30/07/2026
Jesus nunca teve dificuldade de se aproximar de quem estava quebrado, sujo pela vida, preso ao pecado ou carregando uma história que todos condenavam. O que fazia Jesus levantar a voz não era a fraqueza de quem reconhecia que precisava mudar, era a hipocrisia de quem conhecia a Palavra, ensinava santidade, cobrava dos outros, mas por dentro estava cheio de orgulho, maldade, vaidade e aparência.
Os fariseus não eram ignorantes.
Eles sabiam as Escrituras, oravam, jejuavam, davam dízimos e ocupavam lugares de respeito. O problema é que tudo isso virou uma capa.
Falavam de Deus, mas não conheciam o coração de Deus.
Corrigiam pecadores, mas não permitiam que a verdade corrigisse a vida deles.
Por isso Jesus os chamou de guias cegos e sepulcros caiados.
Bonitos por fora, mortos por dentro.
E antes de apontarmos para eles, precisamos olhar para nós.
Porque também é possível estar na igreja, carregar Bíblia, levantar as mãos, pregar, cantar, aconselhar e continuar escondendo um coração que não aceita correção.
É possível defender a santidade em público e alimentar pecados em segredo.
É possível parecer espiritual para as pessoas e estar longe de Deus.
O perigo não é cair e reconhecer que caiu.
O perigo é cair, criar uma aparência religiosa e começar a acreditar na própria mentira.
Jesus acolhe quem confessa, perdoa quem se arrepende e restaura quem deseja mudar.
Mas Ele sempre será duro com quem usa o nome de Deus para esconder aquilo que não quer abandonar.
No fim, a pergunta não é se os outros acreditam na nossa santidade.
A pergunta é: quando Deus olha para dentro, Ele encontra verdade ou apenas aparência?
Mateus 23:27-28.
Profetisa Suely Sandra Francisco