Pedro Mavakala

Pedro Mavakala 🎙️ Profissional de Comunicação

SOBRE A BREVIDADE DA VIDANeste livro Sêneca confronta directamente a nossa forma de existir, com os excessos, as distraç...
14/05/2026

SOBRE A BREVIDADE DA VIDA

Neste livro Sêneca confronta directamente a nossa forma de existir, com os excessos, as distrações e a ilusão de que teremos sempre mais tempo pela frente.

Estas são as 8 lições importantes que aprendi nesta obra:

1 – Brincamos com a coisa mais preciosa do mundo: o tempo.

Se analisarmos bem, vamos perceber que gastamos muito tempo em coisas que, no fundo, pouco acrescentam à nossa vida. Discussões inúteis, distrações constantes, pessoas que nos drenam energia e dias inteiros consumidos sem sequer percebermos que o tempo perdido nunca mais volta.

2 – Passamos grande parte da vida a prepararmo-nos para viver melhor e, quando finalmente chega o momento de aproveitar, já estamos velhos ou fracos.

Aqui o problema sempre foi o “quando”.
Quando tiver dinheiro.
Quando comprar a casa.
Quando estabilizar.
Quando me reformar.

Infelizmente para muitos, esse “quando” chegou com a morte. Os bens foram repartidos, os sonhos esquecidos e toda uma vida resumida apenas em memórias.

3 – Tudo aquilo que ainda está por vir é incerto. Por isso, a vida deve ser vivida agora.

Ninguém sabe quanto tempo ainda tem. O futuro, por mais que ignoremos isso, não nos pertence. Enquanto lês este texto, alguém em algum lugar acabou de morrer. A vida continua a lembrar-nos, todos os dias, que o amanhã nunca foi garantido.

4 – O maior obstáculo da vida é a expectativa. Ela faz-nos apressar o amanhã e perder o hoje.

Trabalhamos a semana inteira ansiosos pela sexta-feira, passamos o ano à espera das férias e, muitas vezes, a vida inteira à espera de um momento ideal que talvez nunca chegue. E sem percebermos, deixamos o presente escapar.

5 – Vivemos como se estivéssemos destinados a viver para sempre.

Adiamos sonhos, mudanças importantes e conversas necessárias porque acreditamos sempre que ainda haverá tempo. Afinal, dormimos e acordamos todos os dias, e isso cria-nos a ilusão de que a vida é infinita.

6 – Não há nada mais difícil do que aprender a viver.

Pergunta a qualquer pessoa como se deve viver e vais encontrar respostas completamente diferentes. Cada um fala a partir das suas dores, experiências, perdas e aprendizagens.

7 – Para manter a prosperidade, o ser humano acaba sempre por precisar de ainda mais prosperidade.

Quanto mais conquistamos, mais aumentam as exigências. Quem antes lutava apenas para sobreviver passa depois a lutar para manter um padrão de vida, uma imagem ou um estatuto. E, muitas vezes, mesmo depois de alcançar aquilo que tanto pediu, continua inquieto.

8 – A vida daqueles que trabalham excessivamente durante muitos anos para conquistar aquilo de que precisam torna-se curta, porque deixam de perceber o tempo a passar.

Muitos passam décadas inteiras presos entre trabalho, contas e responsabilidades. Quando finalmente param para respirar, os filhos cresceram, os pais envelheceram e grande parte da vida já passou diante dos seus olhos.

No fim, a grande ironia da vida é esta: passamos tanto tempo preocupados em sobreviver, crescer e conquistar, que muitas vezes esquecemo-nos simplesmente de viver.

Por: Pedro Mavakala.

A ERA DOS COMUNICADORES SEM PROFUNDIDADE?Ultimamente, têm surgido diversos “gurus” da comunicação nas redes sociais, a e...
11/05/2026

A ERA DOS COMUNICADORES SEM PROFUNDIDADE?

