Êxodo PodCast

Êxodo PodCast Bem-vindo ao ÊXODO PODCAST! Romanos Cap. 8 | ARC
2 Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte.

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I Coríntios Cap. 1 | ARC
18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.
19 Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos inteligentes.
21 Visto como, na sabedoria de Deus, o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação.

É impressionante como surgem julgadores de plantão, especialistas em apontar falhas alheias, mas profundamente rasos na ...
29/12/2025

É impressionante como surgem julgadores de plantão, especialistas em apontar falhas alheias, mas profundamente rasos na leitura das Escrituras. Pessoas que ignoram contexto, processo, cultura e intenção do texto, e transformam a Bíblia num tribunal onde elas mesmas se assentam como juízes.
Julgaram Raquel, sem considerar anos de esterilidade, frustração e espera silenciosa.
Julgaram Lia, reduzindo sua dor a rótulos, sem enxergar o abandono emocional que o texto revela.
Julgaram Davi, como se arrependimento, quebrantamento e disciplina não fizessem parte da história.
Julgaram Pedro, esquecendo que quem negou foi o mesmo que chorou amargamente e foi restaurado.
Julgaram Tomé, ignorando que sua dúvida não o excluiu da graça.
Julgaram Marta, sem compreender o peso do luto e da sobrecarga.
Julgaram Jonas, sem perceber que Deus estava tratando o coração do profeta, não apenas a cidade.
Julgaram Paulo, chamando de exagero aquilo que era zelo nascido de transformação profunda.
A Bíblia nunca escondeu falhas humanas. Pelo contrário, ela as expõe para revelar a fidelidade de Deus em meio a elas. O texto sagrado não foi escrito para produzir gente arrogante, mas gente quebrantada.
Jesus confrontou esse espírito quando disse:
“Hipócrita, tira primeiro a trave do teu olho.”
E também quando silenciou os acusadores da mulher, deixando claro que santidade não se prova com pedras na mão.
O problema nunca foi zelo pela verdade.
O problema é orgulho travestido de doutrina.
É covardia espiritual que prefere julgar personagens bíblicos do que permitir que a Palavra julgue o próprio coração.
A Escritura não foi dada para nos fazer parecer certos, mas para nos fazer ser transformados.
Quem lê a Bíblia para acusar, endurece.
Quem lê para se submeter, é moldado.

Dizer que Davi foi “um homem segundo o coração de Deus” (1Sm 13,14) exige cuidado teológico e maturidade espiritual. Ao ...
29/12/2025

Dizer que Davi foi “um homem segundo o coração de Deus” (1Sm 13,14) exige cuidado teológico e maturidade espiritual. Ao longo da história bíblica e da tradição cristã, esse título jamais significou perfeição moral, excelência ética contínua ou acerto constante de decisões. Pelo contrário, a Escritura é surpreendentemente honesta ao narrar os pecados graves de Davi, inclusive adultério, abuso de poder e homicídio indireto. Assim, a expressão não pode ser compreendida como um elogio comportamental, mas deve ser lida à luz da eleição divina, da promessa irrevogável e da misericórdia soberana de Deus que sustenta o seu ungido apesar de suas falhas.

O texto-chave para essa compreensão encontra-se em 2 Samuel 7,15: “Porém a minha misericórdia não se apartará dele, como a retirei de Saul”. Aqui está a diferença fundamental entre Saul e Davi. Saul não foi rejeitado simplesmente por pecar, mas porque seu coração tornou-se resistente à correção divina e à obediência da fé. Davi, por sua vez, pecou gravemente, mas não foi abandonado. A razão não está em sua virtude pessoal, mas no compromisso de Deus com a promessa que havia feito. Davi é rei segundo o coração de Deus porque Deus decidiu sustentá-lo pela misericórdia, não porque suas escolhas tenham sido sempre corretas.

A Igreja desde cedo percebeu isso com clareza. Agostinho, ao comentar os Salmos penitenciais, especialmente o Salmo 51, afirma que Davi não é exaltado por sua queda, mas pelo modo como retorna a Deus. Para Agostinho, o arrependimento de Davi só é possível porque a misericórdia divina o precede e o envolve. O coração segundo Deus não é o coração que nunca erra, mas o coração que, ao ser confrontado, se humilha, reconhece sua miséria e se lança inteiramente na graça do Senhor. Essa misericórdia é o que mantém Davi nos átrios do Senhor. Não é a ausência de pecado que o preserva na presença de Deus, mas a fidelidade divina que o chama de volta quando ele cai.

