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O secretário-geral da JURA e deputado à Assembleia Nacional, Nelito Ekuikui, afirmou, em declarações à Rádio Essencial, ...
17/08/2026

O secretário-geral da JURA e deputado à Assembleia Nacional, Nelito Ekuikui, afirmou, em declarações à Rádio Essencial, que a população não deve temer eventuais confrontos nas eleições gerais de 2027, garantindo que a UNITA tem capacidade para mobilizar 500 mil pessoas nas ruas de Luanda.

“As pessoas não têm que fugir. Eles vão matar uns tantos, mas não vão matar todos”, declarou o dirigente.
As declarações surgem após um incidente no Uíge, em que a UNITA acusou a Polícia Nacional de atentar contra a vida de Ekuikui e de cercar a sede provincial do partido, num confronto com, pelo menos, dois feridos.

Os incidentes ocorreram durante o Acto Central Comemorativo do 92.º aniversário de Jonas Savimbi, no âmbito da IV Reunião do Comité Nacional da JURA.

Segundo o dirigente, os militantes foram surpreendidos com a Polícia Nacional a cercar a sede local. Ekuikui confirmou ter sido alvo directo de um ataque, do qual escapou ileso: “A sorte é que eu não estive no carro e fui socorrido por populares.”

Lamentando a “intolerância política”, acusou um “partido-Estado” de usar as forças de segurança para competição política, avisando que a UNITA não repetirá a contenção de 2022. “Já não vai voltar a acontecer o que aconteceu em 2022, em que apelámos o povo à serenidade. Ninguém vai apelar o povo à serenidade. O MPLA vai exactamente encontrar o que procura”, declarou, acrescentando que “ninguém tem sangue de barata”.

Reacções nas redes sociais

A partilha do vídeo nas redes sociais, gerou centenas de comentários, com opiniões divididas. Vários internautas questionaram se o próprio deputado estaria disposto a colocar-se na linha da frente de um eventual confronto. José Augusto escreveu: “Na linha da frente o sr deputado e sua família…”, numa posição partilhada por Lino Moreno (“Tens que estar lá na linha da frente”) e por Raul Ditela Kiala Mingas, que foi mais longe: “Deputado maluco, prepara a tua família, coloca em frente, nós vamos ficar atrás.”

Outros comentários mostraram-se cépticos quanto à concretização da mobilização anunciada. Pintodm Ganga Daforca escreveu: “Sinceramente não vão, eu tenho certeza”, enquanto Josemar Fontoura comentou, entre emojis de riso e choro: “Vão matar uns tantos mais não vão matar todos, nesses tantos ele não está contado.”

Houve também vozes de apoio às declarações do dirigente. Carlos Madureira Calanja escreveu “Estou presente quando se fala de salvação, meus parabéns”, ao passo que Avemaria Santamaria reagiu com “Parabéns é isso mesmo, a união faz força 💪🤝”. Já Costa Sebastião Filipe William limitou-se a responder “Estou preparado”.

Por outro lado, houve também críticas directas ao teor da declaração. Maria Helena Mateus escreveu: “É por esta e outras que a UNITA não é pacífica.”
Nas eleições de 2022, o MPLA venceu com 51,17% dos votos, enquanto a UNITA registou a sua melhor votação, vencendo em Luanda, Cabinda e Zaire. As próximas eleições gerais estão marcadas para 2027.

Um grupo de trabalhadores e ex-trabalhadores da Banda TV, canal pertencente à empresa MAD - Manuel Domingues, veio a púb...
17/08/2026

Um grupo de trabalhadores e ex-trabalhadores da Banda TV, canal pertencente à empresa MAD - Manuel Domingues, veio a público denunciar uma grave situação laboral que, segundo alegam, se arrasta há mais de quatro meses sem qualquer resolução por parte da direcção.

De acordo com a denúncia, a empresa não procede ao pagamento dos salários dos seus funcionários há mais de quatro meses, sem que tenha sido apresentado qualquer aviso prévio ou justificação formal aos trabalhadores.

Segundo os denunciantes, a direcção do canal terá ainda dispensado, de forma arbitrária, vários trabalhadores, tendo suspendido a maior parte da grelha de programação. Actualmente, mantém-se apenas em emissão o programa “Show da Banda”, apresentado por Benvindo Magalhães.

