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14/06/2026

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Uma dor no osso que não passa pode não ser frescura, pode ser o seu corpo tentando te avisar que algo muito sério está a...
10/06/2026

Uma dor no osso que não passa pode não ser frescura, pode ser o seu corpo tentando te avisar que algo muito sério está acontecendo por dentro.

O câncer ósseo é um dos diagnósticos que mais assusta, e assusta por um motivo muito claro: ele demora a ser identif**ado porque os sintomas iniciais são fáceis de confundir com coisas simples do dia a dia. Dor depois de um treino pesado, inchaço depois de uma pancada, cansaço que parece ser de excesso de trabalho. A pessoa vai empurrando com a barriga até que a dor não deixa mais ignorar.

E quando o médico pede o raio-x, aparece algo que muda tudo.

A imagem mostra um dos sinais mais importantes que a radiologia conhece no diagnóstico do câncer ósseo. Ele se chama reação periosteal em raios de sol, ou sunburst em inglês, e é exatamente o que o nome descreve. No raio-x, aparecem linhas que irradiam para fora do osso como se fossem os raios saindo do sol. Esse padrão acontece porque o tumor está crescendo de dentro do osso pra fora, e o periósteo, que é a membrana que reveste o osso, tenta reagir a essa invasão formando novas estruturas em direções diferentes ao mesmo tempo.

É o osso tentando se defender de algo que não deveria estar ali.

Esse sinal é especialmente associado ao osteossarcoma, que é o tipo de câncer ósseo primário mais comum, e que atinge com mais frequência crianças, adolescentes e adultos jovens entre 10 e 25 anos. Não é uma doença de idoso. É uma doença que aparece no auge do crescimento, quando os ossos estão em plena atividade de formação.

A localização mais comum é exatamente a que aparece na imagem: a região do joelho, seja no fêmur distal, que é a parte de baixo do osso da coxa, ou na tíbia proximal, que é a parte de cima da canela. São regiões de crescimento intenso, e é justamente por isso que o tumor escolhe esse território.

O modelo tridimensional do lado direito da imagem mostra de forma ainda mais clara o que acontece com o osso acometido. VAN HOME CARE

Todo mundo acha que ter pressão alta só dá uma dorzinha de cabeça de vez em quando e que basta tomar um remédio qualquer...
01/06/2026

Todo mundo acha que ter pressão alta só dá uma dorzinha de cabeça de vez em quando e que basta tomar um remédio qualquer, mas a verdade assustadora é que o canal de vida mais importante do seu corpo pode estar inflando como um balão prestes a estourar dentro da sua barriga.

A nossa aorta é o encanamento mestre da nossa biologia. Ela é um tubo grosso e incrivelmente forte que sai direto do coração e desce pelo centro do abdômen, levando sangue em altíssima pressão para a metade de baixo do corpo inteiro. Mas quando a gente passa décadas agredindo essa mangueira viva com o vício do cigarro, colesterol alto e uma pressão arterial que vive nas alturas, a parede elástica dela começa a apodrecer, f**ar rígida e perigosamente fina. É exatamente aí que nasce o pesadelo que essa anatomia ilustra: o aneurisma.

Em vez de aguentar a pancada do sangue batendo a cada segundo, o vaso enfraquecido começa a ceder e a estufar para as laterais, criando uma bolsa idêntica a um pneu velho criando bolha. O detalhe mais aterrorizante do aneurisma da aorta abdominal é o seu silêncio absoluto. Ele cresce na escuridão do seu corpo, milímetro por milímetro, sem causar febre, falta de ar ou dar uma única pontada de dor aguda. Muitas vezes, o único sinal sutil que a pessoa consegue notar é uma pulsação estranha e profunda no meio do umbigo, como se houvesse um segundo coração batendo escondido na barriga.

Quando esse balão passa do tamanho limite, como mostram as medições nos exames de tomografia e ultrassom da imagem, a tragédia acontece. A parede fina não suporta mais a pressão e simplesmente rasga. O rompimento de um aneurisma não é um sangramento interno comum, é uma explosão devastadora. O paciente perde uma quantidade letal de sangue em questão de minutos, transformando um dia comum numa corrida desesperada para tentar sobreviver na mesa de cirurgia.

Isso tudo nos obriga a fazer uma reflexão muito dura sobre a nossa teimosia com exames preventivos. Achar que não sentir dor é sinônimo.