João Crisóstomo observa que Davi pecou como homem, mas se levantou como penitente verdadeiro, porque não negociou a verdade nem tentou justificar-se diante de Deus. A misericórdia não relativiza o pecado, mas cria o espaço para um arrependimento genuíno, profundo e restaurador, algo que Saul jamais experimentou.

Entretanto, a leitura cristã não pode terminar em Davi. A tradição patrística é unânime em afirmar que Davi é figura, tipo e sombra de uma realidade maior. Irineu de Lyon ensina que a promessa feita a Davi encontra seu cumprimento pleno em Jesus Cristo, o Filho de Davi segundo a carne e o Filho eterno de Deus segundo o Espírito. Por isso, erramos quando tentamos “ser como Davi” como se ele fosse o modelo final da fé. Davi aponta além de si mesmo. Ele revela que a esperança do povo de Deus não está em reis falhos, mas na promessa de um Rei perfeito.

Jesus é o Rei que hoje ocupa o lugar de Davi. Ele governa agora, assentado à direita do Pai, reinando sobre aqueles que o amam, o servem e se submetem ao seu senhorio. Diferente de Davi, Cristo não reina por concessão temporária, mas por direito eterno. Ele não apenas recebeu a promessa, Ele é o cumprimento da promessa. Seu Reino não conhece sucessão, decadência ou rejeição, pois é estabelecido em justiça, verdade e misericórdia eternas.

Assim como as misericórdias do Senhor não se apartaram da vida de Davi, também não se apartam de nós que estamos em Cristo. A mesma graça que sustentou Davi em sua queda sustenta a Igreja em sua caminhada. Isso não nos autoriza a pecar, mas nos chama a viver em constante arrependimento. O arrependimento diário não é sinal de fraqueza espiritual, mas de sensibilidade à graça. É a resposta humilde de quem vive sob o governo de um Rei misericordioso e santo.

Portanto, Davi é homem segundo o coração de Deus porque foi alcançado, sustentado e preservado pela misericórdia divina, e não porque tenha sido exemplar em todos os seus atos. Sua história nos ensina que o centro da fé não está em imitarmos reis imperfeitos, mas em desejarmos e nos submetermos ao Rei perfeito. Em Jesus Cristo, o Filho de Davi, a promessa se cumpre plenamente, a misericórdia jamais se aparta e o arrependimento se torna caminho contínuo de comunhão com Deus.

Paz seja com todos!

Lia não foi a mulher escolhida por amor, mas foi a mulher vista por Deus.A Bíblia não tenta suavizar sua história. Ela a...
29/12/2025

Lia não foi a mulher escolhida por amor, mas foi a mulher vista por Deus.
A Bíblia não tenta suavizar sua história. Ela afirma: “Viu o Senhor que Lia era desprezada.” Antes de qualquer reconhecimento humano, houve um olhar divino.
Lia viveu dentro da promessa, mas fora da preferência. Compartilhava o mesmo teto, a mesma aliança, mas não o mesmo afeto. Ainda assim, permaneceu. Não porque era forte aos olhos dos homens, mas porque estava inserida em um plano que não dependia da aprovação deles.
Cada filho nasce como um reflexo do seu interior. No início, ela ainda tenta ser amada. Depois, ser ouvida. Até que algo se rompe por dentro. Quando Judá nasce, Lia não pede mais amor humano. Ela louva. Ali não muda o cenário externo, muda o governo interior.
Da mulher desprezada nasce a tribo real. Da mulher esquecida nasce a linhagem do Messias. A Escritura deixa claro: Deus não constrói redenção a partir da preferência humana, mas da soberania divina.
Lia não venceu sendo escolhida.
Venceu sendo fiel ao lugar onde Deus a plantou.
Ela não foi a mais amada da casa,
mas foi a mais frutífera no propósito.
Há mulheres que não recebem destaque na história dos homens,
mas sustentam capítulos inteiros na história de Deus.

