12/01/2022
MP FORÇA PREFEITURA A RESOLVER PROBLEMA DE PÁTIO PARA VEÍCULOS IRREGULARES
BARIRI - A população de Bariri sofre há anos com a imprudência e algazarra causada por motocicletas barulhentas, muitas delas sem placa, que além de causar poluição sonora, oferecem risco à motoristas e pedestres com manobras arriscadas por toda a cidade.
A falta de um pátio específico para recolhimento de veículos irregulares dificulta e limita a ação da Polícia Militar. O problema é notado principalmente aos finais de semana.
Felizmente, o imbróglio finalmente está prestes a chegar ao fim, graças a uma intervenção do Ministério Público. Em abril do ano passado, o promotor Nelson Febraio Junior, da 1ª Promotoria de Justiça de Bariri, instaurou procedimento administrativo de acompanhamento, advertindo o Poder Executivo a solucionar o problema da falta de pátio, sob pena de omissão.
“Oficie-se ao Senhor Prefeito Municipal para que, em 45 dias, informe o avanço das tratativas de implementação do pátio para recolha de veículos irregulares e ilícitos. F**a o Senhor Prefeito advertido da urgência do caso e da necessidade de celeridade nas tratativas, a fim de não configurar omissão”, declarou a promotoria.
Pressionado pelo MP, o prefeito Abelardo Maurício Martins Simões Filho (MDB) informou, via ofício datado de 15 de dezembro de 2021, que recebeu parecer favorável da Procuradoria do Detran, e que aguarda a fixação de data para assinatura do termo.
Em nota emitida nesta semana, 1ª Promotoria de Justiça de Bariri destacou o trabalho desenvolvido pelo órgão para alcançar uma solução definitiva, que pretende sanar de vez com a algazarra das motocicletas irregulares. A promotoria ainda alerta que, caso não ocorra a instalação do pátio, tomará medidas judiciais cabíveis.
“O Ministério Público possui procedimento instaurado destinado a acompanhar a instalação e, ainda, verificar eventual omissão ou morosidade indevida, no que ensejará medidas cabíveis, inclusive judiciais em face dos entes responsáveis, eis que a situação como está coloca em risco a incolumidade pública”, finaliza o texto.
Texto: Noticiantes