13/01/2026
𝐉𝐚𝐩𝐚̃𝐨 𝐫𝐞𝐠𝐫𝐞𝐬𝐬𝐚 𝐝𝐞 𝐟𝐞𝐫𝐢𝐚𝐝𝐨 𝐜𝐨𝐦 𝐫𝐞𝐜𝐨𝐫𝐝𝐞𝐬 𝐞 𝐝𝐚̃𝐨 𝐟𝐨𝐫𝐜̧𝐚 𝐚𝐨 "𝐫𝐚𝐥𝐥𝐲" 𝐧𝐚 𝐀́𝐬𝐢𝐚
𝑁𝘰 𝘑𝑎𝘱𝑎̃𝘰, 𝑜 𝑁𝘪𝑘𝘬𝑒𝘪 𝘥𝑖𝘴𝑝𝘢𝑟𝘰𝑢 3,1% 𝘱𝑎𝘳𝑎 53.549,16 𝑝𝘰𝑛𝘵𝑜𝘴, 𝑒𝘯𝑞𝘶𝑎𝘯𝑡𝘰 𝘰 𝘛𝑜𝘱𝑖𝘹 𝘴𝑢𝘣𝑖𝘶 2,41% 𝘱𝑎𝘳𝑎 3.598,89 𝘱𝑜𝘯𝑡𝘰𝑠 - 𝑜𝘴 𝘥𝑜𝘪𝑠 𝑏𝘢𝑡𝘦𝑟𝘢𝑚 𝑟𝘦𝑐𝘰𝑟𝘥𝑒𝘴, 𝑜 𝑝𝘳𝑖𝘮𝑒𝘪𝑟𝘰 𝘯𝑜𝘴 53.814,79 𝘱𝑜𝘯𝑡𝘰𝑠 𝑒 𝑜 𝑠𝘦𝑔𝘶𝑛𝘥𝑜 𝑛𝘰𝑠 3.604,16 𝘱𝑜𝘯𝑡𝘰𝑠. 𝘕𝑎 𝐶𝘰𝑟𝘦𝑖𝘢 𝘥𝑜 𝑆𝘶𝑙, 𝘰 𝘒𝑜𝘴𝑝𝘪 𝘴𝑜𝘮𝑜𝘶 1,47% 𝘱𝑎𝘳𝑎 4.692,64 𝘱𝑜𝘯𝑡𝘰𝑠, 𝘱𝑒𝘳𝑡𝘰 𝘥𝑜 𝑚𝘢́𝑥𝘪𝑚𝘰 𝘥𝑒 4.693,07. 𝐸𝘮 𝘛𝑎𝘪𝑤𝘢𝑛, 𝘰 𝘛𝑎𝘪𝑒𝘹 𝘨𝑎𝘯ℎ𝘰𝑢 0,46% 𝑝𝘢𝑟𝘢 30.707,22 𝘱𝑜𝘯𝑡𝘰𝑠, 𝘮𝑎𝘴 𝘤ℎ𝘦𝑔𝘰𝑢 𝑎 𝑢𝘮 𝘳𝑒𝘤𝑜𝘳𝑑𝘦 𝘥𝑒 30.973,85 𝑝𝘰𝑛𝘵𝑜𝘴. 𝑁𝘢 𝘊ℎ𝘪𝑛𝘢, 𝑜 𝑆𝘩𝑎𝘯𝑔𝘢𝑖 𝐶𝘰𝑚𝘱𝑜𝘴𝑖𝘵𝑒 𝑓𝘪𝑐𝘰𝑢 𝑝𝘢𝑟𝘢 𝘵𝑟𝘢́𝑠 𝑛𝘢 𝘤𝑜𝘳𝑟𝘪𝑑𝘢 𝘢𝑜 𝑝𝘦𝑟𝘥𝑒𝘳 0,64% 𝘱𝑎𝘳𝑎 4.138,76 𝘱𝑜𝘯𝑡𝘰𝑠. 𝘌𝑚 𝐻𝘰𝑛𝘨 𝘒𝑜𝘯𝑔, 𝘰 𝘏𝑎𝘯𝑔 𝑆𝘦𝑛𝘨 𝘱𝑢𝘭𝑜𝘶 0,62% 𝘱𝑎𝘳𝑎 26.772,97 𝑝𝘰𝑛𝘵𝑜𝘴.
As bolsas asiáticas terminaram a sessão com valorizações significativas, com as praças japonesa, sul-coreana e taiwanesa a tocarem máximos históricos, à boleia do optimismo dos investidores em relação às acções de tecnologia.
Grande parte do optimismo surgiu do Japão, onde as acções dispararam e os juros da dívida soberana subiram devido às notícias de que a primeira-ministra, Sanae Takaichi, poderá convocar eleições antecipadas, de forma a fortalecer a maioria parlamentar da sua coligação, o que abriria espaço para políticas mais agressivas. O iene caiu para o nível mais baixo em relação ao dólar desde Julho de 2024. As acções de defesa e nucleares subiram no chamado "efeito Takaichi", que ajudou a impulsionar os ganhos dos mercados asiáticos.
No Japão, o Nikkei disparou 3,1% para 53.549,16 pontos, enquanto o Topix subiu 2,41% para 3.598,89 pontos - os dois bateram recordes, o primeiro nos 53.814,79 pontos e o segundo nos 3.604,16 pontos. Na Coreia do Sul, o Kospi somou 1,47% para 4.692,64 pontos, perto do máximo de 4.693,07.
Em Taiwan, o Taiex ganhou 0,46% para 30.707,22 pontos, mas chegou a um recorde de 30.973,85 pontos. Na China, o Shangai Composite ficou para trás na corrida ao perder 0,64% para 4.138,76 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng pulou 0,62% para 26.772,97 pontos.
Para os analistas, os investidores começam a querer diversificar as suas carteiras para lá das acções americanas - movimento que tem mais impulso no arranque do ano. Mark Cranfield, estratega da MLIV, diz à Bloomberg que "as acções asiáticas estão a estender a sua recente trajectória de subidas, com um impulso adicional da inquietação dos investidores com a saga Powell-Casa Branca, que paira sobre os mercados norte-americanos. Assim, os investidores que procuram um caminho para a inteligência artificial têm muitas opções na Ásia, com empresas chinesas, coreanas, japonesas e taiwanesas na vanguarda dos desenvolvimentos".
Entre os principais movimentos empresariais, as acções da GigaDevice Semiconductor chegaram a subir até 54% na sua estreia em Hong Kong, apesar de terem terminado com ganhos de 0,64% para 263,5 yuans.
O optimismo asiático e o movimento de diversificação de carteiras deverá contagiar a Europa, com os futuros do Euro Stoxx 50 a subirem 0,3%. Nos EUA, o foco irá para o arranque da "earnings season" da banca americana, com as contas do JPMorgan.