27/08/2026
O PREFEITINHO MIMADO E O REINO DO EGO
Em Bananal, parece ter surgido uma nova modalidade de administração pública: a prefeitura movida a curtidas, comentários e crises de ego.
O “prefeitinho mimado” de Bananal, demonstra uma dificuldade impressionante para lidar com críticas e fiscalização.
Parece não ter desmamado do próprio ego. Quando alguma publicação desagrada, começa a movimentação: conversa daqui, pedido dali, tentativa de retirar postagem, preocupação com comentários e uma verdadeira operação para manter intacta a imagem do governante nas redes sociais.
Mas o prefeitinho parece viver a política de aparências, dos aplausos previamente escolhidos e da necessidade permanente de mostrar que tudo está maravilhoso — ainda que, fora das redes sociais, existam críticas, reclamações e questionamentos.
E quando a crítica aperta e não há argumento para responder?
Quando não é possível simplesmente dizer que determinada denúncia é falsa?
Aí, infelizmente, aparece o expediente mais antigo e mais rasteiro da política: partir para o ataque pessoal.
Em vez de explicar fatos, tenta-se desqualif**ar quem questiona. Em vez de responder a uma denúncia, procura-se atingir a reputação do denunciante. Em vez de enfrentar a fiscalização, tenta-se transformar o fiscalizado em vítima e o fiscalizador em vilão.
Isso não é demonstração de força.
É demonstração de insegurança.
Mais preocupante ainda é quando servidores públicos que levantam questionamentos sobre a administração passam a ser expostos ou atacados publicamente. Servidor pode ser criticado por sua atuação funcional quando houver motivo e dentro dos limites legais. O que não parece aceitável é utilizar a máquina política ou a influência das redes para transformar divergências administrativas em vendetas pessoais.
Talvez o maior problema do prefeito de Bananal seja justamente esse: ele parece ter confundido autoridade com adoração e mandato com imunidade à crítica.
A política pequena costuma recorrer a recursos igualmente pequenos: intimidação, exposição, ataques pessoais, tentativa de silenciamento e manipulação da opinião pública.
São expedientes de quem confunde autoridade com autoritarismo e crítica com perseguição.
O mais curioso é que, quanto maior o esforço para esconder uma pergunta, maior f**a a curiosidade sobre a resposta.
Quanto mais se ataca o crítico, mais evidente f**a a ausência de resposta ao conteúdo da crítica.
No final, o prefeitinho pode até controlar algumas publicações, alguns comentários e alguns espaços de sua própria rede.
Mas não controla a fiscalização.
Disso resulta o prefeitinho f**ar tão incomodado quando a internet deixa de ser vitrine e passa a ser espelho.
E quando um governante precisa gastar tanta energia tentando convencer os outros de que está acima das críticas, talvez seja hora de perguntar se o problema está realmente nos críticos — ou se existe alguma coisa na própria administração que deveria ser explicada.
E se sua Excelência, o “Da Silva I”, está tão preocupado em esconder os críticos, combater comentários e preservar a própria imagem, f**a inevitável a pergunta: afinal, o que há de tão incômodo por trás dessa necessidade toda de controlar a narrativa?
Porque, quando a crítica é respondida com argumento, a democracia ganha.
Quando é respondida com transparência, a sociedade ganha.
Mas quando é respondida com ataque pessoal, exposição e tentativa de intimidação, resta ao cidadão desconfiar.
Se realmente existe algo de podre no reinado Da Silva, não será um prefeitinho mimado quem conseguirá esconder para sempre.
Mais cedo ou mais tarde, aquilo que estiver escondido deverá vir à tona — e, quando vier, poderá revelar não apenas a podridão interna da prefeitura, mas também a face do verdadeiro anão moral que hoje chefia o Poder Executivo de Bananal.
RICARDO NOGUEIRA