26/07/2026
NOTA DA SEMANA: SE DENTRO DE UMA UNIDADE POLICIAL HÁ ESPAÇO PARA EXECUÇÕES, QUE MENSAGEM ESTÁ A SER TRANSMITIDA À SOCIEDADE?
A mo*rte do agente da Polícia de Intervenção Rápida (PIR), Joaquim Gunza, assassinado com dois tiros na cabeça no interior da Esquadra da Vila Azul, em Viana, representa uma das páginas mais negras da história recente das forças de defesa e segurança.
Não foi num beco, nem num bairro dominado pela criminalidade. Dito de outro modo, foi dentro de uma unidade policial, um local onde o cidadão espera encontrar ordem, disciplina e respeito pela vida.
O principal suspeito é um efectivo do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Emanuel do Espírito Santo, conhecido por “Fábio” ou “H Mau”, que, entretanto, se entregou às autoridades.
O mesmo cidadão é igualmente apontado como su*speito do homi*cídio de um mototaxista, identificado por Toni, que terá sido mo*rto para eliminar a única testemunha do cr!me.
Mas tão grave quanto o cr!me foi a reacção inicial, o silêncio, a passividade e a demora.
Durante dias, o caso parecia destinado ao esquecimento. Um homi*cídio consumado, ocorrido dentro de uma esquadra, não provocou a resposta imediata que qualquer cidadão esperaria.
O su*speito permaneceu sem ser detido durante vários dias, apesar de estarmos perante um cr!me de homi*cídio, um ilícito cuja investigação não depende de queixa da vítima ou de autorização prévia do Ministério Público para que as autoridades actuem.
A sensação transmitida à sociedade foi a de que o caso caminhava para a normalização.
Foi preciso que os familiares da vítima, os colegas a comunicação social e a sociedade denunciasse insistentemente o caso, mobilizando a opinião pública, para que as coisas começassem finalmente a acontecer.
Aliás, tem sido assim nos últimos anos, recordem-se do caso do cidadão de 45 anos de idade, que em vida respondia pelo nome João Matias Soares, que no passado dia 22 de Dezembro de 2024 havia sido espancado e levado em parte incerta po