10/07/2026
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QUEM F**A TAMBÉM INVENTA FUTURO
Ficar, partir, voltar ou ajudar de longe também são formas de manter um território vivo.
Por muito tempo, fizeram a gente acreditar que futuro era só sair.
Sair para estudar.
Sair para trabalhar.
Sair para buscar oportunidade.
Sair porque permanecer, muitas vezes, não foi uma escolha possível.
E é preciso dizer com cuidado: sair não é abandono.
Às vezes, sair é sobrevivência, estratégia, busca, tentativa de abrir caminho onde antes havia pouca passagem.
Mas também é preciso olhar com respeito para quem ficou.
Quem f**a segura a casa.
Cuida da terra.
Guarda os nomes.
Mantém os saberes.
Ensina os gestos.
Prepara a morada para quando alguém volta.
As mãos mais velhas que hoje trabalham, ensinam e criam também ajudaram a construir o futuro que a juventude vive agora. O que parece passado, muitas vezes, é raiz sustentando o amanhã.
E quem partiu também pode continuar presente.
No apoio enviado.
Na memória que carrega.
Na vontade de voltar.
Na defesa do Vale em outros lugares.
No conhecimento que busca fora e pode devolver ao território como ponte.
O futuro do Vale não nasce de uma única forma.
Nasce de quem f**a.
De quem parte.
De quem volta.
De quem ainda não conseguiu voltar.
De quem, mesmo longe, continua pertencendo.
Permanecer não pode ser sinônimo de abandono.
Partir não pode ser tratado como rompimento.
Voltar não pode ser privilégio de poucos.
O Vale precisa de condições para que f**ar seja uma escolha digna. E também precisa reconhecer quem saiu e continua ajudando a inventar caminhos de retorno, cuidado e possibilidade.
Porque futuro também é isso: uma ponte entre memória, território e movimento.
Quem, no seu Vale, ficou, partiu ou voltou ajudando a construir futuro?
Aqui no Vale podemos citar uma das artistas dentre muitos outros que traremos por aqui em que suas vidas vêm transformado a vida e visão de muitas pessoas, a
Maria Lira Marques | Artista - Araçuaí
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Foto: Lori Figueiró 🤍
Por Jussara do Macuco