Ultimamente, têm surgido diversos “gurus” da comunicação nas redes sociais, a ensinarem de forma superficial sobre como as pessoas devereiam proceder para lidar com o medo de falar ao público ou comunicar melhor. Refiro-me, sobretudo aos vídeos rápidos, feitos sem profundidade, sem base teórica e muitas vezes sem qualquer prática sólida por detrás. Não há problema nenhum em fazer conteúdos, uma vez que a internet é um espaço aberto e todos temos a liberdade de a usar.

Tenho prestado muita atenção à reputação de muitos fazedores de conteúdos desta área do saber, sobretudo à forma como escrevem para as redes sociais.

Não sei se o mesmo acontece convosco, mas tenho notado algum padrão cada vez mais evidente em muitos textos principalmente naqueles gerados pelas famosas IAs.

É incrível como o vício por estes textos, desencaminhou inúmeros criadores de conteúdos digitais.

De certa forma, os modelos impostos pelos algorítmos de certas redes sociais influenciam os criadores deste segmento a seguirem as tendências, os padrões sem ao menos questionarem ou fazerem o que realmente os vem na alma. Poucos criam a partir da própria vivência. A maioria apenas replica.

Algo incomum para estudantes de comunicação e oratória.

E talvez o mais preocupante seja isto: muitas pessoas já não querem escrevem para comunicar. Aprenderam a escrevem apenas para performar bem no algorítmo.

De tal modo, transformaram a escrita numa sequência de fórmulas prontas.

Exemplo:
“Faz isto.”
“Não faças aquilo.”
“Comunicar bem é…”
“Os 3 segredos para…”

Blá, blá, blá.

Conteúdo rápido. Fácil de consumir. Fácil de esquecer.

Textos que apesar de conterem alguma verdade, são estranhamente vazios, desprovidos de identidade, previsíveis, sem nenhuma fonte ou estudos científicos que comprovam a tese defendida. Vídeos feitos de tal forma que o like se torna prioridade, em vez da mensagem e do aprendizado.

Abandonaram um dos princípios básicos da persuasão (se é que sabem) descrito por Aristóteles: o ethos. A credibilidade que dá lugar a autoridade através do conhecimento, experiência e coerência.

Indivíduos (não todos) que aparentam ser conhecedores da matéria de comunicação nas redes socias, porém, pecam ao revelarem a falta de conhecimento profundo sobre o tema quando convidados em painéis, fóruns etc. Eu mesmo já vi isto acontcer ao vivo, e fiquei decepcionado.

Não sou contra a Inteligência Artificial. Pelo contrário. Eu próprio utilizo-a. Porém, é importante ter capacidade de análise, abertura para diferentes fontes e um objectivo claro antes de recorrer a ela. Depender exclusivamente de uma única ferramenta para pensar ou produzir tornou-se um hábito perigoso. A tendência do uso exagerado da IA, pode custar a capacidade de pensar segundo Camilla Achutti, fundadora da Mastertech.

Não me surpreende quando os estudiosos dizem que estamos na era do “efeito Flyn reverso”, ou seja, do declínio cognitivo (emburrecimento colectivo).

Enquanto isto, cresce a legião de analfabetos funcionais que passam horas e horas na internet, ansiosos para a próxima postagem aleatória sem intenção nenhuma de escrutinar quem seguem, os conteúdos e muitos menos em dar uma pausa para interpretar os textos.

Por: Pedro Mavakala

08/05/2026

10 anos no Facebook. 🙏🤗🎉

01/03/2026

"Entre o estímulo e a reacção, existe um espaço.
Nesse espaço está tua liberdade."
Por: Epictetus

OS PROBLEMAS (DESAFIOS) SEMPRE COMUNICAM ALGUMA COISA!Não acredites em tudo o que vês. Estas imagens mostram um local ap...
26/02/2026

OS PROBLEMAS (DESAFIOS) SEMPRE COMUNICAM ALGUMA COISA!

Não acredites em tudo o que vês. Estas imagens mostram um local aparentemente calmo, tranquilo e sereno. E, de facto, é.