Lia é prova disso.

Agar entra na história não por escolha, mas por decisão alheia. Ela é serva egípcia, estrangeira dentro da casa da prome...
29/12/2025

Agar entra na história não por escolha, mas por decisão alheia. Ela é serva egípcia, estrangeira dentro da casa da promessa, usada como meio para cumprir um plano humano diante da demora de Deus. A Bíblia é clara: Agar concebe, é desprezada, humilhada e foge (Gn 16). Nada aqui é espiritualizado. É conflito, abuso de poder e dor real.
E é exatamente nesse ponto que o texto surpreende.
O anjo do Senhor a encontra no deserto. Não no altar. Não na tenda de Abraão. Não no centro da promessa. Deus a encontra no caminho da fuga. A pergunta divina não é acusação, é revelação:
“De onde vens? Para onde vais?” (Gn 16:8)
Porque Deus não ignora trajetórias quebradas. Ele as confronta para redirecionar.
Agar volta. Não porque tudo foi resolvido, mas porque Deus falou. E anos depois, quando Ismael cresce e é expulso definitivamente, o cenário se repete de forma ainda mais dura. Agar caminha até acabar a água. Coloca o filho debaixo de um arbusto e se afasta, porque não suporta vê-lo morrer (Gn 21). A Bíblia registra o choro dela e do menino. E então declara algo teologicamente forte:
“Deus ouviu a voz do menino.” (Gn 21:17)
Não foi Abraão que clamou.
Não foi Sara que intercedeu.
Foi o choro no deserto.
Deus abre os olhos de Agar para ver o poço que sempre esteve ali. Isso não é apenas provisão física. É revelação espiritual: quando a dor cega, Deus precisa abrir os olhos. Agar aprende que sobrevivência também é resposta divina.
E então acontece algo único. Agar dá um nome a Deus:
El Roi o Deus que me vê. (Gn 16:13)
Ela não aprendeu esse nome por tradição, mas por experiência. É a primeira pessoa na Escritura a nomear Deus a partir de um encontro pessoal. Uma serva estrangeira. Fora da promessa central. Fora da linhagem messiânica.
Isso revela algo profundo demais para ser ignorado:
o Deus da aliança também é o Deus do deserto.
O Deus das promessas também é o Deus dos rejeitados.
O Deus que conduz a história principal também interrompe a própria agenda para ver quem foi deixado para trás.
Agar não retorna ao centro da narrativa bíblica.
Mas sai do deserto com uma certeza irrevogável:
ela foi vista.
E na Escritura, ser visto por Deus nunca é pequeno.

Ebed-Meleque não é exatamente um nome próprio, é um título. Significa “servo do rei”. A Escritura não registra sua genea...
29/12/2025

Ebed-Meleque não é exatamente um nome próprio, é um título. Significa “servo do rei”. A Escritura não registra sua genealogia, não informa sua linhagem nem sua posição de destaque. Ele era estrangeiro, etíope, alguém fora do centro religioso e político. Invisível para muitos. Mas atento ao que era injusto.
Quando Jeremias foi lançado numa cisterna para morrer, os líderes se calaram, os homens de autoridade se omitiram e o povo seguiu a multidão. Mas o servo do rei decidiu não normalizar a maldade. Ele foi até o rei e disse com clareza: “Esses homens fizeram mal”. Não houve discurso espiritual, houve posicionamento.
Ebed-Meleque desceu cordas, separou trapos velhos para não ferir o corpo do profeta e o tirou da lama. A Bíblia faz questão de registrar esses detalhes porque Deus observa como alguém age quando ninguém está vendo. Missão não é apenas o resultado final, é o cuidado no processo.
Mais tarde, quando Jerusalém caiu, quando tudo foi destruído e muitos nomes conhecidos pereceram, Deus fez questão de preservar aquele homem sem nome famoso. A Palavra veio diretamente a ele: “Eu te livrarei… porque confiaste em mim” (Jeremias 39:18). O estrangeiro foi lembrado. O servo foi guardado. O homem que salvou uma vida no oculto foi honrado publicamente pelo céu.
Ebed-Meleque prova que Deus não se move por títulos, mas por caráter. Que justiça pesa mais que pertencimento religioso. Que coragem vale mais que posição. Há pessoas que aparecem em poucos versículos, mas sustentam princípios eternos.
Ele não tinha um nome conhecido entre os homens.
Mas teve uma atitude conhecida por Deus.

