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19/09/2018

Área de Estudo: Medicina

Tema: Anemia Falciforme

O que é Anemia falciforme?

Anemia falciforme é uma doença hereditária (passa dos pais para os filhos) caracterizada pela alteração dos glóbulos vermelhos do sangue, tornando-os parecidos com uma foice, daí o nome falciforme. Essas células têm sua membrana alterada e rompem-se mais facilmente, causando anemia. A hemoglobina, que transporta o oxigênio e dá a cor aos glóbulos vermelhos, é essencial para a saúde de todos os órgãos do corpo.

Sintomas

A anemia falciforme pode se manifestar de forma diferente em cada indivíduo. Uns têm apenas alguns sintomas leves, outros apresentam um ou mais sinais. Os sintomas geralmente aparecem na segunda metade do primeiro ano de vida da criança.

Crise de dor: é o sintoma mais freqüente da doença falciforme causado pela obstrução de pequenos vasos sanguíneos pelos glóbulos vermelhos em forma de foice. A dor é mais frequente nos ossos e nas articulações, podendo, porém atingir qualquer parte do corpo. Essas crises têm duração variável e podem ocorrer várias vezes ao ano. Geralmente são associadas ao tempo frio, infecções, período pré-menstrual, problemas emocionais, gravidez ou desidratação;

Icterícia (cor amarela nos olhos e pele): é o sinal mais frequente da doença. O quadro não é contagioso e não deve ser confundido com hepatite. Quando o glóbulo vermelho se rompe, aparece um pigmento amarelo no sangue que se chama bilirrubina, fazendo com que o branco dos olhos e a pele fiquem amarelos;

Síndrome mão-pé: nas crianças pequenas as crises de dor podem ocorrer nos pequenos vasos sanguíneos das mãos e dos pés, causando inchaço, dor e vermelhidão no local;

Infecções: as pessoas com doença falciforme têm maior propensão a infecções e, principalmente as crianças podem ter mais pneumonias e meningites. Por isso elas devem receber vacinas especiais para prevenir estas complicações. Ao primeiro sinal de febre deve-se procurar o hospital onde é feito o acompanhamento da doença. Isto certamente fará com que a infecção seja controlada com mais facilidade;

Úlcera (ferida) de Perna: ocorre mais frequentemente próximo aos tornozelos, a partir da adolescência. As úlceras podem levar anos para a cicatrização completa, se não forem bem cuidadas no início do seu aparecimento. Para prevenir o aparecimento das úlceras, os pacientes devem usar meias grossas e sapatos;

Sequestro do Sangue no Baço: o baço é o órgão que filtra o sangue. Em crianças com anemia falciforme, o baço pode aumentar rapidamente por sequestrar todo o sangue e isso pode levar rapidamente à morte por falta de sangue para os outros órgãos, como o cérebro e o coração. É uma complicação da doença que envolve risco de vida e exige tratamento emergencial.

Diagnóstico de Anemia falciforme

A detecção é feita através do exame eletroforese de hemoglobina. O teste do pezinho, realizado gratuitamente antes do bebê receber alta da maternidade, proporciona a detecção precoce de hemoglobinopatias, como a anemia falciforme.

Tratamento de Anemia falciforme

Quando descoberta a doença, o bebê deve ter acompanhamento médico adequado baseado num programa de atenção integral. Nesse programa, os pacientes devem ser acompanhados por toda a vida por uma equipe com vários profissionais treinados no tratamento da anemia falciforme para orientar a família e o doente a descobrir rapidamente os sinais de gravidade da doença, a tratar adequadamente as crises e a praticar medidas para sua prevenção. A equipe é formada por médicos, enfermeiras, assistentes sociais, nutricionistas, psicólogos, dentistas, etc. Além disso, as crianças devem ter seu crescimento e desenvolvimento acompanhados, como normalmente é feito com todas as outras crianças que não têm a doença.

