Daquilo que se come

Daquilo que se come Seu portal diário...
Sobre História da Alimentação, receitas e sabores do mundo Sou Machadiana de coração e apaixonada por Orgulho e Preconceito de Jane Austen.

Sou historiadora da Alimentação, mãe da Marji, professora apaixonada por histórias e cozinheira amadora com uma paixão imensa pelo mundo da cozinha. Sou uma eterna aluna da vida, adoro viajar, aprender, sou ansiosa e perfeccionista dada minha condição de geminiana. Adoro compratilhar o que eu aprendo e faço pra ser lida, sentida e degustada. Então, aproveita pra conhecer e aprender mais sobre História da Alimentação e Gastronomia.

🍽️ E se você pudesse voltar a Belém de 150 anos atrás… e descobrir o que chegava à mesa dos belenenses? Estão abertas as...
08/09/2026

🍽️ E se você pudesse voltar a Belém de 150 anos atrás… e descobrir o que chegava à mesa dos belenenses?

Estão abertas as inscrições para À MESA DE BELÉM — O que se comia há 150 anos?, um curso 100% online, com aula AO VIVO, baseado nas pesquisas do meu livro Do que se Come: Uma história do abastecimento e da alimentação em Belém (1850–1900).

Durante 2 horas, vamos viajar pela Belém do século XIX para descobrir:
🍲 O que se comia entre 1850 e 1900
🛶 De onde vinham os alimentos e como chegavam à cidade
⚖️ Quem podia comer o quê — e o que a comida revelava sobre as desigualdades
🏛️ Como a riqueza da borracha transformou hábitos, sabores e formas de comer
📜 Documentos, receitas e histórias reais que ajudam a reconstruir essa Belém à mesa.

E você ainda poderá escolher:

✨ SÓ O CURSO — R$ 67,00
Aula ao vivo + material exclusivo + certificado de participação.

📚 CURSO + LIVRO — R$ 139,00
Aula ao vivo + material exclusivo + certificado + 2ª edição revisada e ampliada de Do que se Come.
É mais do que uma aula sobre alimentação.

2° Turma- 11 de setembro. 20:00h às 22:00

É uma viagem pela história do abastecimento e da alimentação de Belém através daquilo que se comia.

📍 100% online | Aula ao vivo
🎓 Certificado
📜 Material histórico exclusivo
⚠️ Vagas limitadas!
👉 Garanta sua vaga e venha descobrir a história que se come e a memória que permanece.
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Você sabia? O Pará não ficou independente em 7 de setembro de 1822. 7 DE SETEMBRO NÃO CONTA TODA A HISTÓRIA DO PARÁ. Iss...
07/09/2026

Você sabia?
O Pará não ficou independente em 7 de setembro de 1822.

7 DE SETEMBRO NÃO CONTA TODA A HISTÓRIA DO PARÁ. Isso porque,  a adesão do Pará à Independência ocorreu somente em 15 de agosto de 1823.

E enquanto os acontecimentos políticos se desenrolavam, naquele 1822, havia no Pará uma outra "batalha" acontecendo: abastecer a cidade e colocar comida na mesa.Em especial entre os mais pobres.

O que tinha na mesa paraense na época da Independência do Brasil, então?
A comida comum de todo dia. Peixe seco, carne seca, farinha de mandioca, frutas regionais, manteiga de tartaruga e carnes de caça.

A independência costuma ser contada por discursos, batalhas e grandes nomes. Mas, a história também DEVE ser contada pelo caminho que um alimento percorre até chegar ao prato. Pelas pessoas comuns. Na verdade, devemos falar sobre isso com nossos alunos. Aliás, é Imperioso!
📚✍️🏽 Referências.
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Ao utilizá-los, não se esqueça de dar os créditos.
📸 Canva Equipe.
📍Para saber mais sobre abastwcimento e alimentação no Pará; ver: Macêdo, Sidiana da Consolação Ferreira de. Do que se come: uma história do abastecimento e da alimentação em Belém (1850-1900). 2 ed. Rev. Ampl. Teresina: Cancioneiro, 2026.

Os hábitos cotidianos como expressão da resistência indígena. Parte II. Como povos indígenas ao longo do tempo fizeram u...
05/09/2026

Os hábitos cotidianos como expressão da resistência indígena. Parte II.

Como povos indígenas ao longo do tempo fizeram uso de práticas ritualisticas e cotidianas como a coleta do ingá como forma de resistência?

