07/06/2025
Está cada dia mais difícil ser professor.
Mas os pequenos milagres do cotidiano ainda nos reconectam com a paixão de educar.
É importante dizer: eles não acontecem sempre.
São raros.
E talvez por isso mesmo tão especiais.
Porque, quando chegam, nos lembram que ainda faz sentido continuar.
É o abraço apertado no corredor.
A cartinha desenhada com afeto.
A família que, no plantão pedagógico, descreve seu trabalho com detalhes que você achava invisíveis.
É o aluno introspectivo que se esforça pra oferecer um bom dia.
O neurodivergente que avança um passo e você vibra como se fosse um salto.
É aquele que consegue uma vaga no Jovem Aprendiz e corre pra te contar.
Até nas dores há beleza.
Quando um aluno te escolhe pra desabafar,
é porque, no caos da vida dele, você virou porto seguro.
Sim, educar cansa.
Mas também consola.
Porque a gente não escreve só no quadro.
A gente escreve em almas.
E quem já está há 20 anos ou mais na sala de aula, sabe:
não há recompensa maior que ouvir de um ex-aluno:
“Foi por sua causa. Foi a sua aula. Foi você.”
Ensinar é isso:
acender futuros com a luz que ainda conseguimos preservar.
Texto: Professor Fábio Flores