05/05/2022
Falar de sentimentos ainda é uma questão muito problemática nos dias de hoje, muitas são os casos de pessoas que ainda têm dificuldades em identificar o que realmente sentem por alguém.
Geralmente quando nos aproximamos de alguém do s**o oposto e nutrimos uma relação muito próxima, independemente de se chegar a namorar ou não, é muito comum surgir um certo vínculo emocional, vínculo esse, muitas vezes difíceis de notar. Quantas pessoas, conscientes de que não sentem nada por alguém, sentem-se inciumados ao vê-la íntima de uma outra pessoa. Você sabe que não a quer por perto, mas também não a queres distante; você não a quer para ti, mas também a queres ver com outra pessoa. E ficas totalmente assustado quando pensas na possibilidade de a ver com outra pessoa.
Infelizmente esta situação é mais comum do que parece e pode ter efeitos super negativos, especialmente para pessoas já comprometidas. Freud, na sua abordagem sobre a estrutura da personalidade, faz menção à líbido. Libido é uma palavra de origem latina, que significa desejo ou anseio. Segundo Freud, pelo menos é o que dá para se interpretar na sua explanação, a líbido pode ser mensurada, o que quer dizer que há uma quantidade definida; diz também que pode ser mobilizada ou transportada para várias esferas. Assim sendo, quando você, apesar de ter seu parceiro ou parceira, ainda te permites sentir tais incómodos por causa de uma terceira pessoa, quer dizer que a libido que deveria estar catexiada, direcionada ou concentrada a sua parceira ou parceiro, você a está partilhando com uma outra pessoa, o que pode provocar uma baixa no nível de interesse, ou o prazer que tens para a sua parceira(o), pois partilhas o que deveria ser concentrado a uma só pessoa.
A fim de se evitar distribuição pervertida do nosso prazer ou desejo, é recomendável a se recorrer a um processo que eu chamo de "purificação emocional". Esse processo consiste em se identificar o tipo de sentimento que se nutre por alguém e depois dar o devi