A gente trata o próprio corpo como lixeira e depois tem a cara de pau de reclamar quando ele pifa. A verdade dura que qu...
01/06/2026

A gente trata o próprio corpo como lixeira e depois tem a cara de pau de reclamar quando ele pifa.

A verdade dura que quase ninguém quer engolir é que a gente passa a vida inteira terceirizando a culpa das nossas doenças para o azar ou para a genética, quando na maioria das vezes os grandes vilões moram dentro da nossa própria rotina. Se os nossos órgãos pudessem sentar na calçada para conversar no fim de um dia cansativo, a cena seria exatamente essa tragédia que você está vendo aí.

Olha bem para o estado dessa turma que trabalha sem parar para manter você em pé. O cérebro está derretendo de exaustão, chorando e tentando se manter acordado na base do balde de cafeína e das noites mal dormidas. Do lado dele, o coração, que deveria ser o motor mais forte da máquina, está afundado na gordura do fast food, sofrendo para conseguir bombear sangue por veias que a gente insiste em maltratar com os piores hábitos alimentares.

Descendo um pouco mais os degraus dessa bagunça, a gente encontra o resto da equipe pedindo socorro. Os pulmões já estão escuros e encolhidos, tossindo e sufocados pela fumaça que muitas vezes é usada como uma falsa válvula de escape para a ansiedade. O estômago virou um depósito confuso de açúcar e comida super processada, trabalhando no limite. E o fígado, sempre o mais silencioso e castigado de todos, tenta dar conta do álcool que a gente joga para dentro como se não houvesse amanhã.

A reflexão que precisamos fazer é perceber como o nosso organismo aguenta calado uma quantidade absurda de maus tratos antes de finalmente apresentar a conta. A gente vive no piloto automático, descontando as frustrações da vida em órgãos que só estão tentando manter a gente vivo. Mudar os hábitos e fazer escolhas melhores não é uma punição, é simplesmente ter respeito e compaixão pela única casa que a gente vai morar até o fim da vida.

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Esqueminha básico da digestão dos macronutrientes.DIGESTÃO DE CARBOIDRATOS:Boca - Amilase salivar: Quebra os polímeros d...
01/06/2026

Esqueminha básico da digestão dos macronutrientes.
DIGESTÃO DE CARBOIDRATOS:
Boca - Amilase salivar: Quebra os polímeros de glicose (amido) em glicose e maltose.
Intestino Delgado - Amilase Pancreática, Maltase, sacarase e lactase: Quebram os dissacarídeos em glicose, galactose e frutose (digestão mais importante).
Os carboidratos complexos que podemos digerir são o amido e o glicogênio. Nós não somos capazes de digerir celulose por não termos as enzimas necessárias. Como resultado, a celulose da matéria vegetal torna-se o que é conhecido como fibra dietética ou formador de massa e é excretada não digerida.
DIGESTÃO DE PROTEÍNAS:
Estômago – Pepsina: Degrada proteínas
Intestino delgado – Tripsina e Quimiotripsina: Degrada proteínas (digestão mais importante)
DIGESTÃO DE GORDURAS:
Estômago – Lipase Gástrica: Degrada os TAGs (~15% da digestão)
Intestino delgado – Lipase pancreática, colipase e etc (sais biliares): Degrada os TAGs (digestão mais importante)
Para aumentar a área de superfície disponível para a digestão enzimática da gordura, o fígado secreta sais biliares no intestino delgado. Os sais biliares ajudam a quebrar a emulsão de partículas grandes em partículas menores e mais estáveis. O processo central de digestão de lipídeos é a sua hidrólise no meio aquoso do lúmen intestinal. Essa hidrólise de lipídeos é catalisada pelas lipases secretadas pelas glândulas e células do trato gastrointestinal superior, essas enzimas removem dois ácidos graxos de cada molécula de triacilglicerol. O resultado é um monoglicerol e dois ácidos graxos livres.
A secreção intestinal, pancreática e hepática de enzimas e de bile é essencial para a função digestória normal. As enzimas pancreáticas e da borda em escova, então, finalizam a digestão de peptídeos, carboidratos e gorduras em moléculas menores que podem ser absorvidas.
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Todo mundo tem nojo ou pavor quando um machucado f**a com aquela cor feia e amarelada, mas a verdade é que o seu próprio...
29/05/2026

Todo mundo tem nojo ou pavor quando um machucado f**a com aquela cor feia e amarelada, mas a verdade é que o seu próprio corpo está literalmente devorando sangue morto debaixo da sua pele.

