26/05/2026
Se eu entro numa campanha contra o Higino, venço-o de goleada.”
A frase de Carlos Feijó poderia até soar como confiança política… se não estivéssemos a falar de figuras há muito associadas a um sistema que os próprios angolanos aprenderam a questionar.
Num cenário onde nomes como Higino Carneiro carregam um histórico marcado por polémicas e suspeitas, a ideia de uma “goleada” levanta mais sobrancelhas do que aplausos.
Porque, no fundo, a verdadeira competição nunca foi entre indivíduos mas sim entre um sistema enraizado e um povo cada vez mais atento.
E enquanto discursos de força continuam a circular, a realidade permanece: a corrupção em Angola não se resolve com rivalidades internas, mas com responsabilidade, transparência e coragem política — elementos ainda raros no palco actual.
No fim, a pergunta não é quem vence quem.