrário pelo convite e aos colegas com quem tive a honra de dividir o painel. Líbera Copetti Truzzi Mariana Arteiro | Advogada e Mentora | Holdings Lorena Sarti | Advogada Rodolfo Ciciliato | Advogado Marcos Reis União Brasileira dos Agraristas - UBAU Harven Agribusiness School

Porque legado não é apenas aquilo que uma geração deixa.
É aquilo que consegue continuar.

Tem dias em que a gente precisa parar um pouquinho e perceber o caminho que está construindo. Hoje foi um deles.Mais um ...
24/08/2026

Tem dias em que a gente precisa parar um pouquinho e perceber o caminho que está construindo. Hoje foi um deles.

Mais um livro. Mais uma publicação. E a mesma vontade de aproximar o conhecimento acadêmico da realidade de quem vive o agro todos os dias.

Hoje participei do lançamento da obra Zona Cinza de Proteção – Família-Empresa, Autonomia Privada e Planejamento Sucessório, fruto do NEDFAM/UFRGS, coordenado pela Profª Simone Tassinari, e do Instituto Digital de Direito. Simone Tassinari Cardoso I Holding

Participo da obra com o artigo “Holding rural: teoria e prática dentro da porteira”.

Nele, fui ouvir gestores rurais que já possuem holding para entender o que acontece depois que o instrumento jurídico está pronto: o que funcionou, o que não funcionou e como essa estrutura é percebida por quem efetivamente a utiliza.

Porque planejamento patrimonial e sucessório não começa pela escolha de uma holding. Começa pela compreensão da família, do negócio, do patrimônio e do futuro que se quer construir.

Muito feliz por mais essa publicação, e por continuar levando a realidade de dentro da porteira para a pesquisa e trazendo conhecimento da pesquisa para dentro da porteira.

Meu agradecimento especial à Profª Simone Tassinari, ao NEDFAM, ao Instituto Digital de Direito e a todas as autoras que constroem esta obra. Principalmente as minhas companheiras de jornada Melina Wilàsco | Planejamento Patrimonial Cecília Barros | Herança, Família-Empresa Ana Carolina Quintela | Advogada Familiarista e Mentora Daniela Sonalio | Advogada das Famílias Laura Hatem | Família & Empresa

Hoje, assinar esse livro teve um significado especial.

A sucessão no agro precisa ocupar mais espaços de discussão.Foi isso que fui fazer no Paraná.Levar para o Direito de Fam...
24/08/2026

A sucessão no agro precisa ocupar mais espaços de discussão.

Foi isso que fui fazer no Paraná.

Levar para o Direito de Família e das Sucessões uma realidade que vai muito além da divisão do patrimônio. Quando falamos de uma família rural, falamos de gerações, gestão, relações familiares, patrimônio e, principalmente, de uma atividade que precisa continuar.

Por isso tenho insistido tanto: sucessão não é um evento. É gestão.

E antes de escolher holding, doação, testamento ou qualquer outro instrumento, existe uma pergunta maior: o que essa família quer que continue?

Foi uma alegria dividir esse painel com a Natália Brasil Dib com a mediação do Desembargador Fábio Dalla Vecchia, e poder levar a realidade das famílias rurais para esse espaço de discussão.

Meu agradecimento especial ao IBDFAM/PR e à OAB e ESA/PR pela recepção maravilhosa, pelo carinho e pela oportunidade de tantos encontros e boas conversas. E, especialmente, aos professores Marcelo Bürger , Luciana Pedroso Xavier, e Elizangela Ribeiro e Jussara Borges Ferreira por me receberem tão bem no Paraná.

VII Simpósio de Direito de Família e Sucessões - IBDFAM, ESA e OAB Paraná.

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31/07/2026

A crise financeira coloca muitas famílias à prova.

É justamente nesse momento que comunicação, governança e planejamento deixam de ser conceitos e passam a orientar decisões.

Mesmo em tempos difíceis, é possível proteger a continuidade da propriedade rural.

Nesta semana tive a alegria de conduzir o primeiro encontro da Mentoria para as Coordenadoras da Comissão de Mulheres da...
31/07/2026

Nesta semana tive a alegria de conduzir o primeiro encontro da Mentoria para as Coordenadoras da Comissão de Mulheres da FARSUL. Comissão Estadual das Mulheres do Agro da Farsul

Falamos sobre um tema que considero um dos pilares da sucessão: a comunicação.

O livro Conversas Difíceis traz a ideia que muitas vezes evitamos uma conversa porque acreditamos que ela vai gerar conflito. Mas, na prática, o silêncio costuma custar muito mais caro.

Na sucessão, isso acontece com frequência. Pais adiam conversas sobre o futuro da propriedade rural. Filhos não expressam seus desejos. Irmãos fazem suposições em vez de perguntas.

Quando a conversa finalmente acontece, ela já vem carregada de anos de expectativas, frustrações e interpretações.

É por isso que acredito que um planejamento patrimonial e sucessório começa muito antes da assinatura de qualquer documento.

Ele começa quando a família cria um ambiente seguro para conversar sobre o futuro.

A estrutura jurídica é essencial. Mas a continuidade da propriedade rural também depende da qualidade das conversas que acontecem dentro da família.

Na sua família, qual é a conversa que ainda está sendo adiada?

24/07/2026

A forma como uma conversa começa pode definir o rumo de toda a sucessão.

Mande esse vídeo para alguém que precisa iniciar essa conversa!

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