Jornal Anglicano do Centro e Sul de Angola

Jornal Anglicano do Centro e Sul de Angola E disse-lhes: — Vão por todo o mundo e preguem o evangelho a toda criatura.
- Marcos 16:15

Tiago, irmão do apóstolo João, era filho de Zebedeu e de Salomé e trabalhava como pescador no mar da Galileia. É chamado...
26/07/2026

Tiago, irmão do apóstolo João, era filho de Zebedeu e de Salomé e trabalhava como pescador no mar da Galileia. É chamado de Tiago Maior para distingui-lo do outro apóstolo homônimo, Tiago, filho de Alfeu. Sua vida mudou completamente quando Jesus o chamou para deixar as redes e tornar-se “pescador de homens”.

O Evangelho de São Mateus narra esse encontro: “Jesus viu dois irmãos, Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, que estavam na barca com seu pai, Zebedeu, consertando as redes. Então os chamou. Imediatamente, eles deixaram a barca e o pai, e o seguiram” (Mt 4,21-22).

Tiago e João tinham um temperamento ardoroso. Por isso, Jesus lhes deu o nome de Boanerges, que significa “filhos do trovão” (Mc 3,17). O apóstolo também fez parte do grupo mais próximo do Senhor: esteve presente na ressurreição da filha de Jairo, contemplou a glória de Cristo na Transfiguração, no monte Tabor, e acompanhou Jesus em sua agonia no Horto das Oliveiras, antes da Paixão.

Foi ainda o primeiro dos Apóstolos a derramar o próprio sangue por Cristo. Segundo o livro dos Atos dos Apóstolos, o rei Herodes Agripa “mandou matar à espada Tiago, irmão de João” (At 12,2), tornando-o o primeiro mártir entre os Doze.

Segundo a antiga tradição cristã, seus discípulos trasladaram seu corpo para a região da Galícia, na atual Espanha. Séculos depois, por volta do ano 813, após um fenômeno luminoso que guiou um eremita chamado Pelágio, foi descoberto o túmulo atribuído ao Apóstolo. O local passou a ser conhecido como Campus Stellae (“Campo da Estrela”), origem do nome “Compostela”.

No século XI teve início a construção da atual Catedral de Santiago de Compostela, que se tornou um dos mais importantes destinos de peregrinação da cristandade e permanece, até hoje, como meta de milhões de peregrinos vindos de todas as partes do mundo.

🙏 São Tiago Maior, rogai por nós!

Na Santa Missa, a Igreja proclama um mistério que ultrapassa os sentidos e desafia toda lógica puramente humana.A presen...
17/07/2026

Na Santa Missa, a Igreja proclama um mistério que ultrapassa os sentidos e desafia toda lógica puramente humana.

A presença real de Cristo na Eucaristia não depende do que os olhos enxergam, mas da fidelidade da Palavra daquele que não pode enganar nem ser enganado.

Diante desse sacramento, a resposta mais autêntica não é a curiosidade, mas a adoração.

Onde Cristo se faz presente, o céu toca a terra.

E toda a vida cristã encontra sua fonte e seu ápice.

Envie pra alguém que precisa ver isso 💛

Catequese ======================================================================== Cerimoniais usados na Igreja Anglican...
17/07/2026

Catequese
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Cerimoniais usados na Igreja Anglicana: Bastões Cerimoniais na Igreja Anglicana Embora possam parecer semelhantes à primeira vista, cada bastão tem um propósito distinto e conta uma história sobre o ministério da pessoa que o carrega.

1. Verge Bastão do VergerCarregado pelo Verger, o verge é um dos símbolos mais antigos da ordem eclesiástica. Historicamente, era usado para abrir caminho durante as procissões e manter a ordem dentro da igreja. Hoje, identifica o verger, que auxilia na preparação da igreja e na coordenação da liturgia.

2. Wands – Bastões dos Guardiões da IgrejaOs Guardiões da Igreja (Church Wardens) frequentemente carregam bastões cerimoniais em serviços como domingos, confirmações, ordenações, sínodos e outras ocasiões importantes. Eles simbolizam o ofício dos guardiões como principais oficiais leigos da paróquia, representando sua responsabilidade pela ordem, pelos bens e pelos assuntos temporais da igreja.

