15/12/2025
O palco público e o bastidor privado servem a interesses diferentes: no privado, a pessoa se sente segura para dizer o que realmente pensa, não há consequência social, não há perda imediata. No público, a lógica muda.
Apoiar publicamente mantém a aparência de maturidade, neutralidade ou “bom relacionamento”. Criticar em público poderia: queimar pontes, gerar conflitos, expor ressentimento, então ela escolhe parecer alinhada com aquela pessoa, mesmo não sendo.
Apoiar quem ela fala mal pode render: acesso, prestígio, status, oportunidades. O apoio público não é sobre gostar de alguém, é sobre não se excluir do jogo.
Romper publicamente é assumir uma posição. Muita gente prefere f**ar em cima do muro para: continuar sendo vista, continuar sendo lembrada, continuar pertencendo a certos círculos.
Dizer uma coisa no privado e outra no público mostra dificuldade de sustentar a própria verdade. Essa atitude não fala sobre quem é apoiado, fala sobre quem faz isso.
Quem é de verdade é 8 ou 80, custe o que custar, ou apoia ou ignora. Não consegue puxar s**o e engolir sapo em benefício próprio.
Infelizmente, muita gente não dá palco porque gosta, mas sim porque precisa. Precisa do acesso, do prestígio, do status que aquela pessoa carrega.
Por isso ela engole a antipatia, disfarça o incômodo e continua ali: curtindo, comentando, marcando presença, puxando o s**o, não por admiração, mas por conveniência.
É o tipo de gente que não suporta uma pessoa, mas suporta muito bem os benefícios que vêm com ela.
Porque se afastar signif**aria perder portas, perder visibilidade, perder a sensação de estar perto de algo que valida o próprio ego. O interesse está em ser visto, em ser lembrado, em fazer parte, em continuar orbitando em algo que dá vantagem.
Quem é inteiro se afasta do que não gosta. Quem é interesseiro f**a, mesmo não suportando, porque o ganho fala mais alto que a verdade. E no fim, isso diz tudo sobre quem só sabe se relacionar quando há algo a ganhar.
Eu sou 8 e 80. Para mim ou vai ou raxa.
E você? Conhece alguém assim?