Mundundi

Mundundi Herança em verso. Raiz. Voz. Memória.

06/04/2026

No evento da comunidade Jornada da grandeza, fui convidado a fazer uma apresentação poética... Esta foi a apresentação improvisada 🫣.

27/03/2026

A escola invisível que nos fez gigantes...
Kutala Kiambote- A indústria de talentos...

"O sorriso de um labirinto de dor"Sou um labirintoque aprendeu a sorrir na entradapara que ninguém desconfieque no centr...
04/03/2026

"O sorriso de um labirinto de dor"

Sou um labirinto
que aprendeu a sorrir na entrada
para que ninguém desconfie
que no centro
há um homem chorando
abraçando os próprios sonhos.

E o pior?
Mesmo querendo desaparecer,
há algo em mim que insiste em ficar.
Um instinto antigo de sustentar mundos.
Uma chama que não apaga
mesmo quando eu sopro.

Sou contradição viva:
quero ser ausência,
mas nasci presença demais.

Eu tenho medo de falhar
não pelo erro
mas pelo olhar que muda depois.
Pelo silêncio diferente.
Pela confiança que vira decepção
e corta mais fundo do que qualquer insulto.

Eu carrego batalhas que não têm testemunhas.
Discussões comigo mesmo
às três da manhã,
tribunais internos
onde eu sou réu e juiz
e nunca inocente.

Há um desejo sujo de desaparecer.
Não de morrer,
mas de não precisar ser nada.

Não ser forte.
Não ser referência.
Não ser exemplo.
Não ser esperança.

Só ser falha.
Ser ausência.
Ser pó não notado no canto da sala.

Às vezes eu invejo quem pode quebrar em público.
Quem pode admitir fraqueza
sem que o mundo desabe.
Eu não posso.
Porque quando a coluna racha,
o meu teto cai junto.

Eu sou um homem no labirinto que sabe o caminho,
mas está cansado demais para andar.
Sou incêndio contido na própria caixa torácica.
Sou um grito educado nos ouvidos de uma formiga.
E o silêncio de uma estrela do Rock que indigna.

Albano Mundundi

10/02/2026

*Cicatrizes invisíveis*

*A voz no mar*À beira do mar, o sol desfazia-se lentamente,como se também tivesse memórias que já não aguentava carregar...
09/02/2026

*A voz no mar*

À beira do mar, o sol desfazia-se lentamente,
como se também tivesse memórias que já não aguentava carregar.
O horizonte sangrava cores antigas
e eu permaneci imóvel,
tentando reconhecer em mim aquilo que o dia levava.

O mar não estava calmo
estava cansado.
Respirava fundo, como quem guarda segredos há séculos.
E então ouvi uma voz,
não era som, era peso
vinha do fundo das águas
ou do fundo de mim, já não sei.
Algumas vozes nascem onde a dor aprendeu a ficar.

Ela disse que a memória é um oceano sem margens,
que quanto mais se tenta esquecer,
mais fundo se afunda.
Cada onda trazia um rosto,
cada refluxo levava um pedaço de mim
que nunca voltou inteiro.
E a voz dizia: vem e vamos embora daqui.

Luanda cercava-me com luzes e ruídos,
mas dentro eu caminhava descalço por Malanje,
pisando a terra vermelha da infância na canâmbua
como quem pisa um tempo que não responde mais.
Sou feito desse desencontro:
o lugar onde estou
e o lugar que me habita.

O sol afundou-se por completo
e, com ele, uma parte daquilo que fui.
Aprendi, então, que o pôr do sol não é beleza
é uma despedida repetida.
Um até já

Será um até já para as minhas memórias tbm?
Não sei dizer!

E eu fiquei ali,
entre o sal do mar e o sal das lágrimas nos olhos,
um homem inteiro por fora
e profundamente ausente por dentro.
Enxergando o mar como a estrada 230 que ligou o filho da Palanca, a terra da kianda.
Tomara que a vida anda...E que as minhas memórias sejam um até já ao que vivi.

*Albano Mundundi*

03/02/2026

O regresso
Parte 5

Fim da saga...

Agora vamos postar outros poemas, com outros títulos

O que você achou desta saga poética profunda com título o Regresso?



02/02/2026

A 5ª e última parte do regresso será lançado hoje.

Diz-me o que você achou desta sequência de poemas aqui nos comentários👇

01/02/2026

O regresso

Parte4

O quê estás a achar desta sequência de poemas?

25/01/2026

Já posso mandar a parte 3 do " O Regresso" ?

22/01/2026


Parte 2

Mamã, estou voltando mamã

Volto para colher o seu afeto
Que me espera paciente, como as mandiocas na sua lavra.

A sua voz!
Soa como canções que embalam os meus sonhos
O seu sorriso!
É um templo onde descansam as minhas lutas

Estou voltando e já sinto o seu cheiro...
Tem aroma do seu funge de bombo ao jantar
E da batata doce que nos davas ao matabichar
É ternura antiga.

Estou voltando para que as suas mãos voltem a bordar o meu tempo
Como nos velhos tempos
Estou voltando para receber o seu conselho
Que são como sementes de sabedoria
Brotam mesmo que em terras cansadas.

Estou voltando para que os teus olhos me digam sem dizer palavras
Que ainda só teu menino.

Continua....




22/01/2026

Gratidão a cada olhar atento,
a cada palavra sentida no silêncio.
O vosso feedback aqueceu o caminho do Regresso.
Hoje, às 18h, o poema continua,
chega a segunda parte.
Sigamos juntos, verso por verso, até ao fim.

21/01/2026

Nasci onde as manhãs acordam vestidas de neblinas
Kalandula sussurra lendas nos ouvidos de Pungo-yha-Ndongo

Sou filho do barro vermelho e cinzento de Malanje
Onde as palmeiras abrem os braços para os seus
E as zungueiras cantam os destinos dos homens

Hoje!
Na vastidão de Luanda
Carrego comigo este chão
No solo da minha alma
Mas o meu coração é como uma bússola
Aponte sempre para o berço que me fez por inteiro.

Estou voltando, companheiros...

Continua....



Endereço

Joaquim Kapango
Malanje
[email protected]

Telefone

+244922270816

Website

Notificações

Seja o primeiro a receber as novidades e deixe-nos enviar-lhe um email quando Mundundi publica notícias e promoções. O seu endereço de email não será utilizado para qualquer outro propósito, e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Compartilhar