22/12/2025
Os robôs humanoides Phantom, da Foundation Future Industries, combinam mobilidade em escala humana, alta capacidade de carga e um design avançado repleto de sensores, com foco em logística militar, vigilância e missões de alto risco.
O próximo “batalhão” das Forças Armadas dos EUA pode não ser composto por cadetes treinados, mas por robôs humanoides com cerca de 1,8 metro de altura.
A empresa, sediada na Califórnia, está posicionando seus robôs Phantom para uso militar. Cada unidade, com aproximadamente 82 quilos (180 libras), é capaz de transportar mais de 20 quilos (44 libras) de carga útil ou equipamentos.
A parte superior do torso funciona como o núcleo operacional, abrigando sensores, computadores, câmeras e baterias, projetados para operar em ambientes estruturados pelo ser humano.
A mobilidade é controlada pela parte inferior do corpo, que integra atuadores e um sistema avançado de equilíbrio, permitindo ao robô se deslocar por terrenos irregulares, subir escadas e manter estabilidade mesmo sob carga.
O diretor executivo, Sankaet Pathak, afirmou que os robôs podem ser empregados em missões de vigilância e apoio em campo, incluindo o transporte de equipamentos táticos e suprimentos para soldados.
Eles também poderiam substituir militares em tarefas de maior risco, como operar em espaços confinados, entrar em edifícios ou explorar sistemas de cavernas antes da entrada das tropas.
Segundo Pathak, a empresa planeja produzir 50.000 unidades do Phantom para as Forças Armadas dos EUA até o final de 2027.
A Foundation declarou que o Phantom não teria autonomia total para decisões de combate, mas argumenta que seu emprego em larga escala poderia atuar como um fator de dissuasão, alterando a forma como conflitos são conduzidos.
A presença de robôs humanoides, segundo essa visão, poderia desencorajar forças adversárias de iniciar confrontos.
“Acredito que, se as Forças Armadas dos EUA tivessem cerca de 100 mil robôs operacionais para demonstrar essa capacidade, muitas guerras poderiam ser evitadas antes mesmo de começarem”, disse Pathak à Forbes.
Apesar desse potencial efeito dissuasório, especialistas alertam que a dependência de sistemas humanoides também pode reduzir o custo humano percebido do conflito, tornando ações militares mais prováveis, e não menos.