16/03/2017
BORA FALAR DE MODA CONSCIENTE? 🙋🏻
Bate-papo com a jornalista e blogueira Amanda Campelo sobre o 🚫👗👜
No último sábado eu participei de um bate-papo incrível com a jornalista Amanda Campelo, do , que contou um pouco pra gente sobre o projeto dela que chama . A iniciativa dela foi inspirada na prática, que começou na Inglaterra, de se cultivar os famosos "armários cápsula", que são basicamente armários com a quantidade de peças de roupas que suprem a necessidade das pessoas. Esse número varia de indivíduo pra indivíduo. No caso da Amanda, ela consegue ser feliz com 47 peças, mas isso não é uma regra. O intuito mesmo é que as pessoas consumam menos, e percebam que podem viver com menos, ou melhor, com o que é realmente necessário. A Amanda contou pra gente que se tornou mais criativa depois que começou o projeto, porque além de ter que lidar com menos peças, começou a perceber mais o próprio guarda-roupa. Mas o projeto da Amanda não para por aí. Além de diminuir a quantidade de peças de roupa, transformou o resultado em uma ideia muito legal. A jornalista montou 47 looks durante 47 dias e postou no seu Instagram pessoal (), pra mostrar pra todo mundo que é possível sim, ser feliz com menos roupinhas. Ela contou sobre as dificuldades ao longo do processo, afinal de contas né manas, ninguém é de ferro, todo mundo sabe que aquelas brusinhas lindas das lojas de fast fashion fazem a gente f**ar até ofegante, além das facilidades de pagamento e acesso. Mas é possível, irmãs, viver com menos é possível! Hahaha 😂
Moda Consciente 💚
E é claro que um assunto como esse traria uma discussão muito interessante. É importante entender o como um ato responsável. Se for mal interpretado, pode parecer até bobagem, algumas pessoas pensam "mas é claro que dá pra viver com 47 peças 🤷🏻♀️". Sabemos que dá. Amanda vive e vive muito bem. A questão aqui é o debate que se cria, que envolve conscientização dentro de uma sociedade de consumo cada dia mais frenética, onde os ideias de felicidade são compráveis. No bate-papo, a jornalista fala sobre isso. Ela contou que desde que o projeto começou, além de consumir melhor, começou a viver mais momentos do que acumular coisas. Essa é uma reflexão importante. Economizar dinheiro pra viver experiências. Além disso, ela passou a pensar mais no que consumia. Se preocupar com a procedência daquelas peças, parando de se preocupar apenas com a estética e com o próprio bem-estar, mas refletindo sobre como aquelas roupas eram confeccionadas. Se são ou não provenientes de condições irregulares de trabalho, de onde vem, etc. É importante perceber que antes de adquirir um determinado produto, muitas mãos possivelmente calejadas fazem parte do processo, e não dá pra simplesmente ignorar isso. Se importar com questões desse tipo é ato político feito através da moda, que nem sempre trata apenas de amenidades. Discussões como essa não apenas sobre estética.
MODA LOCAL 📍
Qua a melhor forma de fugir disso? Comprando do pequeno, sempre que possível. Eu sei que é irresistível uma coleção nova de uma loja fast fashion. Eu mesmo adoro e fui acostumada a consumir nessas lojas. Porém a valorização da moda local, além de tirar o capital da mão das mesmas pessoas - que são os grandes empresários que já estão bem rycos bem Kardashian - e distribuir essa renda de uma forma mais justa, fomenta o mercado local, faz com que esse dinheiro gire dentro da nossa cidade, o que traz crescimento econômico, e lógico, fugimos da exploração da força de trabalho. A chance diminui drasticamente, porque tudo é confeccionado e pensado em escala menor, o que faz aquele processo de produção ser mil vezes mais responsável e justo. Quer comprar das manas que fazem moda aqui? Vou deixar alguns nomes pra vcs de espaços colaborativos com marcas autorais 💁🏻
✔️ Solar Colaborativo
✔️ Casa Oiam
Documentário, App e Fashion Revolution Brasil 📲❤
é claro que numa sociedade capitalista, onde o consumo é imposto a cada segundo, f**a difícil se ligar em etiquetas ou até mesmo pensar sobre isso. Convenhamos, fugir do fast fashion é muito mais difícil do que parece. Mas quanto mais conseguirmos, mais vamos combater isso. Falhar é humano, é lógico que vez ou outra vamos pecar. Mas dosar isso já ajuda muito, e é muito importante.
Pra entender mais sobre o assunto, eu vou deixar algumas dicas pra vocês. No nosso queridinho Netflix tem disponível um documentário que se chama "True Cost", que fala sobre a exploração do trabalho na indústria têxtil. Outro lugar muito legal pra entender mais sobre isso, são as páginas do projeto "Fashion Revolution", que traz essa discussão e é um evento muito interessante, que tá cada vez mais se disseminando nas capitais do mundo, inclusive em Belém. Assistam o vídeo no YouTube e entre no Instagram do projeto, é muito interessante mesmo! E por último, alguns já devem conhecer, mas vale a pena pra quem não conhece. O app Moda Livre, que mapeia as marcas que estão respondendo processo no Ministério Público do Trabalho, e indica as que já foram investigadas e estão livres. Muito legal pra comprar conscientemente! ✌🏼
É isso, manas! Espero que tenham gostado 💁🏻
Se alguém tiver sugestões, vou amar que deixe nos comentários 💜 bjsssss