E isso foi suficiente.

Muitas mulheres começam movidas pela emoção, mas a Escritura nunca tratou emoção como critério de fidelidade. A Bíblia a...
28/12/2025

Muitas mulheres começam movidas pela emoção, mas a Escritura nunca tratou emoção como critério de fidelidade. A Bíblia afirma que “o homem de ânimo dobre é inconstante em todos os seus caminhos” (Tiago 1:8), deixando claro que instabilidade espiritual impede avanço. Começar não é prova de fé, permanecer é. Jesus nunca chamou pessoas para segui-lo com base em empolgação momentânea; Ele declarou: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome cada dia a sua cruz e siga-me” (Lucas 9:23). O chamado é diário, não emocional. Deus não estabelece promessas sobre impulsos, porque o Reino não é edificado por sentimentos, mas por obediência contínua. A Palavra ensina que “é na perseverança que vocês ganharão a sua alma” (Lucas 21:19). Não é falta de palavra, não é falta de direção, não é falta de chamado. O que falta é perseverança. Falta coragem para continuar quando o entusiasmo acaba e o processo exige renúncia. A fé bíblica não é sustentada pelo que se sente, mas pelo que se decide obedecer, porque “andamos por fé, e não pelo que vemos” (2 Coríntios 5:7). A Escritura não promete colheita aos que começam bem, mas aos que permanecem: “Não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houver desfalecimento” (Gálatas 6:9). Eu não venci por facilidade, venci por constância. Permaneci quando muitos recuaram, avancei quando não havia sinais visíveis, crendo que “aquele que começou boa obra é fiel para completá-la” (Filipenses 1:6). Deus não honra quem só caminha quando está motivado; Deus honra quem permanece fiel até o fim, porque “sê fiel até a morte, e dar-te-ei a coroa da vida” (Apocalipse 2:10). Constância é maturidade espiritual, perseverança é evidência de fé viva, e quem decide ir até o fim verá o impossível se submeter à vontade de Deus.

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Fonte: Mércia Dumont

O maior problema de muitos cristãos hoje não é perseguição, nem falta de promessa.É superficialidade.A Bíblia chama de a...
28/12/2025

O maior problema de muitos cristãos hoje não é perseguição, nem falta de promessa.
É superficialidade.
A Bíblia chama de alimento sólido aquilo que exige discernimento, maturidade e permanência. Mas muitos se contentaram com legumes espirituais, com mensagens fáceis, frases prontas e textos fora do contexto. Não avançam, não mergulham, não investigam, não permitem que a Palavra os confronte por inteiro.
O autor de Hebreus foi direto:
“Vocês já deveriam ser mestres, mas ainda precisam de leite” (Hb 5:12).
Leite não é pecado. O problema é permanecer nele quando já era tempo de profundidade.
Quem não vai ao fundo da Palavra vive de recortes.
Quem não lê o contexto vive de migalhas.
E quem vive de migalhas não anda como herdeiro, anda como pedinte.
Jesus deixou claro que migalhas não são o lugar dos filhos. A mulher cananeia aceitou as migalhas por fé, mas não permaneceu nelas ela provocou uma resposta que revelou a mesa (Mt 15:27–28). Maturidade espiritual é sair do chão e sentar-se como filho.
Cristãos rasos são facilmente manipuláveis.
Não discernem espírito, não julgam doutrina, não identificam distorções.
E enquanto não conhecem a verdade profundamente, o engano prospera.
Não porque o diabo é poderoso, mas porque a mente está despreparada.
A Escritura diz que o povo perece por falta de conhecimento (Os 4:6). Não é falta de promessa. É falta de profundidade. Onde não há raiz, qualquer vento derruba (Mt 13:20–21). Onde não há fundamento, qualquer discurso convence.
Deus não chamou Seus filhos para sobreviver de sobras.
Chamou para herdar, governar e discernir.
Mas herança exige identidade, e identidade exige conhecimento verdadeiro, não frases decoradas.
Enquanto o cristão não se levanta como herdeiro da promessa, continuará vulnerável, emocionalmente instável e espiritualmente raso. Porque o Reino não se sustenta com migalhas se sustenta com verdade compreendida, obedecida e vivida.
Quem quer crescer precisa parar de consumir o que agrada
e começar a se alimentar do que transforma.