Quando a gente esbarra na quina da mesa, toma um tombo ou sofre uma pancada mais forte, a pele por fora pode até f**ar inteira, mas os pequenos canos de sangue lá dentro estouram. O sangue vaza e f**a preso ali no meio da carne, sem ter para onde correr. É nesse momento exato que o seu corpo percebe a bagunça e aciona uma equipe de limpeza implacável para resolver o problema, criando esse verdadeiro espetáculo de cores que você vê na imagem.

Nas primeiras horas, o local f**a vermelho e depois roxo escuro porque o sangue que vazou ainda está fresco. Mas logo o oxigênio dele acaba, e a mancha vai f**ando cada vez mais assustadora. É aí que a mágica curiosa da natureza entra em cena. Células de defesa especiais chegam como se fossem os garis do nosso organismo para varrer a sujeira. Elas começam a quebrar e comer as células de sangue velhas, e esse processo solta uma substância chamada biliverdina, que faz o roxo dar lugar a um verde esquisito.

Alguns dias depois, o verde vai desbotando e a mancha ganha aquele tom amarelado ou marrom claro que muita gente acha nojento. Isso não é infecção nem nada de errado, é apenas o estágio final da reciclagem. O lixo está terminando de ser processado para ser jogado fora pela urina e pelas fezes. Depois de uma ou duas semanas, a pele volta a f**ar da cor normal, limpa e perfeita, como se você nunca tivesse se machucado. Tudo isso acontece em silêncio, sem você precisar fazer absolutamente nada.

A evolução de um hematoma é uma das lições mais bonitas que a nossa biologia nos dá sobre a vida. O nosso corpo sabe que a dor e a marca da pancada são apenas passageiras. Ele não entra em desespero com o tamanho da ferida, ele simplesmente faz o trabalho de curar, dia após dia, respeitando cada fase. Às vezes a gente leva umas pancadas da vida.

Achar que a dor de cabeça mais forte da sua vida é só um estresse passageiro pode ser o último erro que você vai cometer...
29/05/2026

Achar que a dor de cabeça mais forte da sua vida é só um estresse passageiro pode ser o último erro que você vai cometer antes de uma veia estourar dentro da sua cabeça.

A gente costuma tratar o nosso corpo como se fosse de ferro, ignorando a pressão alta e os sinais sutis que ele dá. Mas imagina que as suas artérias são como mangueiras trabalhando sob alta pressão o dia inteiro para levar sangue para os órgãos. Quando um pedaço da parede dessa mangueira nasce fraco ou vai enfraquecendo com o tempo pelo cigarro e pela pressão descontrolada, a força do sangue empurra essa pele fina para fora, criando uma verdadeira bolha. Essa bolha é o famoso aneurisma, uma bomba-relógio silenciosa.

Preste muita atenção nos dois primeiros exemplos dessa imagem. Às vezes, essa bolha cresce apenas para um dos lados, pendurada como se fosse uma pequena bexiga esgarçada, que é o aneurisma sacular. Em outros casos, a fraqueza toma conta da parede inteira da veia e ela incha por igual, lembrando um pneu com calombo, que é o aneurisma fusiforme. Nos dois casos, o problema é exatamente o mesmo: a parede do vaso ficou fina, frágil demais e perdeu a capacidade de segurar o sangue com segurança.

O verdadeiro pesadelo está na terceira figura. Como a grande maioria das pessoas não sente absolutamente nada enquanto a bolha se forma, elas continuam vivendo no limite, passando raiva e comendo mal. Chega um momento em que a parede deforma tanto que não aguenta a pressão e simplesmente rasga. A ruptura do aneurisma causa um sangramento interno violento. É nessa hora que a pessoa sente um estrondo, uma dor explosiva e repentina, e o socorro precisa ser imediato para evitar danos cerebrais permanentes ou até a perda da vida.

Nós normalizamos viver com a pressão nas alturas e empurramos a saúde com a barriga, jurando que com a gente nada de grave vai acontecer. Cuidar das suas veias não é conversa fiada, é garantir que a tubulação da sua máquina não entre em colapso do nada.

