05/10/2026
𝐎𝐮𝐫𝐨 𝐯𝐨𝐥𝐭𝐚 𝐚𝐨 𝐯𝐞𝐫𝐝𝐞 𝐚𝐩𝐨́𝐬 𝐯𝐢𝐯𝐞𝐫 𝐩𝐢𝐨𝐫 𝐬𝐞𝐦𝐚𝐧𝐚 𝐝𝐞𝐬𝐝𝐞 𝐉𝐮𝐧𝐡𝐨
𝑂 𝑚𝘦𝑡𝘢𝑙 𝑎𝘮𝑎𝘳𝑒𝘭𝑜 𝑔𝘢𝑛𝘩𝑎 0,59% 𝑝𝘢𝑟𝘢 4.164,98 𝑈𝘚$ 𝑝𝘰𝑟 𝑜𝘯𝑐̧𝘢, 𝑎𝘱𝑜́𝘴 𝘵𝑒𝘳 𝘤𝑎𝘪́𝑑𝘰 𝘮𝑎𝘪𝑠 𝑑𝘦 3,4% 𝑛𝘢 𝘴𝑒𝘮𝑎𝘯𝑎 𝑎𝘯𝑡𝘦𝑟𝘪𝑜𝘳 - 𝘢 𝘱𝑖𝘰𝑟 𝑠𝘦́𝑟𝘪𝑒 𝑑𝘦 𝘤𝑖𝘯𝑐𝘰 𝘴𝑒𝘴𝑠𝘰̃𝑒𝘴 𝘥𝑒𝘴𝑑𝘦 𝘑𝑢𝘯ℎ𝘰 𝘥𝑒𝘴𝑡𝘦 𝘢𝑛𝘰.
O ouro está a negociar com ganhos moderados esta segunda-feira, recuperando um pouco do terreno perdido na semana anterior, numa altura em que os investidores tentam avaliar o impacto que a desaceleração do mercado laboral norte-americano e a subida abrupta nos juros da dívida vão ter nos próximos passos da Reserva Federal (Fed) norte-americana.
A esta hora, o metal amarelo ganha 0,59% para 4.164,98 US$ por onça, após ter caído mais de 3,4% na semana anterior - a pior série de cinco sessões desde Junho deste ano. O ouro tem enfrentando grandes desvalorizações desde que o conflito entre EUA e Irão no Médio Oriente estalou, no final de Fevereiro, muito devido ao impacto que a guerra está a ter nos preços da energia e, consequentemente, na inflação.
Tanto o Banco Central Europeu (BCE) como a Fed já se viram obrigados a subir as taxas de juro para tentar travar a escalada da inflação, mas os investidores antecipam que não se fiquem por aqui. No caso do banco central norte-americano, e apesar de um novo aperto monetário não ser esperado já para a reunião de Outubro, os participantes no mercado veem uma probabilidade de mais de 80% de existir uma subida de 25 pontos-base nos juros directores em Dezembro.
"A recuperação do ouro continua a ser limitada pelos elevados rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, com o juro a 10 anos a manter-se em torno dos 5,2%, uma vez que a inflação persistente, as preocupações orçamentais e o elevado endividamento público continuam a exercer pressão sobre as obrigações", explica Manav Modi, analista de matérias-primas da Motilal Oswal Financial Services, citado pela Bloomberg. A isto soma-se um dólar mais forte, que encarece a compra de ouro para os investidores internacionais.