27/12/2025

Acompanhe esse vídeo com bastante atenção!

Paulo de Tarso não aparece nas Escrituras como referência imediata de santidade, mas como um homem absolutamente convenc...
27/12/2025

Paulo de Tarso não aparece nas Escrituras como referência imediata de santidade, mas como um homem absolutamente convencido de que estava certo. Sua primeira menção não é pregando, é consentindo com a morte de Estêvão. Atos diz que ele assolava a igreja, entrava de casa em casa, prendia homens e mulheres, respirando ameaças e morte. Não era ignorância, era zelo. Não era confusão, era convicção. Ele cria estar servindo a Deus, quando na verdade resistia ao que o próprio Deus estava fazendo.
O caminho de Damasco não foi um convite, foi uma interrupção. Uma luz o derruba, porque ninguém permanece em pé diante da revelação, e uma voz o chama pelo nome: “Saulo, Saulo, por que me persegues?”. Jesus não discute doutrina, Ele revela identidade: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues”. Naquele momento, Saulo entende que tocar nos discípulos era tocar no próprio Cristo.
Ele perde a visão física para que sua cegueira espiritual seja exposta. F**a três dias sem enxergar, sem comer, sem beber. O homem que conduzia agora precisa ser conduzido pela mão. Quando Ananias ora, as escamas caem não apenas dos olhos, mas do governo interior. Mais tarde, Paulo escreve que tudo o que antes considerava lucro passou a ser perda, que o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza e que já não vive para si mesmo, mas para Cristo.
Paulo entende que conversão não é ajuste de comportamento, é troca de senhorio. Por isso alerta a igreja a examinar a si mesma, porque ele aprendeu, pela própria queda, que é possível conhecer as Escrituras e ainda não conhecer Jesus, servir um sistema religioso e resistir ao céu. Paulo não protege estruturas nem defende títulos. Ele aponta para a cruz, porque só quem morreu pode carregar vida.
E o texto deixa uma pergunta que não pede resposta pública, apenas verdade diante de Deus: a sua fé te mantém de pé pela convicção... ou você já caiu diante da revelação de Jesus?

Aimeleque era sacerdote em Nobe, homem do altar, guardião do pão da proposição. Sua vida girava em torno do sagrado, não...
27/12/2025

Aimeleque era sacerdote em Nobe, homem do altar, guardião do pão da proposição. Sua vida girava em torno do sagrado, não dos corredores do palácio. Por isso, quando Davi chega cansado e faminto, ele se assusta, não por desconfiança, mas porque percebe que algo não está em ordem. Ainda assim, não suspeita de traição, porque sua mente não estava treinada para a maldade.
Não havia pão comum, apenas o pão consagrado. Aimeleque entende o peso do que faz, mas sabe que a vida é mais preciosa que o ritual. Age com temor, não com frieza religiosa. Entrega o pão e, sem saber, participa de um episódio que mais tarde revelaria que misericórdia vale mais que sacrifício. Ele não age por conveniência, mas por fidelidade ao coração de Deus.
O que Aimeleque não sabia é que alguém observava tudo em silêncio. Doegue estava ali. Viu Davi, viu o sacerdote, viu o pão. Aimeleque não percebe o perigo porque não vive em alerta contra pessoas; vive em serviço diante de Deus. Ele não imagina que um gesto puro seria transformado em acusação.
Convocado por Saul, Aimeleque não mente, não se defende politicamente, não muda sua versão para sobreviver. Diz a verdade. Mas Saul já não governa pelo Espírito. Ordena a morte dos sacerdotes. Seus soldados se recusam. Doegue executa. Aimeleque morre não por erro, mas por fidelidade.
Sua história nos ensina que nem toda tragédia é fruto de desobediência. Às vezes, é o preço de permanecer justo quando a injustiça governa. Aimeleque não viveu para se defender. Viveu para servir. E morreu como viveu: fiel ao altar.

