21/02/2021
TEXTO DE JOÃO KIAZA SOBRE O WEBNARIO DE PROLINCI COM O TEMA:
INSERÇÃO DOS PROFISSIONAIS DE INFORMAÇÃO NO MERCADO DE TRABALHO
ANGOLANO: DESAFIOS E OPORTUNIDADES PARA O ARQUIVISTA
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A pe r s p e c t i v a documentalista ( d o c u m e n t o s e arquivos) que se criou em torno da Ciências da Informação, além de reduzir a sua abrangência, levanta preocupações com relação a inserção no mercado de trabalho do profissional formado nesta área de conhecimento. Importa referir que no âmbito da actuação do profissional das Ciências da
Informação, fogem a vista numerosas habilidades como a de Analista de sistemas de informação, gestor de informação, Assessor e/ou auditor em comunicação e Arquitecto
de Informação, etc. Nestes termos, a preocupação que norteou o Webinário sobre “A inserção dos profissionais de Informação no mercado de trabalho angolano”, uma abordagem sobre os “Desafios e Oportunidades para o Arquivista”, organizado
pelo PROLINCI (é um projecto para promoção do curso das Ciências da Informação, liderado
pelos antigos estudantes do extinto Instituto
Superior de Ciência da Comunicação) e transmitido na página do Facebook da Associação dos estudantes do extinto ISUCIC, levantou acessos debates sobre a questão da empregabilidade dos mais de 100 Licenciados
na área, numa altura em que a fundamentação
da lei n.º 7/17 de 7 de Agosto assegura “os
arquivos constituem um instrumento importante para a preservar e valorizar o património cultural da nação, para ajudar a fundamentar a tomada de decisões, comprovar direitos dos cidadãos, desempenhado um papel importante da vida administrativa, cientifica e cultural do país”.
De acordo com a legislação vigente, importa apresentar dois desafios para os profissionais arquivistas, o primeiro tem que ver com a promoção da cultura jurídica sobre a importância da gestão de arquivos para a
continuidade da memória colectiva; num segundo momento é desafio do profissional arquivista a institucionalização de uma Associação Nacional dos Arquivistas, D o c u m e n t a l i s t a s , Bibliotecários e Profissionais de Informação (ANADBPI). A
questão da inserção do profissional arquivista
no mercado de trabalho, levanta outras questões tais como: caso seja inserido, com que normalização este profissional trabalhará?;
como se pensa regular a actividade arquivista?; a lei dos arquivos serviria de instrumento de trabalho? como estes profissionais podem propor alternativas as insuficiências da lei n.º 7/17?; não é chegado o
momento de criar uma padronização para a
gestão do nosso acervo documental?.
Estas e outras questões podem originar a oportunidades que se espera. Por outro lado,
deve-se manter as discussões sobre gestão
de arquivos e acelerar o processo para criação
da Política Nacional de Arquivística. É ainda
urgente a criação de uma Associação Angolana de Normas Técnicas (AANT ), que seja responsável pela criação e adequação
das normas já existentes a normalização internacional.
POR: João Kiaza
LICENCIADO EM CIÊNCIAS DA
INFORMAÇÃO, ESPECIALISTA EM GESTÃO
E ANÁLISE DE INFORMAÇÃO (ISUCIC).
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REVISTA ESTUDANTE
"O maior reflexo estudantil angolano"