3. Cruz ProcessionalCarregada à frente da procissão pelo crucífero ou portador da cruz. Lembra à congregação que Cristo vai à frente de Sua Igreja. Toda procissão começa seguindo a Cruz, não o clero.

4. Cajado Episcopal – BáculoO báculo é carregado por um bispo como símbolo antigo de seu ministério pastoral. Em forma de cajado de pastor, recorda tanto ao bispo quanto à Igreja que ele é chamado a pastorear o povo de Deus com sabedoria, cuidado e fidelidade.

5. Cruz ou Bastão Primacial do Arcebispo Em muitas províncias anglicanas, um arcebispo é precedido por uma cruz processional carregada por um capelão ou portador da cruz. Diferente do báculo episcopal, esta cruz simboliza o ofício metropolitano e a liderança do arcebispo dentro da província.
Em algumas tradições, substitui o báculo quando ele atua como Metropolita ou Primaz.
Em comum Apesar das diferenças de design e propósito, todos esses bastões têm algo em comum:
São símbolos de serviço, responsabilidade e ordem não de status ou privilégio pessoal. Na liturgia anglicana, até os objetos carregados em procissão ensinam que todo ministério, seja leigo ou ordenado, existe para servir a Cristo e à Sua Igreja.

Vocês já viu algum desses bastões cerimoniais na sua paróquia? Sabia o que cada um representava? Gostaria que eu também explicasse como esses símbolos se comparam com os usados em outras tradições cristãs, como a Igreja Católica ou a Ortodoxa?

17/07/2026

Recebi mais de 100 reações numa das minhas publicações na última semana! Agradeço a todos o vosso apoio! 🎉

Um obrigado especial aos meus novos seguidores! Que entusiasmo poder contar convosco! João Jeremias Changay Jeremias, Al...
11/07/2026

Um obrigado especial aos meus novos seguidores! Que entusiasmo poder contar convosco! João Jeremias Changay Jeremias, Alexandre Lafouine, Kelven Machava, Henrique Mutekulu Tchiwana, Marcelina Gonçalves, Abilio Baptista Adamo Mataca, Olinda Matsinhe, Hortência Techa, Salo Salo, Isaias Campira

A Leitura do Evangelho na Nave.Já vi alguns evangelistas lerem o Evangelho voltados para o altar. Essa não é a postura c...
10/07/2026

A Leitura do Evangelho na Nave.Já vi alguns evangelistas lerem o Evangelho voltados para o altar. Essa não é a postura correta quando o Evangelho é lido na nave.O Evangelho é proclamado ao povo.
Portanto, o evangelista deve estar voltado para a congregação, com as costas voltadas para o altar.
Isso mostra o propósito do momento:
Cristo está falando ao Seu povo por meio da leitura do Evangelho designado.
Assim, quando o Evangelho é lido na nave, a ordem correta é simples:
O evangelista olha para o povo.O povo olha para o Evangelho.
O altar permanece atrás do evangelista.

09/07/2026

IAMA ESTARÁ PRESENTE NO CULTO “DOMINGO ALMA” EM LONDRES!

Sua Reverendíssima Dom Augusto Domingos, Bispo da Diocese de Cristo Rei, em Angola, e Deão da Igreja Anglicana de Moçambique e Angola (IAMA), participará no próximo dia 19 de Julho de 2026, em Londres, no 28.º Domingo ALMA, uma iniciativa promovida pela parceria de ligação entre dioceses anglicanas de Moçambique e Londres, Denominada “ALMA”.

O programa terá início com o tradicional Chá da Tarde ALMA, às 16h:45, na Igreja de São Vedast (St Vedast), localizada em Foster Lane, próximo da Catedral de São Paulo, constituindo um momento de convivência, partilha e diálogo entre os participantes e os convidados. Posteriormente, terá lugar a Eucaristia do Domingo ALMA, das 17h:30 às 18h:45, na Catedral de São Paulo, para a qual estão convidados membros das comunidades anglicanas, familiares, amigos e fiéis em geral.

Durante a sua permanência em Londres, Sua Reverendíssima Dom Augusto Domingos, realizará igualmente visitas pastorais às três paróquias londrinas geminadas com comunidades da Diocese de Cristo Rei, nomeadamente St Paul Winchmore Hill, St Botolph sem Bishopsgate e Holy Innocents Hammersmith, no âmbito do fortalecimento dos laços de comunhão e cooperação missionária.