25/09/2017

Área de Estudo : Medicina
TEMA: A OBESIDADE
*Obesidade* é uma condição médica
na qual se verifica acumulação de tecido adiposo
em excesso ao ponto de poder ter impacto negativo na saúde, o que leva à redução da esperança de vida
e/ou aumento dos problemas de saúde.[1]
Uma pessoa é considerada obesa quando o seu índice de massa corporal
(IMC) é superior a 30 kg/m2. Este valor é obtido dividindo o peso da pessoa pelo quadrado
da sua altura.[2]
A obesidade aumenta a probabilidade da ocorrência de várias doenças, em particular de doenças cardiovasculares
,diabetes do tipo 2
, apneia de sono
, alguns tipos de cancro
e osteoartrite[1]
A causa mais comum de obesidade é uma combinação de uma dieta hiperenergética
, falta de exercício físico
e susceptibilidade genética, embora alguns casos sejam causados principalmente por genes
, transtornosendócrinos
, medicamentos
outranstornos mentais As evidências que apoiem a perspetiva de que algumas pessoas obesas comem pouco mas ganham peso devido a um metabolismo lento são limitadas. No geral, as pessoas obesas consomem mais energia do que as restantes devido às necessidades energéticas para sustentar a maior massa corporal.[3]
[4]
O tratamento da obesidade baseia-se na dieta
e no exercício físico A qualidade da dieta pode ser melhorada reduzindo o consumo de alimentos ricos em energia, tais como os que têm grande quantidade de gordura e açúcar, e aumentando a ingestão defibra dietética Pode também ser administrada medicação anti-obesidade
para reduzir o apetite ou diminuir a absorção de gordura, quando utilizada em conjunto com uma dieta adequada. Quando a dieta, o exercício e a medicação não demonstram ser eficazes, pode ser considerada a aplicação de uma banda gástrica
ou uma cirurgia bariátrica
para reduzir o volume do estômago ou o comprimento do intestino, o que faz com que a pessoa se sinta cheia mais cedo e que que haja menor capacidade de absorção de nutrientes dos alimentos.[5]
[6]
A obesidade é uma das principais causas de morte evitáveis em todo o mundo, com taxas de prevalência cada vez maiores em adultos e em crianças É considerada pelas autoridades um dos mais graves problemas de saúde pública
do século XXI.[7]
Em grande parte do mundo contemporâneo, particularmente na sociedade ocidental
, a obesidade é alvo deestigma social
, embora ao longo da História tenha sido vista como símbolo de riqueza e fertilidade, perspetiva que ainda se mantém nalgumas partes do mundo.

