05/06/2026
*OS DADOS CONTINUAM A CONFIRMAR: MÉDIA PÚBLICA NO CAFRIQUE DA NARRATIVA DO GOVERNO.*
Já partilhaste do sentimento de que os principais telejornais e jornais públicos em Angola parecem falar de um país que não existe? Que a fome, as manifestações e os problemas reais das comunidades são simplesmente apagados? O Movimento Cívico MUDEI vem transformando esse "sentimento" em dados científicos através de relatórios periódicos de Monitoria de Imprensa.
O último esforço nesta direção abrangeu o período de Agosto de 2024 a Dezembro de 2025. Analisámos mais de 1.000 horas combinadas de rádio e TV (TPA, RNA, TV Zimbo) e centenas de milhares de centímetros quadrados de capas do Jornal de Angola. O resultado surpreende um total de 0 pessoas, uma gritante e perigosa assimetria editorial:
🔹 O massacre dos números: O Executivo centraliza consistentemente entre 52% e quase 70% de toda a cobertura mediática nobre. Enquanto isso, os partidos políticos de oposição dividem migalhas (raramente passando de 4% a 7% do tempo total) e a Sociedade Civil real é reduzida a meros 0,7% a 3,8%.
🔹 Espaço de Marketing, não de Jornalismo: As ações governamentais são transmitidas sem qualquer sentido crítico ou contraditório. Erros graves e discordâncias da ação governativa são blindados e omitidos do público.
🔹 A Omissão Sistemática: Relatórios internacionais de Direitos Humanos, alertas de bispos da CEAST, manifestações contra a fome e o custo de vida, e escândalos de corrupção são completamente ignorados pelas mídias estatais, existindo apenas na imprensa independente e nas redes sociais.
🔹 ERCA Ausente: A Entidade Reguladora da Comunicação Social Angolana (ERCA) abdica na prática do seu mandato, fechando os olhos aos sistemáticos atropelos à Constituição e à Lei de Imprensa.
Existe uma dissociação estrutural: a "Angola Institucional" (do progresso ficcional) contra a "Angola Real" (vivida diariamente pelo povo).
Confere os 3 relatórios abaixo: 👇