A agenda inclui ainda encontros com a equipa da ALMA London, representantes de ministérios da Diocese de Londres, bem como organizações e instituições que desenvolvem trabalho de parceria com a Igreja Anglicana de Moçambique e Angola.

Sobre a Troca da Paz na Santa Ceia Anglicana:Um dos momentos mais belos na Santa Ceia Anglicana é a Troca da Paz.Logo an...
09/07/2026

Sobre a Troca da Paz na Santa Ceia Anglicana:Um dos momentos mais belos na Santa Ceia Anglicana é a Troca da Paz.Logo antes de receber a Sagrada Eucaristia, o celebrante declara:“Cristo é a nossa paz. Ele nos reconciliou com Deus em um só corpo pela cruz. Nós nos reunimos em seu nome e compartilhamos a sua paz… A paz do Senhor esteja sempre com vocês.”A congregação responde:“E contigo também.

”Então vem o convite:
“Ofereçamos uns aos outros um sinal de paz.”Mas por que fazemos isso?

A Troca da Paz é muito mais do que um aperto de mão ou uma saudação amigável.

É uma expressão visível da reconciliação que recebemos por meio de Cristo. Antes de nos aproximarmos da Mesa do Senhor, reconhecemos que somos um só corpo em Cristo, unidos pela sua cruz e chamados a viver em paz uns com os outros.

Essa prática tem raízes profundas na Escritura. Jesus ensinou que, se lembrarmos que um irmão ou irmã tem algo contra nós, devemos primeiro buscar a reconciliação antes de oferecer nosso dom a Deus (Mateus 5:23–24). Da mesma forma, São Paulo repetidamente incentivou os fiéis a “saudarem uns aos outros com um ósculo santo” (Romanos 16:16; 2 Coríntios 13:12), um sinal cristão primitivo de paz e comunhão.No culto anglicano, a Paz nos lembra que a comunhão não diz respeito apenas ao nosso relacionamento com Deus, mas também ao nosso relacionamento uns com os outros.Nós nos reunimos em uma só mesa.

Partilhamos um só pão.
Somos um só corpo em Cristo.Portanto, da próxima vez que você trocar a Paz, lembre-se de que não é apenas uma saudação.
É uma declaração de que, por meio de Cristo, fomos reconciliados com Deus e uns com os outros.

Qual parte da liturgia da Comunhão você considera mais significativa: a Fração, a Oração Eucarística, ou a Distribuição do Pão e do Vinho?

CATEQUESE DA EUCARISTIA ================================================================================================...
09/07/2026

CATEQUESE DA EUCARISTIA
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Eucaristia do Anglicanismo

Sobre a Fração na Santa Ceia Anglicana: Há outro momento profundamente significativo na Santa Ceia Anglicana: quando o sacerdote parte o pão consagrado e diz: “O pão que partimos, não é porventura a comunhão no Corpo de Cristo? ”Este momento é chamado de Fração, do latim fractio, que significa “o partir”.A Fração é muito mais do que um acto prático de dividir o pão.

Ela recorda como nosso Senhor Jesus Cristo tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e o deu aos Seus discípulos na Última Ceia (Lucas 22:19). Também nos lembra de Cristo ressuscitado, que foi reconhecido pelos discípulos “ao partir o pão” (Lucas 24:35).As palavras vêm de 1 Coríntios 10:16–17:“O pão que partimos, não é porventura a participação no corpo de Cristo? Porque há um só pão, nós, embora muitos, somos um só corpo.”Este momento ensina duas verdades profundas:Corpo de Cristo: que o corpo de Cristo foi partido para a nossa salvação. Unidade da Igreja: que, embora sejamos muitos, tornamo-nos um só corpo ao partilhar do único Pão. Portanto, da próxima vez que ouvir: “O pão que partimos…”, lembre-se de que está testemunhando uma das ações mais antigas e significativas do culto cristão, preservada pela Igreja desde o tempo dos apóstolos.Você sabia que esta parte da liturgia da Comunhão é chamada de Fração?

Investigação do Rev. Valeriano Mucunda Paulino

Boa leitura

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