11/09/2026
Seria o futuro a economia das águas? Na verdade, o futuro é presente. Hoje o Ceará vive uma forte economia com capilaridade enorme impulsionada pelo turismo, comércio de bens e serviços no seu entorno - além dos esportes náuticos. Porém, a riqueza vai muito além e vem se consolidando: está na dessalinização em larga escala e na geração de energia por meio das ondas, das eólicas offshore e do hidrogênio verde.
O estado reúne e aproveita condições únicas por sua posição geográfica estratégica, bons ventos e pelos investimentos estruturais que já estão em curso. Fabricarão de embarcações produtivas, de esportes e lazer, Porto do Mucuripe e Pecém, ZPE, Ferrovia Transnordestina, duplicação de estradas, novos combustíveis marítimos, data centers conectados por cabos submarinos e aeroportos ligados a grandes centros internacionais movimentam toda uma cadeia produtiva de agronegócio, industrialização, exploração de minerais e logística.
O futuro e o presente já estão fortemente consolidados na chamada “Economia Azul”. O Hub de Hidrogênio Verde no Pecém atrai bilhões em investimentos, a costa cearense oferece ventos marítimos constantes para as eólicas offshore, além do potencial da energia das ondas, e projetos como a Dessal do Ceará garantem segurança hídrica para a população e para a indústria.
Essa engrenagem impacta diretamente o interior. Com o Pecém conectado ao Porto de Roterdã, a Transnordestina escoando grãos e minerais e Fortaleza como um dos maiores pontos de entroncamento de fibra óptica do mundo, o agronegócio de alta precisão e a indústria mineral ganham competitividade global, gerando emprego e renda do litoral ao interior.
📸: Dessal / Divulgação
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