📖 1 Samuel 21–22

Miriã não murmurou por ignorância. Murmurou sabendo. Ela conhecia o Deus que falava com Moisés. Tinha visto a glória, ca...
26/12/2025

Miriã não murmurou por ignorância. Murmurou sabendo. Ela conhecia o Deus que falava com Moisés. Tinha visto a glória, caminhado no deserto, liderado mulheres, profetizado. Justamente por isso, sua murmuração é registrada com tanto peso. O texto diz que ela falou contra Moisés, mas a resposta de Deus deixa claro que a fala não era apenas contra um homem, era contra a forma como Deus escolheu governar.
Miriã não questiona caráter, questiona critério. “Por acaso o Senhor falou só por Moisés?” É aqui que a murmuração se revela: não é sobre pecado, é sobre comparação. Não é zelo, é desconforto por não ocupar o mesmo lugar. A murmuração nasce quando alguém aceita o chamado, mas não aceita o limite.
Deus não explica. Deus convoca. Chama Miriã, Arão e Moisés à tenda e estabelece hierarquia espiritual. Ele deixa claro que há níveis de acesso, formas diferentes de comunicação e responsabilidades distintas. A murmuração de Miriã não foi falta de informação, foi resistência ao governo.
Quando a nuvem se retira, a consequência aparece no corpo. A lepra não surge como punição impulsiva, mas como sinal visível de algo que já estava desordenado por dentro. A murmuração sempre começa na alma, mas termina expondo o coração. Miriã não perde a vida, mas perde o lugar. Não perde o nome, mas perde a posição. F**a fora do arraial enquanto o povo inteiro precisa parar.
O detalhe mais constrangedor do texto é que quem clama pela restauração de Miriã é o próprio Moisés. Aquele que foi alvo da murmuração é quem intercede. Isso revela que a murmuração nunca enfraquece quem Deus sustenta, apenas revela quem não soube permanecer no lugar certo.
Deus não cancela chamados por murmuração, mas interrompe movimentos. Não remove dons, mas freia avanços. Porque quem fala contra o governo espiritual pode até continuar no caminho, mas não dita mais o ritmo. O povo só volta a marchar quando Miriã aprende que liderança sem submissão gera atraso coletivo.
Esse texto não é sobre língua solta. É sobre coração fora de alinhamento. Murmuração não é falar demais, é não aceitar como Deus decidiu conduzir. E sempre que isso acontece, alguém sai do centro e o processo precisa esperar.

📖 Números 12

Bezalel foi um homem escolhido por Deus para uma missão única: construir o Tabernáculo, o lugar onde a glória do Senhor ...
25/12/2025

Bezalel foi um homem escolhido por Deus para uma missão única: construir o Tabernáculo, o lugar onde a glória do Senhor habitaria no meio do povo. Ele não era sacerdote, não pregava, não liderava multidões. Sua chamada estava no trabalho manual, na arte, na habilidade de transformar matéria bruta em algo que revelasse a beleza de Deus.

“Eis que chamei por nome a Bezalel, filho de Uri, filho de Hur, da tribo de Judá. E o enchi do Espírito de Deus, de sabedoria, de entendimento e de ciência em todo o lavor.”
(Êxodo 31:2-3)

O que o diferenciava não era apenas talento, mas o fato de estar cheio do Espírito de Deus. Isso mostra que não existe obra pequena quando é Deus quem chama. O Espírito Santo não capacita apenas para falar em público ou exercer liderança espiritual, mas também para criar, organizar, servir, construir. Bezalel foi lembrado nas Escrituras porque entendeu que o trabalho feito para o Senhor exige excelência, temor e fidelidade ao projeto divino.
A história dele nos ensina que cada detalhe da nossa vida pode se tornar expressão da presença de Deus. Quando servimos com excelência no lugar que fomos chamados seja numa cozinha, numa empresa, num lar ou num altar estamos erguendo um “Tabernáculo” para que a glória do Senhor seja manifestada.
Bezalel nos confronta a não fazer nada de qualquer jeito, porque o que fazemos carrega o nome de Deus. Se o Espírito Santo habita em nós, até as tarefas mais simples se transformam em ministério. O segredo é permitir que Ele nos encha de sabedoria, entendimento e habilidade para que nossas mãos expressem o céu na terra.

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