10/11/2025
MENOR DE 12 ANOS F**A INFLAMADA O CORPO TODO APÓS SER VACINADA CONTRA O CANCRO DO COLO DO ÚTERO NA ESCOLA SEM COMUNICAREM AOS FAMILIARES
Assunto: Pedido de intervenção urgente das autoridades competentes
Eu, Eunice Salvador Bango, de 35 anos de idade, venho por este meio denunciar e solicitar apoio urgente relativamente ao estado de saúde da minha irmã, Dalva Salvador Bango, de 12 anos de idade, estudante da Escola Nova 526, localizada no município de Viana, em Luanda.
No âmbito da campanha de vacinação contra o cancro do colo do útero, a Dalva foi vacinada na escola sem qualquer aviso prévio ou consentimento dos encarregados de educação. A criança regressou a casa já vacinada, sem comunicação anterior ou posterior por parte da direção da escola ou da equipa médica responsável.
No dia seguinte à vacinação, a Dalva apresentou uma reação alérgica grave, com inflamação generalizada em todo o corpo. A família procurou assistência médica e, inicialmente, foram realizados apenas exames superficiais, tendo sido diagnosticado “paludismo” e administrado um antialérgico, sem qualquer melhoria significativa.
Nos dias seguintes, o quadro agravou-se, com inchaços recorrentes — que diminuem durante o dia, mas retornam ao amanhecer. Após insistência da família, e somente após ameaçarmos recorrer aos órgãos de comunicação e às autoridades, uma ambulância da equipa de vacinação deslocou-se à nossa residência e transportou a menor para o Hospital do Gameca Direita (Pedalé).
Desde então, a Dalva encontra-se internada, porém a família não tem acesso ao diagnóstico nem aos resultados dos exames realizados. Os médicos limitam-se a informar que o caso “está em estudo” e que se trata de uma “doença grave” que supostamente não tem relação com a vacina.
No entanto, trata-se de uma criança saudável, que nunca apresentou problemas de saúde graves. O quadro clínico iniciou-se imediatamente após a vacinação, o que torna inaceitável a falta de transparência e de esclarecimentos por parte da equipa médica e das autoridades sanitárias envolvidas.
Até à presente data — oito a dez dias após o início dos sintomas — a família não recebeu qualquer relatório médico, explicação oficial, nem apoio institucional. Fomos apenas informados de que “na quarta-feira” seríamos chamados para uma reunião com a direção do hospital, o que consideramos inadmissível dada a gravidade da situação e o sofrimento da criança.
Diante do exposto, apelamos às autoridades competentes, nomeadamente:
• Ministério da Saúde
• Ministério da Educação
• Governo Provincial de Luanda
• Comissão de Ética Médica e Direitos Humanos
• Órgãos de Comunicação Social (TV Zimbo, Rádio Luanda, TPA, entre outros)
…para que investiguem urgentemente o caso, garantam o acesso da família às informações médicas, e apurem as responsabilidades da Escola Nova 526 e da equipa de vacinação envolvidas.
Pedimos que seja assegurado tratamento adequado, acompanhamento médico especializado, e proteção dos direitos da menor e da sua família.
Luanda, 9 de novembro de 2025
Denunciante: Eunice Salvador Bango
Idade: 35 anos