25/08/2026
📍NOSSA VISÃO | 𝟑𝟏𝟔 𝐌𝐈𝐋𝐇𝐎̃𝐄𝐒 𝐃𝐄 𝐃𝐎́𝐋𝐀𝐑𝐄𝐒: 𝐎 𝐐𝐔𝐄 𝐍𝐎́𝐒 𝐅𝐀𝐑𝐈́𝐀𝐌𝐎𝐒 𝐃𝐈𝐅𝐄𝐑𝐄𝐍𝐓𝐄
Por: Adalberto Costa Júnior
A inauguração do Centro de Convenções da Chicala, com o seu custo astronómico de 316,8 milhões de dólares, não é apenas mais uma obra pública. É a prova viva de que o executivo não conhece Angola. Não conhece a fome que aperta. Não conhece o desemprego que sufoca. Não conhece a ânsia de um povo que quer trabalhar, produzir e viver com dignidade.
A UNITA pensa diferente. E, se estivéssemos no poder, a opção seria radicalmente outra. Não porque sejamos contra infraestruturas, mas porque sabemos que um país não se desenvolve com palácios vazios, desenvolve-se com fábricas a funcionar, campos a produzir e empresas a gerar riqueza.
Se tivéssemos de decidir como utilizar aproximadamente 316,8 milhões de dólares, transformaríamos esse dinheiro numa plataforma nacional de produção, conhecimento, emprego e desenvolvimento.
US$70 MILHÕES PARA EDUCAÇÃO
Construir escolas onde elas fazem falta.
Reabilitar as existentes.
▫️Acabar progressivamente com crianças a estudar debaixo de árvores ou em salas sem condições.
▫️Formar professores.
▫️Equipar laboratórios e oficinas.
▫️Expandir o ensino técnico-profissional.
▫️Criar escolas de formação tecnológica ligadas às necessidades das empresas.
Uma obra pode impressionar durante uma inauguração. Uma escola pode transformar uma vida inteira.
US$35 MILHÕES PARA SAÚDE
Reforçar hospitais municipais e centros de saúde.
▫️Equipar maternidades.
▫️Garantir medicamentos essenciais.
▫️Criar laboratórios e serviços de diagnóstico.
▫️Formar técnicos de saúde.
▫️Levar cuidados básicos às comunidades mais distantes.
Não queremos apenas hospitais construídos. Queremos hospitais que funcionem.
US$50 MILHÕES PARA UMA REVOLUÇÃO AGROINDUSTRIAL
Não queremos continuar a olhar para o camponês apenas como beneficiário de programas de emergência.
Queremos transformá-lo num produtor integrado numa cadeia económica.
▫️Financiar pequenos e médios agricultores.
▫️Criar sistemas de irrigação.
▫️Facilitar mecanização.
▫️Construir armazéns e centros de frio.
▫️Melhorar estradas rurais.
▫️Criar unidades de transformação de milho, mandioca, tomate, frutas, café, cacau, algodão, leite e carne.
O agricultor produz ⏩️A indústria transforma ⏩️ O comércio distribui.
O consumidor compra produto nacional.
É assim que se cria riqueza.
US$35 MILHÕES PARA EMPRESÁRIOS, STARTUPS E INDÚSTRIA
Criar um fundo nacional de financiamento competitivo para jovens empreendedores, startups, cooperativas e pequenas e médias empresas.
✅Sem cartões partidários.
✅Sem empresários escolhidos pelo poder.
✅Sem crédito político.
Financiamento para quem tem competência, projecto viável e capacidade de criar emprego. Queremos que o jovem deixe de ver o Estado apenas como empregador. Queremos que tenha condições para criar empresas e empregar outros jovens.
US$15 MILHÕES PARA FORMAÇÃO TECNOLÓGICA E PROFISSIONAL
Formar jovens em programação, inteligência artificial, electricidade, mecânica, soldadura, construção civil, energia solar, agricultura moderna, manutenção industrial, logística e outras áreas do futuro.
Mas com uma condição:
▪️formação ligada ao emprego.
▪️Não queremos formar jovens para engrossar estatísticas.
▪️Queremos formar jovens para trabalhar, empreender e produzir.
US$36,8 MILHÕES PARA ÁGUA, ESTRADAS E ENERGIA
Pequenas e médias infraestruturas capazes de mudar comunidades inteiras.
▫️Água potável.
▫️Energia.
▫️Estradas secundárias e terciárias.
▫️Infraestruturas para zonas agrícolas.
▫️Ligação entre produção e mercado.
Porque uma estrada que permite ao camponês levar a sua produção ao mercado pode gerar muito mais desenvolvimento do que uma obra monumental.
US$75 MILHÕES PARA UMA NOVA POLÍTICA DE REFINAÇÃO
Angola tem petróleo.Mas continua vulnerável na transformação desse petróleo em combustíveis e produtos de maior valor acrescentado.
Precisamos de pensar diferente.
Uma possibilidade seria estudar três projectos de refinação modular, distribuídos estrategicamente pelo Norte, Leste e Sul, sempre depois de rigorosos estudos de viabilidade, disponibilidade de crude, logística, mercado e sustentabilidade financeira.
A Nigéria oferece-nos uma experiência que merece ser estudada.A Waltersmith começou com uma refinaria modular de 5.000 barris por dia e desenvolveu o projecto por fases, com participação do sector público e financiamento privado. A primeira fase foi posteriormente ampliada.
Não precisamos copiar a Nigéria. Precisamos aprender com ela. E mais importante ainda: o Estado não precisa necessariamente de financiar sozinho estes projectos.
Pode entrar com participação estratégica, garantias, infraestruturas e regulação, enquanto o capital privado e os bancos de desenvolvimento mobilizam o restante financiamento.
É assim que o dinheiro público deixa de ser apenas despesa e passa a ser capital catalisador.
𝐍𝐚̃𝐨 𝐬𝐞 𝐭𝐫𝐚𝐭𝐚 𝐝𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐜𝐨𝐧𝐭𝐚 𝐦𝐚́𝐠𝐢𝐜𝐚. 𝐄́ 𝐮𝐦𝐚 𝐝𝐞𝐦𝐨𝐧𝐬𝐭𝐫𝐚𝐜̧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞 𝐩𝐫𝐢𝐧𝐜𝐢́𝐩𝐢𝐨.
ESTA É A DIFERENÇA ENTRE GASTAR O DINHEIRO DO POVO E GOVERNAR.
Pode-se gastar centenas de milhões numa única obra. Ou pode-se utilizar o mesmo recurso para criar escolas, hospitais, empresas, fábricas, agricultores empresariais, técnicos especializados, estradas e capacidade industrial.