15/06/2020
Com a pandemia de Corona Vírus, além da crise sanitária, vem aí uma crise econômica só vista após a 2ª Guerra Mundial. Mas como os governos dos países podem manter a economia minimamente aquecida e diminuir as quedas em decorrência da pandemia?
A resposta talvez não exista, mas podemos observar a maneira como algumas economias tentam lidar com essa situação crítica.
Na Argentina por exemplo, o governo federal limitou os preços de diversos produtos essenciais, como alimentos, itens de higiene pessoal e medicamentos, por 90 dias, que podem ser prorrogáveis. Os preços foram fixados no dia 6 de março e dessa forma se limitou o poder e a exploração econômica. Além disso os aposentados e pensionistas que recebem um salário mínimo terão direito a um bônus de 3 mil pesos (cerca de R$ 240). Aqueles que recebem menos de 18.892 pesos (R$ 1.500) receberão a quantia que falta para atingir esse valor. Os beneficiados são 4,6 milhões de pessoas.
Já na Inglaterra o governo irá arcar com as custas para garantir que a economia não quebre mais ainda. Uma das medidas prevê que o governo assuma o pagamento de 80% dos salários, até 2.500 libras (cerca de 2.800 euros, cerca de US $ 3.100), para empresas que aderirem a um sistema e não demita seus funcionários. O governo também garantiu empréstimos a empresas no valor de 330 bilhões de libras (380 bilhões de euros, 413 bilhões de dólares). Estes recursos serão destinados a pequenas e médias corporações.
Já no Brasil, o governo federal liberou o auxílio emergencial no valor de R$ 600,00, cercado de muita dificuldade de acesso pelo público mais vulnerável e com várias irregulariedades, como mais de 20 mil militares que receberam o auxílio de forma ilegal.Também afrouxou medidas trabalhistas garantindo assim maior facilidade para o empregador fazer a demissão do trabalhador. Em meio a tudo isso, o governo começa a lotear cargos para o centrão e cada vez mais finge esconder a crise sanitária e também a econômica.