21/09/2017

Área de Estudo: Economia
Tema: INFLAÇÃO
Inflação → refere-se a um aumento no suprimento de dinheiro e a expansão monetária, o que é a causa do aumento de preços
Ou ainda a desvalorização da moeda local frente a outras, e internamente exprime-se mais no aumento do volume de dinheiro e, aumento dos preços.
MEDIÇÃO → A medição da inflação é feita através de uma cesta de consumo média da população. Geralmente é realizada uma Pesquisa de Orçamento Familiar (POF) para determinar a cesta de consumo média dessas famílias. Ou seja, é realizada uma média ponderada das cestas de produtos consumidas por estas famílias.
A maioria dos índices de preços ao consumidor utiliza o Índice de Laspeyres para calcular a variação dos preços de um mês para o outro. As quantidades consumidas nos índices de Laspeyres são fixas.
Assim, os índices de preços ao consumidor calculam a variação dos preços de bens e serviços entre dois períodos, ponderados pela participação dos gastos com cada bem no consumo total. Repare que o índice calcula o gasto com o mesmo consumo em dois períodos diferentes, o que faz com que não ocorra substituição no consumo.
EXEMPLO DE INFLAÇÃO EM ALGUNS PAÍSES
Inflação na Alemanha →Entre janeiro de 1919 e novembro de 1923 o índice inflacionário alemão variou em um trilhão por cento (1.000.000.000.000%). Chegou-se ao ponto de queimar dinheiro em lareiras para aquecer-se contra os rigorosos invernos. Tudo isso deve-se ao Tratado de Versalhes imposto pelos países vencedores da I Guerra, que acabou com sua infraestrutura e aniquilou sua economia, sem contar com a destruição causada pela guerra. No início do século XX, já havia economistas de várias vertentes que denunciavam políticas inflacionárias como uma forma de confisco por parte do governo.
Inflação no Brasil → Os índices de inflação no Brasil são medidos de diversas maneiras. Duas formas de medir a inflação ao consumidor são o INPC, aplicado à famílias de baixa renda (aquelas que tenham renda de um a seis salários mínimos) e o IPCA, aplicado à famílias que recebem um montante de até quarenta salários mínimos.
Até 1994 a economia brasileira sofreu com inflação alta, entrando num processo de hiperinflação na década de 80. Esse processo só foi interrompido em 1994, com a criação do Plano Real e a mudança da moeda para o real (R$), atual moeda do país. Atualmente a inflação é controlada pelo Banco Central através da política monetária que segue o regime de metas de inflação.
Classificação de processos inflacionários
Os processos inflacionários podem ser classificados, segundo algumas características como:
Inflação por câmbio flutuante - Ação também conhecida como Quantitative Easing. Quando o governo intencionalmente ou por má administração, imprime dinheiro, aumentando a oferta de moeda, é considerado como imposto silencioso pois o governo adquire o dinheiro que deseja reduzindo o valor das notas impressas, geralmente é a principal causa da super inflação.
Inflação prematura - processo inflacionário gerado pelo aumento dos preços sem que o pleno emprego seja atendido.
Inflação reprimida - processo inflacionário gerado pelo congelamento dos preços por parte do governo.
Inflação de custo - processo inflacionário gerado pelo aumento dos custos de produção.
Por causa de uma redução na oferta de fatores de produção, o seu preço aumenta. Com o custo dos fatores de produção mais altos, a produção se reduz e ocorre uma redução na oferta dos bens de consumo aumentando seu preço. A inflação de custo ocorre ceteris paribus quando a produção se reduz.
Inflação de demanda - processo inflacionário gerado pelo aumento do consumo com a economia em pleno emprego. Ou seja, os preços sobem por que há aumento geral da demanda sem um acompanhamento no crescimento da oferta.
Esse tipo de inflação é causada também pela emissão elevada de moeda e aumento nos níveis de investimento, pois, ceteris paribus, passa a haver muito dinheiro à cata de poucas mercadorias. Uma das formas utilizadas para o controle de uma crise de inflação de demanda, é uma redução na oferta de moeda, que gera uma redução no crédito, e consequente desaceleração econômica. Outras alternativas são os aumentos de tributos, elevação da taxa de juros e das restrições de crédito.
Inflação estrutural - Há ainda aqueles que discutem a chamada inflação (por razão) estrutural, proposta pela CEPAL, que tem a ver com alguma questão específica de um determinado mercado, como pressão de sindicatos, tabelamento de preços acima do valor de mercado (caso do salário mínimo), imperfeições técnicas no mecanismo de compra e venda.
Inflação inercial - onde há um círculo vicioso de elevação de preços, taxas e contratos, com base em índices de inflação passados.
Inflação de expectativas - Quase na mesma linha, podemos citar ainda a Inflação de Expectativas, consequência de um aumento de preços provocados pelas projeções dos agentes sobre a inflação.
O PAPEL DA INFLAÇÃO NA ECONOMIA
Um efeito da inflação de pequena escala é que se torna mais difícil renegociar alguns preços, e particularmente contratos e salários, para valores mais baixos — então com o aumento geral de preços é mais fácil para que os preços relativos se ajustem. Muitos valores são bastante inelásticos para baixo, e tendem a subir; logo, os esforços para manter uma taxa zero se o nível aumenta, irão punir outros setores com queda de preços, lucros e empregos. Por conta disso alguns economistas e executivos veem essa inflação suave como um mecanismo de "lubrificação" do comércio. Segundo algumas escolas de economia, esforços para manter uma estabilidade completa de preços podem também levar à deflação (queda constante de preços), que pode ser bastante destrutiva, estimulando falências, concordatas e finalmente a recessão, que é o "descontrole" ou "descomando", da economia, alertado por Keynes, em sua obra editada finalmente em 1936.
Muitos na comunidade financeira lembram do "risco escondido" da inflação como um incentivo essencial para o investimento, ao invés da simples poupança, riqueza acumulada. A inflação, desta perspectiva, é vista como a expressão no mercado do valor temporal do dinheiro, ou mais precisamente moeda, no chamado "economês" (linguagem do mundo da ciência econômica). Ou seja, se um real hoje é mais valioso que um real daqui a um ano, devido à desvalorização dos meios de produção, fonte desse real, então, deve haver uma desvalorização também do real na economia como um todo, no futuro. Desta perspectiva, a inflação representa a incerteza - valorização de "algo" que na verdade não existe, ou seja sobre o valor ou "renda, composta da e na moeda no e do futuro".
Segundo os economistas da Escola Austríaca, a inflação (no sentido clássico), provoca efeitos sobre a estrutura de produção da economia. Numa reacomodação, no que seria uma forma de se fazer algo para a sociedade, redistribuindo rendas e causando uma desproporcionalidade sem rejeição, em relação ao volume de demanda para os vários setores da economia, o que Keynes, concorda, já que os preços não mudam todos juntos (ceteris paribus); e sim cada um com diferente intensidade econométrica. No caso de inflação monetária, da moeda em si, em que a moeda é injetada no mercado de crédito (que é a moeda), acaba por se tornar em investimentos ineficientes aos que são criados, e o que leva finalmente, às crises econômicas.
A inflação, entretanto, além destas consequências, tem vários outros efeitos crescentemente negativos na economia. Efeitos que se relacionam com o "abatimento" de atividade econômica prévia. A inflação é geralmente resultado de políticas erradas, governamentais, segundo Keynes, para aumentar a disponibilidade de moeda, pois a moeda tem que ser real, dessa forma, a contribuição do governo para um ambiente inflacionário é vista como uma variação para mais ou para menos na chamada "taxa sobre a moeda em circulação", o "juro", como controle ou comando. Com o aumento ou diminuição da inflação, aumenta ou diminui o peso sobre o dinheiro em circulação - isso por sua vez promove um aumento da velocidade, na fórmula de Keynes (vide obra), de circulação do dinheiro, mais precisamente ou econometricamente moeda, o que por sua vez reforça para mais ou para menos o processo inflacionário (veja teoria quantitativa da moeda), em um círculo virtuoso ou vicioso, que pode levar à hiperinflação ou ao equilíbrio.

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