04/09/2026
🚨🔥 CASO MASTER: FACHIN DÁ 5 DIAS PARA MORAES, MENDONÇA, GONET E CHEFE DA PF EXPLICAREM CRISE NO STF
Presidente da Corte quer esclarecimentos sobre investigação, documentos particulares, informações sigilosas e regras para autoridades com foro privilegiado
A crise envolvendo o caso Banco Master ganhou nesta quinta-feira (3) um novo e importante capítulo dentro do Supremo Tribunal Federal (STF).
O presidente da Corte, ministro Edson Fachin, determinou que o ministro Alexandre de Moraes, o ministro André Mendonça, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, e o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, apresentem informações por escrito no prazo de cinco dias úteis sobre os desdobramentos do caso.
A determinação veio após Mendonça defender que os elementos reunidos pela Polícia Federal fossem submetidos à análise do plenário do Supremo, enquanto a Procuradoria-Geral da República pediu a extinção do procedimento conduzido pelo ministro.
⚖️ FACHIN QUER ESCLARECER OS LIMITES DA INVESTIGAÇÃO
No despacho, Fachin abriu um procedimento para esclarecer os questionamentos levantados pela PGR e avaliar possíveis questões formais relacionadas à condução da apuração.
Entre os pontos que deverão ser esclarecidos estão o cumprimento das regras aplicáveis a investigações envolvendo autoridades com foro privilegiado, além de possíveis indícios de utilização de credenciais institucionais para acesso a documentos de natureza particular.
O presidente do STF também quer informações sobre uma eventual transmissão de informações protegidas por sigilo judicial a pessoas investigadas.
🔥 MENDONÇA QUER O PLENÁRIO
A decisão ocorre em meio ao embate institucional provocado pela atuação de André Mendonça no caso.
O ministro defendeu que as informações relacionadas a Moraes e a outras autoridades sejam examinadas de forma colegiada pelo Supremo, em uma discussão pública no plenário.
A PGR, por outro lado, pediu a nulidade do relatório da Polícia Federal, argumentando que Mendonça teria ultrapassado os limites de sua competência ao determinar determinadas providências investigativas sem provocação da própria Procuradoria ou da PF.
Fachin também determinou a abertura de uma nova petição destinada a reunir o material relacionado ao episódio.
De acordo com as informações divulgadas sobre o despacho, deverá ser anexado integralmente o procedimento conduzido por Mendonça, além de uma nota divulgada em março pelo gabinete de Alexandre de Moraes sobre as mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
A inclusão da nota ganha relevância porque ela registra a versão apresentada publicamente por Moraes antes da divulgação de novos elementos da investigação.
O movimento de Fachin não signif**a, neste momento, que qualquer dos ministros ou autoridades tenha sido considerado culpado por irregularidades.
O presidente do Supremo busca justamente colher as versões dos envolvidos e esclarecer os procedimentos adotados, antes de decidir os próximos passos da controvérsia.
Com quatro autoridades de alto escalão convocadas a prestar esclarecimentos, o caso Master passa a representar também um teste para os mecanismos internos de controle, transparência e respeito ao devido processo legal dentro da mais alta Corte do país.
Agora, a expectativa se concentra nas respostas de Moraes, Mendonça, Gonet e Andrei Rodrigues e, posteriormente, na decisão de Fachin sobre o destino da controvérsia.
A pergunta que f**a é: depois dessas manifestações, o caso Master chegará ao plenário do STF ou acabará em pizza 🍕?