07/05/2026
| Por Luiz Athayde | 📷 Reprodução/Youtube |
Em 2025, o artista francês MHUD lançou um dos álbuns mais interessantes daquela safra. E também, um dos que mais passaram despercebidos pelos amantes de sons sinuosos.
‘NONO’ veio carimbado pela Les 7 Lagunes em CD, vinil e digital. E foi onde descobri esta colcha de 9 retalhos emaranhados por fios de post-punk, synthpop, jazz, no wave e até flertes sombrios com a bossa nova.
Diferente de muitos músicos que geralmente dizem que o processo criativo surgiu “naturalmente”, MHUD trabalhou o conceito de forma meticulosa.
Cada música ilustra o que somente as letras por si só não poderiam expressar. As mesmas que basicamente discorrem sobre o homem do século XXI; suas dificuldades, seus julgamentos, assim como suas soluções precipitadas, mas também sua resiliência e sensibilidade — um tabu em alto relevo nos dias de hoje.
A fim de amplificar seu trabalho, o músico compartilhou uma performance no mínimo hipnotizante de “Ô Calypso”, composição que mira no ego. Ao explicar a faixa, ele indaga:
“O homem do século XXI que “teve sucesso” mais do que os outros, centrado em si mesmo e em seus desejos a serem realizados a qualquer custo, alcançará a felicidade ou uma loucura repugnante?”
O terceiro registro de MHUD foi composto em parceria com Felipe Sierra, que também toca guitarra e sintetizadores. A música ainda apresenta Biscuit no sax, Pedro Barrios na percussão, Thomas Chalindar na bateria e Paul Dussaux no baixo.
A filmagem é assinada por Nicolas Giraldo, no Studio Mastoid, em Paris.
Apenas assista: https://youtu.be/BOmJuUDAPSM?si=nc9k0lEOJQbl8Eq2