Os trabalhadores que continuam em funções veem-se, segundo relatam, obrigados a cobrar valores de inscrição a jovens artistas e novos talentos que pretendem actuar no canal, recorrendo a essas verbas para custear as próprias despesas de transporte.

A denúncia refere ainda que, perante várias tentativas de diálogo para a resolução da situação, o proprietário da empresa, Manuel Domingues, tem alegado não ter recebido pagamentos por parte da DSTV, utilizando esse argumento para justificar a falta de pagamento directo aos trabalhadores — que, segundo os denunciantes, nada têm a ver com contratos comerciais estabelecidos entre empresas.

Os trabalhadores consideram esta prática uma violação grave dos direitos consagrados na Lei Geral do Trabalho, sublinhando que a situação mancha a imagem do sector da comunicação social em Angola.

Face ao exposto, os denunciantes pedem a intervenção urgente do Gabinete do Ministro das Telecomunicações, Tecnologias de Informação e Comunicação Social, bem como da Inspecção Geral do Trabalho (MAPTSS) e do Sindicato dos Jornalistas Angolanos.

Solicitam ainda que a DSTV Angola esclareça publicamente a sua posição quanto ao contrato mantido com a Banda TV, e reivindicam a regularização imediata dos salários em atraso, com respeito pela dignidade dos profissionais envolvidos.
Alguns dos denunciantes optaram por resguardar o seu anonimato, invocando receio de represálias, mas afirmam estar disponíveis para prestar esclarecimentos às autoridades competentes.

Até ao momento, nem a Banda TV, nem o seu proprietário, Manuel Domingues, nem a DSTV Angola reagiram publicamente às acusações.

O advogado e antigo deputado David Mendes afirmou, em declarações ao programa “Tribuna Livre”, da Rádio Correio da Kiand...
17/08/2026

O advogado e antigo deputado David Mendes afirmou, em declarações ao programa “Tribuna Livre”, da Rádio Correio da Kianda, que a eventual chegada da UNITA ao poder representaria “um terror” para o país.

David Mendes, uma das vozes mais críticas da actual liderança do maior partido da oposição angolana, tem vindo a protagonizar, ao longo dos últimos anos, sucessivos confrontos públicos com o presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior.

Antigo deputado independente eleito pela UNITA, Mendes abandonou formalmente a bancada parlamentar do partido em Novembro de 2020, invocando “divergências de pensamento” com a liderança.

Na altura, o jurista justificou a sua saída com a ausência de solidariedade da direcção do partido perante ameaças de morte que afirmou ter recebido, bem como com o que descreveu como uma postura desrespeitosa de Adalberto Costa Júnior para consigo.

Chegou mesmo a acusar o líder da UNITA de financiar campanhas de agitação nas redes sociais, alegando fazer parte de um “clube restrito” com conhecimento directo de manifestações alegadamente orquestradas pelo partido.
Desde então, a relação entre ambos manteve-se marcada pela tensão.

Em Maio de 2025, Mendes acusou Adalberto Costa Júnior de utilizar de forma abusiva o nome do falecido deputado Raúl Danda, com quem afirma ter mantido uma relação de amizade pessoal. Já em Janeiro de 2025, o advogado tinha defendido publicamente a necessidade de maior democratização interna tanto na UNITA como no MPLA, criticando os estatutos de ambos os partidos como “ditatoriais” e citando casos de dirigentes alegadamente afastados dos processos de sucessão, como José Pedro Kachiungo, na UNITA, e Higino Carneiro, no MPLA.

Apesar do distanciamento crítico face à liderança do “Galo Negro”, David Mendes tem reiterado não estar filiado no MPLA, partido no poder, sublinhando que a sua actuação política se pauta pela defesa da alternância de poder em Angola.

O Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou ao Governo angolano que elimine as contas que ficam fora do orçam...
16/08/2026

O Departamento de Estado dos Estados Unidos recomendou ao Governo angolano que elimine as contas que ficam fora do orçamento geral do Estado ou que, em alternativa, as submeta a mecanismos adequados de supervisão e auditoria.

A recomendação consta de um relatório sobre transparência fiscal divulgado pelo órgão liderado por Marco Rubio.

