17/08/2026
A guerra civil em Angola fez muitos ricos em todas as partes envolvidas, mas fez, sobretudo, milhares de mortos, órfãos, viúvas, deslocados e famílias destruídas, deixou feridas humanas, sociais e económicas cujas consequências ainda hoje sentimos.
Por isso, discordo profundamente da ideia de que a alternância política pode ser pensada a partir da disponibilidade para sacrificar vidas humanas.
A experiência histórica de Angola devia ensinar-nos o contrário. A violência pode destruir um Governo, uma oposição, uma família ou uma geração inteira, mas dificilmente constrói uma democracia sólida.
A alternância política que desejo para Angola deve resultar da vontade soberana dos cidadãos, expressa através de eleições livres, transparentes e credíveis, da fiscalização democrática, da mobilização pacífica, do fortalecimento das instituições e da participação política consciente, todos devemos trabalhar para isso.
Quem aspira governar Angola deve querer receber um país com cidadãos vivos para governar, famílias inteiras para proteger e uma sociedade capaz de se reconciliar consigo própria.
Já sacrificámos demasiadas vidas ao longo da nossa história, não devemos normalizar a morte como preço inevitável da alternância política.
A serem verdadeiras estas declarações atribuídas ao Deputado Nelito, por quem tenho estima e consideração, lamento profundamente.
Por: Nadilson Paim