22/02/2026
"ORY OBÁ" é uma produção literária de Severo D'Acelino, destacada em postagens recentes como uma obra pessoal ligada à comemoração de Beatriz Nascimento, refletindo seu processo criativo intenso e emocional.
Ela integra o vasto catálogo poético e narrativo do autor, que frequentemente explora temas afro-brasileiros como ancestralidade, resistência negra e tradições iorubás, similar a obras como "Opará Revisitado" (Ed. MemoriAFRO, 2016), com 160 poemas sobre o rio São Francisco, etnocídio indígena e multiculturalismo em versos ritmados.
A obra enfatiza a identidade negra sergipana, rituais de candomblé e empoderamento, ecoando livros como Quelóide, que traz 102 poemas sobre violência racial, negação identitária e revolução cultural através do olhar negro.
D'Acelino usa linguagem oral, simbólica e cantada, conectando história local a diáspora africana, como em "Panáfrica África Iyla N'la" (Ed. MemoriAFRO 2002), obra poética iniciada com saudações a Exu.
Lançada no âmbito de sua militância na Casa de Cultura Afro Sergipana e Ilê Axé Opô Aiyrá, "ORY OBÁ" ("Cabeça-Rei", termo iorubá para "destino espiritual") celebra matriarcas e terreiros, alinhando-se a narrativas como "Mariow: o terreiro de Ba’ Emiliana" (Ed. MemoriAFRO, 2008).
"ORY OBÁ" Serve como ponte para homenagens a figuras como a sergipana Beatriz Nascimento e, em sua expressão, uma plêiade significativa de notáveis personalidades afirmativas do Arquivo Humano de Sergipe, reforçando à memória AFRO.