Segundo o documento, durante o período analisado, o Executivo angolano tornou públicos a proposta orçamental, o orçamento aprovado e o relatório de fim de ano, tendo ainda divulgado com detalhe as alocações, lucros e dívidas das empresas estatais.

Apesar destes progressos, os peritos do Departamento de Estado apontam falhas relevantes: o Governo não procedia à revisão do orçamento ao longo do ano fiscal e não submetia a auditoria ou supervisão contas significativas que ficavam fora do orçamento.

O relatório critica também a instituição suprema de auditoria do país, considerando que esta não cumpre os padrões internacionais de independência, não verifica as demonstrações financeiras anuais do Governo e não acompanha de forma efectiva as conclusões dos seus próprios relatórios. Ainda que estes contenham conclusões substantivas, recomendações e narrativas, não abrangem a totalidade do orçamento anual executado.

Entre os aspectos positivos, os EUA destacam a aprovação de leis e regulamentos por parte de Angola, bem como o facto de o país parecer seguir, na prática, os critérios e procedimentos estabelecidos para a atribuição de contratos e licenças de extracção de recursos naturais.

O documento sublinha ainda, sem indicar um período específico, que o Fundo Soberano de Angola dispõe de um arcabouço legal sólido e divulga a sua fonte de financiamento e a abordagem geral adoptada para os saques. Já quanto aos contratos de licitação pública, o Governo não disponibilizou informação acessível ao público.

Face a este cenário, o Departamento de Estado norte-americano deixa um conjunto de recomendações a Angola, com vista à melhoria das práticas de transparência fiscal:

• Eliminar as contas fora do orçamento ou sujeitá-las a supervisão e auditoria adequadas;

• Garantir que a instituição suprema de auditoria cumpra os padrões internacionais de independência;

• Publicar relatórios de auditoria que cubram a totalidade do orçamento anual executado e assegurar o acompanhamento efectivo das respectivas conclusões;

• Instituir a revisão do orçamento ao longo do ano fiscal;

• Publicar informação sobre os contratos de licitação pública.

O Comité Provincial de Luanda do MPLA tem vindo a apostar, de forma cada vez mais visível, na liderança feminina como pa...
16/08/2026

O Comité Provincial de Luanda do MPLA tem vindo a apostar, de forma cada vez mais visível, na liderança feminina como parte da sua estratégia para reconquistar terreno político na capital, território que o partido perdeu para a UNITA nas eleições gerais de 2022 e que se assume como decisivo no ciclo eleitoral de 2027.

Esta aposta reflete-se também nos mais altos escalões do partido: a própria Vice-Presidente do MPLA, Mara Quiosa, número dois da Direção Central, tem liderado pessoalmente o acompanhamento do processo orgânico interno em curso, incluindo visitas de trabalho e supervisão das assembleias de renovação de mandatos nos municípios de Luanda.

O sinal mais recente dessa aposta surgiu com a reeleição de sete rostos femininos à frente das estruturas partidárias em 7 dos 16 municípios que compõem a província de Luanda: Ingombota (Milca Cuessue Caquesse), Samba (Loide de Faria), Talatona (Sandra Batalha), Sambizanga (Betânia de Almeida Lopes), Camama (Claudineth Fragoso), Kilamba Kiaxi (Naulila André) e Cazenga (Nádia Neto).

A confirmação destas lideranças foi amplamente divulgada pelo Comité Provincial num cartaz que apresenta os “Rostos Femininos” chamados a conduzir os destinos do partido na capital, associado à imagem do Presidente do partido, um sinal do alinhamento entre a estrutura provincial e a direção nacional do MPLA.

A aposta na liderança feminina ganhou substância concreta com a realização, a 8 de agosto de 2026, da I Conferência Municipal Ordinária de Balanço e Renovação de Mandatos, que decorreu em simultâneo em vários municípios de Luanda, no âmbito do processo orgânico interno que conduzirá ao IX Congresso Ordinário do MPLA, marcado para 9 e 10 de dezembro de 2026.

Nesse acto, Nádia Neto foi reeleita Primeira-Secretária Municipal do MPLA no Cazenga com 99,21 por cento dos votos, num encontro que reuniu 550 delegados.

