12/01/2026
É importante esclarecer um ponto fundamental: o acompanhamento psicopedagógico na escola não substitui as terapias específicas que a criança necessita.
O psicopedagogo escolar actua no processo de aprendizagem, identificando dificuldades, adaptando estratégias pedagógicas, orientando professores e favorecendo o acesso da criança ao currículo.
Esse trabalho é essencial, mas possui limites claros.
Quando uma criança apresenta necessidades que envolvem linguagem, comportamento, regulação emocional, desenvolvimento motor, sensorial ou neurológico, o acompanhamento deve ser multidisciplinar; Terapia da Fala, terapia ocupacional,, entre outras, têm objectivos e métodos próprios que não podem ser substituídos pelo contexto escolar.
Quando toda a responsabilidade é colocada sobre a instituição, quem acaba prejudicada é a própria criança, que deixa de receber intervenções específicas e individualizadas fora do ambiente pedagógico.
O desenvolvimento infantil acontece de forma integrada, e os melhores resultados surgem quando família, escola e profissionais externos trabalham em parceria, cada um respeitando seu papel.