30/06/2026
A imagem mostra uma filmadora Keystone para filmes de 16 mm, um equipamento muito utilizado entre as décadas de 1930 e 1950 para registrar acontecimentos familiares, eventos públicos, documentários e filmes amadores.
Como ela funcionava
Essa câmera era totalmente mecânica, sem eletrônica e sem gravação de som. Seu funcionamento era baseado em alguns passos:
Carregamento do filme
Um rolo de filme de 16 mm era colocado dentro da câmera, em um compartimento protegido da luz.
O filme era conduzido por um mecanismo interno até um carretel receptor.
Acionamento por mola
A câmera possuía uma manivela (ou chave) para dar corda em uma mola interna, semelhante ao mecanismo de um relógio.
Ao pressionar o gatilho, essa mola movimentava o filme automaticamente diante da lente.
Captura das imagens
O filme avançava quadro a quadro, normalmente entre 16 e 24 quadros por segundo.
Um obturador abria e fechava rapidamente, permitindo que cada fotograma fosse exposto à luz por uma fração de segundo.
Revelação
Depois que o filme terminava, ele precisava ser enviado a um laboratório para ser revelado.
Somente após a revelação era possível assistir às imagens usando um projetor de cinema de 16 mm.
Importância histórica
Antes do surgimento das filmadoras de vídeo e dos celulares, equipamentos como esta Keystone eram a principal forma de registrar momentos importantes em movimento. Muitos filmes históricos, registros de cidades, festas, casamentos e acontecimentos do século XX foram produzidos com câmeras semelhantes.
A peça da fotografia faz parte do acervo do Arquivo Público Municipal de Itatiba, preservando a memória da evolução da tecnologia cinematográfica e da documentação histórica.
É um belo exemplo de engenharia mecânica, representando uma época em que filmar exigia conhecimento técnico, planejamento e paciência — muito diferente da praticidade das câmeras digitais atuais.