No mesmo dia, Milca Caquesse Americano foi eleita Primeira-Secretária do Comité Municipal na Ingombota, com 98,1 por cento dos votos válidos. As votações expressivas, segundo o próprio partido, confirmam a confiança da militância nestas lideranças e assinalam o início de um novo ciclo político nos respetivos municípios.

O mesmo processo de renovação elegeu também dirigentes masculinos noutros municípios da capital, como Orlando Paca, reconduzido na Maianga, e Wilson Morais, eleito no Belas, o que mostra que a aposta feminina do MPLA em Luanda não é uma regra absoluta, mas convive com uma distribuição mista de lideranças consoante os territórios.

No município do Camama, a liderança feminina já estava firmada antes deste último ciclo de conferências: Claudineth Fragoso de Almeida, filha da antiga vice-presidente do MPLA, Luísa Damião, foi eleita Primeira-Secretária do Comité Municipal do MPLA em março de 2025, com 99,7 por cento dos votos, na Conferência Constitutiva que ajustou a estrutura do partido à Nova Divisão Político-Administrativa de Luanda.

Fragoso acumula ainda o cargo de Administradora Municipal do Camama, seguindo o mesmo modelo de dupla liderança, partidária e executiva, observado noutros municípios da capital.

A insistência do MPLA em destacar rostos femininos jovens e qualificados, como é o caso de Sandra Batalha, eleita ainda em 2025 para Talatona aos 33 anos, licenciada em Administração Pública, surge num contexto em que o partido procura renovar a sua imagem junto do eleitorado urbano de Luanda, tradicionalmente mais crítico e que, em 2022, deu a vitória à oposição na província mais populosa do país.

Ao unir a chefia da Administração Municipal com a liderança orgânica do partido na mesma figura, como acontece com Milca Caquesse na Ingombota e Nádia Neto no Cazenga, o MPLA parece procurar um modelo de gestão que aproxime o poder executivo local da estrutura partidária, com a expectativa de que essa proximidade se traduza em resultados eleitorais mais favoráveis em 2027.

A província do Uíge tornou-se, nos últimos dias, palco de um episódio de tensão política entre o MPLA e a UNITA, motivad...
14/08/2026

A província do Uíge tornou-se, nos últimos dias, palco de um episódio de tensão política entre o MPLA e a UNITA, motivado pela colocação e remoção de bandeiras partidárias junto às sedes dos dois partidos. A polémica surgiu associada à visita do presidente da UNITA àquela província, no dia 6 de Agosto, e rapidamente extravasou para as redes sociais, onde diversas figuras políticas se pronunciaram.

Entre as vozes que mais se destacaram esteve a deputada Navita Ngolo, que acusou o MPLA de ter colocado uma bandeira a menos de 100 metros da sede da UNITA, invocando para o efeito a Lei dos Partidos Políticos. Uma verificação feita pelo Polígrafo África mostrou, porém, que essa distância mínima não consta nem da Lei dos Partidos Políticos nem da Lei Orgânica sobre as Eleições Gerais — diplomas que apenas vedam a afixação de propaganda em locais como monumentos nacionais, templos, edifícios públicos, assembleias de voto e sinalização de trânsito.

Foi neste contexto que ganhou destaque um vídeo em que Ruth de Andrade, militante da UNITA, é vista a retirar uma bandeira do MPLA de um poste de iluminação junto ao comité do seu partido, colocando em seu lugar a bandeira da UNITA. Confrontada com acusações de vandalismo, a militante negou ter danificado bens públicos e justificou o gesto como resposta a uma acção semelhante do partido rival, garantindo que voltaria a repetir o acto sempre que necessário.

O episódio não passou sem críticas de outros quadrantes políticos. Luís de Castro, presidente do Partido Liberal, lamentou publicamente o sucedido, considerando que este tipo de confronto entre militantes prejudica a construção de uma cultura política assente no respeito e na tolerância entre adversários, valores que, na sua óptica, continuam a faltar ao exercício democrático em Angola.

Os cerca de 50 milhões Kz de lucro reportados em 2025 pela administração da Aldeia Nova S.A., sociedade gestora do proje...
14/08/2026

Os cerca de 50 milhões Kz de lucro reportados em 2025 pela administração da Aldeia Nova S.A., sociedade gestora do projecto homónimo implementado na região do Waco Cungo, província do Cuanza Sul, podem, afinal, esconder um prejuízo de 212 milhões Kz.

