11/08/2026
O Centro de Ciência de Luanda (CCL), em parceria com a Fundação Kissama e com o apoio da Pumangol, realizou, no domingo, 9 de Agosto, mais uma edição do projecto “Estórias para Conservar”. Esta iniciativa alia conhecimento, ciência e conto de histórias para despertar nas crianças uma maior consciência sobre a importância da biodiversidade e da preservação do património natural de Angola.
Cerca de 50 crianças participaram nas duas sessões realizadas no passado domingo na Sala Doing do CCL, espaço dedicado aos Recursos Naturais. A primeira sessão esteve aberta ao público em geral, enquanto a segunda foi especialmente dirigida às crianças do Lar de Nazaré, proporcionando-lhes um momento de aprendizagem, descoberta e contacto com temas relacionados com a fauna, os ecossistemas e a conservação das espécies.
A actividade teve como ponto de partida a estória “Pansu, o Gorila do Maiombe”, integrada na colecção de oito livros “Estórias para Conservar”, editada pela Fundação Kissama. Através da narrativa e da interacção com os participantes, foram abordadas questões relacionadas com a protecção dos animais, a preservação dos respectivos habitats e o papel que cada pessoa pode assumir na conservação da Natureza.
Para o historiador Graça Catuti, que deu voz à estória nas duas sessões, o projecto constitui uma oportunidade importante para tornar o conhecimento sobre a natureza mais próximo das crianças e das famílias.
“Com o projecto ‘Estórias para Conservar’, procuramos ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade, a flora e a fauna que temos no país. Existem espécies que enfrentam riscos e é importante que as crianças e também os adultos compreendam como podemos protegê-las. Através destas estórias conseguimos transmitir conhecimento e mostrar os comportamentos que devemos evitar para conservar os nossos animais”, afirmou.
Avelino Chayvala, representante do Lar de Nazaré, instituição convidada desta edição do “Estórias para Conservar”, destacou a importância do evento para crianças em situação de vulnerabilidade. “É uma oportunidade única para terem acesso a espaços de ciência e conhecimento, o que não acontece com frequência”, indicou.