No entanto, não é o paraíso. Neste mesmo ambiente, apesar da preparação mais cuidada possível, um detalhe correu mal antes de um evento de extrema importância.

Com isto, o mundo recorda-nos que não temos controlo sobre tudo. Como dizia Epicteto, há coisas que dependem de nós e outras que não — e está tudo bem.

O mais importante é compreender o momento e procurar a melhor solução para o problema específico. E foi o que se fez.

Não é o local. É a tua mente!

Entende isto e sofrerás muito menos.

12/02/2026

Aos que tiveram que ser fortes em 2025, que 2026 lhes permita ser felizes.

A LIÇÃO DE UM SIMPLES VOUCHER! Há alguns dias, observei algo curioso — ao mesmo tempo simples e profundamente revelador ...
09/02/2026

A LIÇÃO DE UM SIMPLES VOUCHER!

Há alguns dias, observei algo curioso — ao mesmo tempo simples e profundamente revelador — durante um evento interno informal de convívio, daqueles que acontecem após o horário de trabalho, no final da tarde ou início da noite, quando as pessoas se reúnem para relaxar, socializar e conversar. A nossa equipa foi responsável pela organização do evento e, entre os elementos incluídos, havia diversos vouchers para comidas e bebidas.

Naturalmente, havia também a possibilidade de compra livre. À medida que o evento avançava, reparei num comportamento previsível à primeira vista: o primeiro local aonde as pessoas se dirigiam era a pequena mesa onde estávamos. No entanto, passado algum tempo, um detalhe chamou-me verdadeiramente a atenção.

Foi então que me lembrei de uma frase de Jim Rohn:
"O sucesso é algo que você atrai ao tornar-se uma pessoa atraente."

Naquele instante, as pessoas eram atraídas pelos vouchers que estavam sobre a mesa.
Perguntei-me: se eu transformasse isto num diálogo e perguntasse a um dos vouchers o que o tornava atrativo, o que responderia?

Provavelmente diria: “O valor que represento.”
Mas como assim — se és apenas papel?

A resposta imaginária do voucher faria ainda mais sentido: "Não se trata do material de que sou feito, mas do valor que comunico. Eu represento uma solução para um desejo concreto — comer, beber, desfrutar — e é isso que me torna interessante, quase irresistível."

Repara que o material não foi relevante; o que fez diferença foi o valor. Percebi, então, que Jim Rohn se referia a isto quando citou a frase sobre o sucesso. As pessoas tendem a aproximar-se quando notam relevância ou utilidade, seja um objeto ou uma pessoa.

E se nos colocarmos no lugar dos “vouchers”?

Já refletiste sobre o que tens atraído com base nos valores que comunicas?

Que necessidades és capaz de suprir nas pessoas?

Que tipo de “solução” a tua presença representa?

No fundo, as pessoas não se aproximam apenas por quem somos, mas sobretudo pelo valor que percebem em nós.

CRIAR CONTEÚDO É MAIS DIFÍCIL DO QUE PARECE 😰Na minha cabeça, sendo profissional de comunicação, com experiência em vári...
16/01/2026

CRIAR CONTEÚDO É MAIS DIFÍCIL DO QUE PARECE 😰

Na minha cabeça, sendo profissional de comunicação, com experiência em vários projetos de impacto social e já tendo estado em frente às câmaras anos atrás, gravar um vídeo de 2 minutos seria simples: ligar a câmara, falar e postar.

Ingenuidade pura. Eu não fazia ideia do que me esperava.

Na prática, foi uma verdadeira maratona.
Erros atrás de erros. Travamentos. Brancos inesperados. Cansaço acumulado do pós-expediente. Várias tentativas que nunca chegaram a ver a luz do dia. E sim, mesmo com conhecimento e experiência, tudo isso aconteceu.

Em determinado momento, parei tudo. Respirei fundo. Comecei a questionar o motivo de tanta demora. Foi aí que percebi: a minha expectativa estava muito distante da realidade. O tempo passou e eu fiquei enferrujado neste particular assunto.

