07/09/2026
🇧🇷 O 7 DE SETEMBRO ACABOU. MAS QUANDO VAI COMEÇAR A INDEPENDÊNCIA REMÉDIO, DA DIGNIDADE E DO RESPEITO?
Hoje o Brasil encerra mais um Dia da Independência.
Mas, enquanto muitos celebram com discursos bonitos, desfiles e bandeiras, eu passei o dia refletindo sobre a realidade invisível que bate à porta do nosso município todos os dias.
Uma realidade que não está nos palanques.
Recentemente, assisti a um vídeo que me fez pensar profundamente.
Mulheres influentes da nossa sociedade — educadoras, comerciantes, lideranças locais e até pessoas da nossa comunidade religiosa — reunidas para debater a "política municipal". Um encontro de pessoas influentes, fluentes, que falam muito bem sobre partidos, eleições e teorias.
Mas o que me causa um nó no peito, como fiscalizadora cidadã, é o silêncio ensurdecedor dessas mesmas vozes diante das dores reais da nossa cidade.
Onde estão essas mesmas reuniões quando um cidadão de Aguaí chora na fila por um remédio que o poder público nega?
Onde está a articulação dessas lideranças para estender a mão para crianças que vivem na vulnerabilidade, na miséria e cercadas pelo crime na periferia da nossa cidade? Onde estão os projetos para levar cursos, esperança e oportunidades para os nossos jovens nos bairros esquecidos, onde o tráfico tenta tomar o lugar do Estado?
A verdade é que nos acostumamos com uma política de "vitrine". Uma política que serve para dar status social, para tirar fotos bonitas e para alimentar vaidades em grupos de apoio, mas que vira as costas quando o assunto é o sofrimento do próximo.
Falar de política macro é fácil. Difícil é fiscalizar, cobrar um leito de hospital, bater na porta da Ouvidoria e passar quatro meses exigindo que os professores concursados recebam o piso que lhes é de direito por lei.
Enquanto a justiça parecer morosa com a irregularidade e rápida para proteger privilégios, o nosso patriotismo não pode ser apenas de fachada.
A verdadeira independência não se comemora batendo palmas para autoridades; ela se constrói tendo a coragem de olhar para as nossas crianças vulneráveis, para os nossos doentes sem remédio e exigindo que a máquina pública funcione de verdade para quem mais precisa.
Que o dia de hoje não seja apenas o fim de um feriado, mas o início de uma consciência real: política não é vaidade partidária, política é a coragem de lutar pela dignidade humana.