10/09/2025
A Operação Antracito, deflagrada nesta semana pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), trouxe à tona um dos maiores escândalos recentes envolvendo verbas da saúde no estado do Rio de Janeiro. No total, são R$ 1,6 bilhão em contratos de gestão sob investigação — e, desse montante, mais de R$ 500 milhões estariam ligados apenas a Arraial do Cabo.
Arraial no foco da PF
De acordo com as investigações, a organização social contratada por diferentes prefeituras firmou acordos milionários sem critérios de transparência, direcionando subcontratações e favorecendo empresas recém-criadas, muitas ligadas a sócios da própria entidade.
As auditorias revelaram que não há comprovação adequada da execução dos serviços pagos, levantando a suspeita de que boa parte dos recursos teria sido desviada. Para a população cabista, isso signif**a que meio bilhão de reais que deveriam estar no atendimento de saúde local pode ter ido parar em esquemas de corrupção.
Região dos Lagos citada
Entre os municípios investigados, apenas Arraial do Cabo e Saquarema aparecem na lista da Região dos Lagos. Mas os números de Arraial chamam a atenção por representarem quase um terço de todo o valor investigado pela operação.
A Agência Brasil destacou:
“A investigação, iniciada pela Polícia Federal em Macaé, apura contratos firmados entre 2022 e 2024 com prefeituras como Duque de Caxias, São Gonçalo, Arraial do Cabo, Saquarema, Cachoeiras de Macacu, Santa Maria Madalena, Cordeiro e Quissamã.”
Desdobramentos
A Operação Antracito cumpriu 16 mandados de busca e apreensão em sete cidades fluminenses. Os envolvidos podem responder por crimes como peculato, associação criminosa e lavagem de dinheiro.
Enquanto as investigações avançam, cresce a indignação em Arraial do Cabo. A dúvida que ecoa entre os moradores é direta: como uma cidade do porte de Arraial teria contratos de saúde que somam mais de R$ 500 milhões — e o que de fato foi entregue à população com tanto dinheiro?