A conclusão consta do parecer do Conselho Fiscal da empresa, que recusou aprovar as contas até que as inconformidades identificadas sejam resolvidas, classificando a informação disponibilizada como “insuficiente” para compreender a gestão da empresa ao longo do último ano.

O Instituto de Gestão de Activos e Participações do Estado (IGAPE), accionista com 23% do capital da Aldeia Nova S.A., reprovou igualmente as contas.

Segundo o parecer do órgão de monitoria, o capital próprio que a administração apresentou como positivo, em 510,01 milhões Kz, é, na leitura do Conselho Fiscal, negativo em 180,79 milhões Kz. Também na Demonstração de Resultados, o balanço entre proveitos e custos operacionais aponta para um resultado negativo de 212,44 milhões Kz, “valor contrário aos 49,87 milhões Kz [cerca de 50 milhões Kz] apresentados pela empresa”.

O relatório financeiro elaborado pela administração, assinado pelo director-geral adjunto da Aldeia Nova, Hermenegildo Francisco, é descrito pelo Conselho Fiscal, que reprova a prestação de contas relativa a 2025, como “uma apresentação síntese feita para os accionistas”, que se revelou insuficiente, “uma vez que não se percebe como foi desenvolvida a gestão”.

O órgão fiscalizador aponta ainda outras incongruências, notando que a informação constante do Balanço e Notas Explicativas — em particular nas rubricas “Contas a receber” e “Outros activos correntes” — não coincide com os valores divulgados oficialmente pela administração da empresa.

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, partilhou na sua página do Facebook um vídeo com o logótipo da CNN Intern...
11/08/2026

O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, partilhou na sua página do Facebook um vídeo com o logótipo da CNN Internacional, afirmando: “Foi desta forma que a CNN Internacional noticiou o incidente ocorrido no Uíge, num episódio que envergonha o país e levanta sérias preocupações sobre o respeito pelas liberdades, pelos direitos dos cidadãos e pelos princípios democráticos em Angola.”

Questionou ainda “que imagem estamos a projectar de Angola para o mundo”.

A publicação, relativa aos incidentes de sábado, 8 de Agosto, no Uíge — onde dezenas de militantes da UNITA ficaram feridos numa carga policial durante o acto alusivo ao 92.º aniversário de Jonas Savimbi —, foi amplamente partilhada por outras individualidades e associações cívicas, em perfis do Facebook e em grupos de WhatsApp.

A alegada reportagem é, contudo, falsa. Não consta de nenhuma página da CNN Internacional nas redes sociais, nem do seu website oficial.

O vídeo divulgado como sendo da estação norte-americana nunca foi por ela produzido ou publicado. Aparentemente ao aperceber-se do engano, Adalberto Costa Júnior eliminou a publicação da sua página — ainda que outras entidades tenham mantido o vídeo falso nos seus próprios perfis, continuando a espalhar a desinformação.

Existiu, isso sim, cobertura real do episódio: a SIC Notícias, citando a Lusa, noticiou que a Polícia Nacional cercou a sede provincial da UNITA no Uíge, num incidente que provocou ferimentos em 31 pessoas, dez das quais em estado grave — notícia que Adalberto Costa Júnior também partilhou, e essa sim genuína.

O episódio ilustra como conteúdos falsos, atribuídos a órgãos de comunicação internacionais credíveis, podem circular sem verificação prévia mesmo quando partilhados por figuras públicas de destaque, ganhando alcance e legitimidade indevidos antes de serem desmentidos.

Fonte: Polígrafo África, Antunes Zongo,

O Comando Geral da Polícia Nacional de Angola divulgou, esta segunda-feira, uma nota de imprensa confirmando que as forç...
11/08/2026

O Comando Geral da Polícia Nacional de Angola divulgou, esta segunda-feira, uma nota de imprensa confirmando que as forças da ordem recorreram ao uso de força para dispersar manifestantes na província do Uíge, no dia 8 de Agosto de 2026, após actos classificados pela corporação como “desacato à autoridade pública”.