🛑🫁 EL MILAGRO MECÁNICO: Por qué pronar a un paciente con SDRA no es solo "darle la vuelta" (Fisiopatología del Rescate)....
29/05/2026

🛑🫁 EL MILAGRO MECÁNICO: Por qué pronar a un paciente con SDRA no es solo "darle la vuelta" (Fisiopatología del Rescate).

Día 2 en la UCI. Tienes a un paciente con Síndrome de Distrés Respiratorio Agudo (SDRA) severo por neumonía. Está sedoanalgesiado, relajado, con una FiO2 al 100% y una PEEP de 14 cmH2O. A pesar de todo tu arsenal, la saturación no sube de 84% y la gasometría muestra una PaO2 de 55 mmHg.
El ventilador está al límite de causar daño (VILI) y el paciente se está muriendo de hipoxemia. Tomas la decisión: "Preparen todo, lo vamos a pronar".
A las dos horas de estar boca abajo, la saturación sube a 96% y puedes bajar la FiO2 al 60%. Magia, ¿verdad? No, es fisiología pura.
🔥 El error fatal y lamentable muy frecuente: Creer que la ventilación en prono es una "medida desesperada de último minuto". Si esperas al día 7 para pronar a un paciente fibrótico, ya perdiste la batalla. El prono temprano salva vidas. 📉

🔬 LA FISIOPATOLOGÍA DEL RESCATE (Por qué funciona):
Cuando tienes un SDRA, los pulmones pesan el triple debido al edema inflamatorio. Si el paciente está boca arriba (supino), ocurre un desastre mecánico:
1️⃣ El Aplastamiento Dorsal: El corazón (que descansa sobre los pulmones), el peso del abdomen y la gravedad aplastan las zonas dorsales del pulmón (que anatómicamente son las que más alvéolos tienen). Estas zonas colapsan por completo.
2️⃣ El Cortocircuito (Shunt): Por anatomía, la mayor parte de la sangre en el pulmón fluye hacia las zonas dorsales. Pero como en posición supina esas zonas están aplastadas y sin aire, la sangre pasa de largo sin oxigenarse. ¡Por eso la hipoxemia es tan severa!
3️⃣ La Magia del Prono (Acoplamiento V/Q): Al poner al paciente boca abajo, liberas las zonas dorsales del peso del corazón y del abdomen. ¡Esos millones de alvéolos dorsales por fin se abren! Y como la sangre sigue fluyendo predominantemente hacia esa zona por diseño anatómico, ahora tienes sangre encontrándose con alvéolos llenos de oxígeno.

Hoje, 14 de maio, relembramos o legado de Mary Jane Seacole, enfermeira jamaicana que faleceu em 1881.Mulher negra, pion...
18/05/2026

Hoje, 14 de maio, relembramos o legado de Mary Jane Seacole, enfermeira jamaicana que faleceu em 1881.
Mulher negra, pioneira, corajosa e invisibilizada pela história oficial por muito tempo, ela foi uma das figuras mais importantes da enfermagem durante a Guerra da Crimeia.
Mesmo enfrentando racismo e exclusão, ela não recuou. Fundou um centro de atendimento próximo ao campo de batalha e cuidou de soldados feridos, salvando vidas e rompendo barreiras.
Celebrar Mary Seacole é reconhecer a luta de tantas mulheres negras que continuam construindo a enfermagem com dignidade, sabedoria e resistência. ✊🏿
Que seu exemplo continue a inspirar uma prática mais justa, diversa e humanizada.
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🌸 Cuidar da saúde da mulher é um ato de amor-próprio, coragem e conhecimento.No dia 25 de Julho, venha participar de um ...
17/05/2026

🌸 Cuidar da saúde da mulher é um ato de amor-próprio, coragem e conhecimento.
No dia 25 de Julho, venha participar de um workshop transformador, onde vamos falar sem tabu sobre saúde íntima, prevenção, bem-estar e autocuidado feminino. 💖✨
Porque toda mulher merece sentir-se informada, segura e valorizada.
Aprender também é uma forma de se cuidar. 🌷
🎓 Vagas limitadas
📍 Auditório do Hospital Josina Machel – Maria Pia
⏰ Pelas 10H
Garanta já a sua inscrição e venha viver uma experiência única de aprendizagem, partilha e empoderamento feminino. 💕
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