Consumimos tantos vídeos nas redes sociais que criamos a ilusão de que tudo é feito num piscar de olhos. Como se quem grava simplesmente ligasse a câmara e acertasse sempre de primeira. Mas não vemos os bastidores. Não vemos as repetições, as dúvidas, os recomeços.

Quando finalmente consegui gravar, pensei que o mais difícil tinha passado. Engano meu. Veio outra luta: escolher o vídeo “ideal” para postar, num universo de 36. Assisti a todos. Comparei. Questionei. Levei quase uma hora só para decidir.

Depois de horas, publiquei.

E no fim, ficou uma lição importante: mesmo quando somos bons no que fazemos, os desafios continuam a existir. Marco Aurélio dizia que “o obstáculo no caminho se torna o caminho”. E isso faz todo o sentido. Os obstáculos estão sempre lá — muitas vezes disfarçados, silenciosos, mas presentes — não importa quem tu és.

Afinal, quando o assunto é gravar conteúdos, ser consistente nasce da coragem de continuar, mesmo quando parece difícil. Todo criador de conteúdo passa por isso.

A diferença é que alguns mostram… e outros não contam.

O CUSTO INVISÍVEL DE SE EXPLICAR DEMAISNoutro dia andei a refletir sobre explicações excessivas, e notei que pouca gente...
13/01/2026

O CUSTO INVISÍVEL DE SE EXPLICAR DEMAIS

Noutro dia andei a refletir sobre explicações excessivas, e notei que pouca gente percebe, mas explicar-se demais tem um custo alto.
Não é um custo visível, imediato ou mensurável.
É um custo silencioso — que se acumula por dentro.
À primeira vista, parece educação.
Parece maturidade.
Parece até boa comunicação.
Mas, na prática, muitas vezes é apenas medo disfarçado de cuidado. Sim, MEDO!

Até bem pouco tempo, eu acreditava que se explicar demais faria as pessoas entenderem melhor ou até mudarem de opinião sobre determinado assunto.
Acreditava que, quanto mais eu explicasse, mais justo, compreendido e aceite eu seria.
Mal sabia eu que cometia um erro gravíssimo.
Cada explicação extra não esclarecia — enfraquecia.
Cada justificativa não resolvia — drenava a minha energia.
Eu insistia numa investida que, muitas vezes, não resultava do jeito esperado.
O resultado? Frustração.

O que eu não percebia era que, ao me explicar demais, eu estava a entrar num lamaçal de autocensura disfarçada de educação.
Eu falava, mas ao mesmo tempo pedia desculpa por existir na conversa.
Eu comunicava, mas deixava subentendido: “por favor, aceita-me”.
Explicar-se em excesso raramente nasce da clareza.
Nasce da falta de autoconfiança.
Nasce da necessidade de controlar a reação do outro.
Nasce do medo de não ser aceite, respeitado ou validado.

Quem se explica demais não está a dialogar — está a se defender de um ataque que, muitas vezes, nem aconteceu.
E aqui está o custo invisível:
Quanto mais te justificas, mais ensinas os outros a duvidarem de ti.
Quanto mais te defendes, mais frágil a tua posição parece.
A tua fala perde peso antes mesmo de terminar.

Explicar menos parece arrogância, mas não é.
É ser firme.
É confiar na própria intenção.
É compreender que nem toda discordância exige defesa.

Hoje entendo que comunicação forte não nasce do excesso de palavras, mas na capacidade de falar o essencial de forma clara e às vezes até não falar.

Quem confia no que diz não precisa convencer — sustenta.
Porque, no fim, justificar-se demais é um pedido silencioso de aceitação.
E autoridade, respeito e clareza nunca nascem do medo de não ser aceite.

Se este texto te tocou, talvez seja porque, em algum momento, tu também te tens explicado demais.

E talvez esteja na hora de passar a falar apenas o essencial.

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