25/05/2026
A EMPRESA BARROS & TATI CAMINHA PARA 4 MESES SEM PAGAR SALÁRIOS, E O CASO PODE TOMAR PROPORÇÕES AINDA MAIS GRAVES
Os Trabalhadores da Barros & Tati enfrentam dívidas, dificuldades familiares e um cenário cada vez mais preocupante devido à falta de salários.
A tensão em torno da empresa Barros & Tati continua a crescer em Cabinda, numa altura em que aumentam as denúncias de alegados abusos laborais, desrespeito pelas decisões judiciais e supostas movimentações para influenciar o rumo do processo em tribunal.
Sem salários há quase quatro meses, muitos trabalhadores afirmam viver uma situação insustentável. A crise financeira da empresa começa igualmente a afectar as operações ligadas ao sector petrolífero em Malongo, levantando várias questões sobre a continuidade dos serviços prestados.
Muitos questionam como a Chevron permite que uma empresa numa situação tão delicada continue a operar num sector tão sensível. Segundo denúncias dos trabalhadores, a Barros & Tati atravessa uma grave crise financeira, agravada pelo bloqueio das contas bancárias por incumprimento de ordens judiciais.
O caso envolve trabalhadores despedidos após alegadamente aderirem a um sindicato. Conforme informações ligadas ao processo, o Tribunal deu razão aos funcionários, ordenando a reintegração dos mesmos. No entanto, a empresa continua sem cumprir integralmente as decisões judiciais.
Um dos casos que mais está a comover os trabalhadores é o do senhor Vasco, funcionário envolvido no processo judicial contra a empresa. Segundo relatos de colegas e pessoas próximas, Vasco terá sofrido um AVC após o impacto emocional e psicológico causado pelo despedimento e pela situação de abandono enfrentada ao longo do processo.
O caso é apontado por trabalhadores e activistas como um exemplo das graves consequências humanas e sociais que os despedimentos e a pressão laboral podem provocar, sobretudo quando os funcionários ficam meses sem salários, sem assistência e sem perspectivas de reintegração.
Os trabalhadores acusam a direcção da empresa, liderada pelo empresário Júnior Barros Franque, de perseguição laboral, intimidação e tratamento desumano. Fontes próximas ao processo afirmam que pequenos erros são suficientes para resultar em despedimentos imediatos, sem respeito pelas normas laborais angolanas.
As denúncias tornam-se ainda mais delicadas com referências aos advogados Cristóvão Luemba e Zé Manel, apontados por algumas fontes como figuras ligadas a alegadas tentativas de influenciar o andamento do processo judicial. Estes Advogados e ditos Jornalistas da Rádio Eclesia Cabinda defendem uma empresa com o nome RBC que actua no porto do CAIO e que escravisa os cidadãos.
Outro ponto que está a gerar revolta entre os trabalhadores prende-se com um alegado aumento de 40% no contrato entre a Chevron e a Barros & Tati, que, segundo denúncias, deveria reflectir-se nos salários dos trabalhadores da secção de transportes desde Outubro de 2025.
De acordo com relatos internos, alguns Team Leaders e trabalhadores que tiveram conhecimento destas informações acabaram afastados ou despedidos. Entre os nomes citados pelos trabalhadores surgem Augusto Pambo e Délcio Boa, apontados como responsáveis máximos da secção de Service Transportes em Malongo.
Enquanto isso, a juíza Catila, do Tribunal da Comarca de Cabinda, decidiu avançar com o bloqueio das contas da empresa devido ao incumprimento das decisões judiciais relacionadas com a reintegração dos trabalhadores despedidos.
A magistrada tem sido elogiada por vários cidadãos e trabalhadores do sector petrolífero, que consideram a sua actuação um exemplo de coragem e imparcialidade num sistema frequentemente acusado de sofrer pressões económicas.
Entretanto, a situação financeira da empresa continua a deteriorar-se. Cresce o receio entre os trabalhadores de que o caso possa resultar na penhora de bens e até no eventual encerramento definitivo da empresa.
Em Cabinda, muitos consideram este processo um verdadeiro teste à credibilidade da Justiça angolana e à capacidade do Estado em proteger os direitos dos trabalhadores diante de empresas poderosas.