08/04/2022
Mapeamento de áreas de risco é base de obras de contenção em Angra
As obras de contenção de encostas realizadas em Angra dos Reis desde 2010 têm como base um mapeamento das áreas de risco da cidade, feito pela Prefeitura. Nos últimos quatro anos, de acordo com dados disponibilizados pela administração do município, mais de 20 mil metros de drenagem, 350 mil m² de pavimentação e recapeamento de ruas foram realizados.
O resultado pode ser visto nas vias de 20 regiões beneficiadas, além de 12 morros. O plano de contenção também se mostrou bem-sucedido em outro aspecto: poupar os moradores de perdas mais severas de bens materiais e, principalmente, de vidas. Na última semana, o volume de chuvas registrado foi duas vezes maior do que o da tragédia de 2010, quando 53 pessoas morreram. Agora, foram 11 na Monsuaba e há três desaparecidos na Ilha Grande.
Uma das regiões mais atingidas, o bairro da Monsuaba recebeu uma resposta rápida das autoridades. Prefeitura, governo do estado e governo federal anunciaram a construção de 96 imóveis, para onde serão realocadas as famílias que tiverem suas casas interditadas de forma definitiva pela Defesa Civil. Os engenheiros e geólogos estão em campo, realizando vistorias, para que as próximas ações garantam a segurança de todos.
Além das obras de drenagem, pavimentação e contenção de encostas, Angra hoje tem consolidado um plano de reação que envolve o acionamento de 20 blocos de sirenes de alerta, disparos de SMS e a disponibilização de pontos de apoio e abrigos provisórios, entre outras medidas. A cidade se mostra preparada para lidar com grandes volumes de chuvas e, atualmente, tem infraestrutura e recursos para acolher sua população.