Segundo o comunicado, assinado pelo Director Interino da Direcção de Comunicação Institucional e Imprensa, Subcomissário Mateus de Lemos Rodrigues, os incidentes tiveram origem numa alteração de última hora ao local previamente destinado à realização de um acto político de massas do Partido UNITA.

A autoridade administrativa local terá orientado a mudança do espaço, mas os organizadores não acataram a determinação, concentrando-se nas proximidades do Tribunal da Relação do Uíge — um local que, segundo a nota, é proibido por lei para este tipo de actividade.

Face ao incumprimento da orientação, a Polícia Nacional procedeu à dispersão dos militantes da UNITA, recorrendo, segundo a instituição, a força moderada e meios não letais. De acordo com o comunicado, não se registaram danos humanos graves, tendo apenas sido reportados ferimentos ligeiros por escoriação num cidadão manifestante e em três efectivos policiais, resultantes do arremesso de objectos contundentes.

O Comando Geral da Polícia Nacional afirmou estar a acompanhar de perto a evolução da situação de segurança pública na província e condenou com firmeza os actos de desacato e desobediência às autoridades.

A instituição apelou ainda aos cidadãos e aos partidos políticos para o estrito cumprimento da lei e respeito pelas instituições, reiterando o seu compromisso constitucional de assegurar a ordem e a segurança públicas.

A nota informa, por fim, que foi desencadeado o competente processo de inquérito para o cabal esclarecimento dos factos ocorridos no Uíge.

Os dirigentes Paulo Pombolo, secretário-geral do MPLA, e Liberty Chiyaka, da UNITA, protagonizaram uma troca de declaraç...
11/08/2026

Os dirigentes Paulo Pombolo, secretário-geral do MPLA, e Liberty Chiyaka, da UNITA, protagonizaram uma troca de declarações após os acontecimentos registados no Uíge relacionados com a cedência de espaço para actividades partidárias, gerando reacções sobre a linguagem utilizada por ambos os políticos.

Durante as conferências municipais preparatórias do IV Congresso do MPLA, Paulo Pombolo abordou a questão da actividade da UNITA no Uíge, sustentando, em tom de gozo, que o partido da oposição não teria aceitado o espaço indicado pelo Governo por este ser "demasiado grande" para o número de militantes que conseguiria mobilizar. Na mesma intervenção, o secretário-geral do MPLA afirmou que apenas o seu partido teria capacidade de mobilizar três milhões de militantes nas 21 províncias do país.

Em resposta, Liberty Chiyaka apresentou uma versão diferente dos factos, afirmando que a UNITA havia solicitado inicialmente um local para a sua actividade, pedido que teria sido recusado pelas autoridades. Um segundo espaço indicado também não teria sido aceite, restando um terceiro local que, segundo o dirigente, se encontrava em condições inadequadas, com poeira. Chiyaka reagiu com indignação, declarando: "Nós não vamos aceitar."

O episódio motivou uma reflexão pública sobre a postura de ambos os dirigentes, que têm em comum uma longa trajectória política: tanto Pombolo quanto Chiyaka lideraram as organizações juvenis dos seus respectivos partidos — JMPLA e JURA — e acumulam mais de uma década de presença parlamentar, além de mais de vinte anos de participação na vida política nacional.

Segundo o jornalista Rui Kandove, autor de uma análise sobre o caso, a experiência política de ambos levanta questionamentos sobre o tom adoptado nas declarações. "O Uíge não precisava de mais combustível retórico. Precisava de responsabilidade política", escreveu Kandove, acrescentando que o episódio expõe uma "guerra de palavras" que poderia ter sido evitada por dirigentes com o histórico de ambos.

A análise destaca ainda que a controvérsia não se resume à questão factual sobre quem solicitou o espaço primeiro ou quem o recusou — matéria que caberá às instituições competentes esclarecer — mas sim ao tom das intervenções públicas de dois dos principais quadros dos respectivos partidos.

O caso surge num momento em que analistas apontam a necessidade de maior contenção no discurso político nacional, especialmente diante de situações com potencial para gerar tensão social. Até ao momento, não há registo de posições oficiais adicionais do MPLA ou da UNITA sobre o incidente, além das declarações já proferidas por Pombolo e Chiyaka.

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