05/09/2026
O Presidente da República, João Lourenço, garantiu, este sábado, 5 de Setembro, no Cunene, que o Programa de Combate aos Efeitos da Seca no Sul de Angola (PCESSA), avaliado em cerca de 4,2 mil milhões de dólares, será executado na sua plenitude.
A garantia foi dada após a inauguração das barragens do Ndúe e Calucuve e dos respectivos canais adutores, no município do Cuvelai, infra-estruturas concebidas para reforçar o acesso à água para as populações e para o gado.
Segundo o Chefe de Estado, o PCESSA prevê um conjunto de intervenções destinadas a combater os efeitos da seca nas províncias do Sul de Angola, sendo o Cunene uma das regiões prioritárias.
João Lourenço reconheceu, contudo, que o desenvolvimento das zonas abrangidas será gradual e deverá ser acompanhado por investimentos em sectores como energia eléctrica, educação e saúde.
As novas infra-estruturas deverão contribuir igualmente para o desenvolvimento da actividade agropecuária e para a redução dos conflitos entre criadores de gado, associados, em grande parte, à escassez de pontos de abeberamento.
O Estadista apelou ainda à participação dos empresários no desenvolvimento das zonas envolventes às barragens e aos canais adutores, através de investimentos que possam dinamizar a economia local.
Sobre as condições de acesso às novas infra-estruturas, João Lourenço garantiu que as vias serão melhoradas, podendo ser abertos novos trajectos para facilitar a circulação.
Durante a inauguração, foram visitadas várias estruturas das barragens, incluindo os postos de observação e controlo, os coroamentos, as torres de tomada de água e os sistemas de condução e descarga.
Na barragem do Ndúe, junto ao rio Caundo, foi accionada a comporta, seguindo-se uma visita à estrutura de transição entre a conduta adutora, o canal e a primeira chimpaca, num percurso de aproximadamente cinco quilómetros.
Em Calucuve, no rio Cuvelai, foram igualmente accionadas as comportas e visitadas as principais estruturas da barragem e do sistema de adução de água.
João Lourenço assegurou ainda que os projectos previstos para as províncias da Huíla e do Namibe serão executados, embora de forma faseada.