Através da Coleta e partilha de determinados alimentos, por exemplo. Em 1995, o Povo Parakanã, etnia indígena de língua Tupi-Guarani que habita o estado do Pará, entre as bacias dos rios Tocantins e Xingu, fez uso da coleta e partilha do Ingá para a festa do Bambu, que estes indígenas honraram sua herança ancestral e mantinham  vivos seus laços e hábitos coletivos. Como nos esclarece Terezinha Vieira da Silva na matéria publicada no Jornal O Mensageiro: "A coleta do ingá foi realizada por todos os homens da aldeia, que saíram pela manhã antes do nascer do sol à procura dos locais onde estão fixados os ingazais. Ao meio dia retornaram trazendo às costas paneiros cheios de ingás, ao entrarem na aldeia colocaram os paneiros no chão enfrente as casas e em forma de círculo e de mãos dadas entoaram um canto ritmado com o bater dos pés em forma de dança; as mulheres e as crianças aproximavam-se devagar e em silêncio observavam atentamente tudo que acontecia. O canto e os passos da dança eram liderados pelos velhos da tribo: Kuria e Hiatóra". E ainda, "Terminado o canto e a dança todos de braços levantados ecoaram um grito forte, depois cada um pegou o paneiro que havia trazido e entregava para as suas mulheres e juntos mulheres e filhos entravam para o interior da casa e lá dentro abriam os paneiros e dividiam todos os ingás em pequenos cestos depois saiam todos para distribuírem em todas as casas da aldeia; isto era feito por todas as famílias ao mesmo tempo, enquanto uma família estava na casa vizinha em sua casa havia outra família deixando cestos com ingás".(1) No dia seguinte, teria início a Festa do Bambú. Portanto, cada uma das ações realizadas por eles na coleta do Ingá era uma maneira de resistir ao invasor.
📍 Amanhã tem mais...
Referências completas nos comentários ✍️🏼👇🏼

Os hábitos cotidianos como expressão da resistência indígena. Como povos indígenas ao longo do tempo fizeram uso de prát...
04/09/2026

Os hábitos cotidianos como expressão da resistência indígena.

Como povos indígenas ao longo do tempo fizeram uso de práticas ritualisticas e cotidianas como a coleta do ingá como forma de resistência?

Exatamente, povos indígenas utilizavam sua cultura como elemento de resistência. Esse foi o caso do Povo Parakanã, etnia indígena de língua Tupi-Guarani que habita o estado do Pará, entre as bacias dos rios Tocantins e Xingu. Em março de 1995,  eles transformaram a coleta do ingá em "grito" de resistência contra o invasor, na festa do Bambu "Upuraha/o Takuara", o ingá é um fruto que simbolicamente representa união e partilha, como nos esclarece Terezinha Vieira da Silva: "buscaram forças na vida tribal, na vivência e celebrações de seus mitos, uniram-se mais enquanto povo e realizaram juntos a coleta dos frutos silvestres, entre eles o INGÁ, fruto que para o povo Parakanã é considerado símbolo da partilha, da união e da fartura". (1) Por isso, decidiram que a festa do Bambu daquele ano seria uma amostra da resistência e invasão ao seu território e costume. A matéria publicada no jornal O Mensageiro, é uma fonte etnográfica riquíssima sobre as práticas alimentares e rituais do povo Parakanã na década de 1990. Permitindo que possamos entender como práticas alimentares estão inseridas na resistência de povos originários.

Esse tem sido um tema sempre presente aqui no Daquilo que se come|Sidiana Macêdo. ✅️

📍 Amanhã tem mais...
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📸(1)Observações da Festa do Bambú e do Mingau de Palmito realizada na aldeia Apiterewa do povo Parakanã, na primeira quinzena de março de 1995.Terezinha Vieira da Silva. Jornal O Mensageiro.

📰 Separei 2 notícias que envolvem o mundo  da alimentação em Belém de outros tempos, numa curadoria especial feita por m...
31/08/2026

📰 Separei 2 notícias que envolvem o mundo  da alimentação em Belém de outros tempos, numa curadoria especial feita por mim:  Sidiana Macêdo, autora e criadora do Daquilo que se come|Sidiana Macêdo — o teu portal diário sobre as histórias da alimentação da Amazônia.

As notícias de hoje foram publicadas em 16 de abril de 1881, no jornal, A Constituição.

1- "Flor da Maia.
         CASA DE VÍVERES
2 CALÇADA DO COLLEGIO 2
Chegou para este antigo e acreditado estabelecimento um variado sortimento de amendoas e pastilhas em vidros e surpresas do mais aprimorado gosto.
Tem constantemente um completo sortimento de doces de fructas seccas e compotas de bacury, cupu-assú, araçá, goyaba e geleias das mesmas fructas.
Recebe constantemente por todos os vapores, generos alimenticios nacionaes e estrangeiros, para o que pedem attenção de seus amigos e freguezes como para os preços baratissimos, como costume da casa.
JOSÉ ANTUNES DA ROCHA & C.ª

2- Cabra com cria
Nesta typographia informa-se quem precisa comprar uma, preferindo que seja preta".(1)

Observem que aquela época era comum leilão de alimentos serem anunciados junto à venda de animais diversos. Notem que o estabelecimento de José Antunes da Rocha &  C° era casa especializada em produtos nacionais e estrangeiros. Interessante observar a presença de compotas regionais como de bacury e cupu-assú. E ainda, geleias de goyaba. Também, amêndoas e pastilhas e frutas secas, tudo "a preço baratissimos, como costume da casa".(2) Outro anúncio na mesma coluna dizia precisar comprar uma cabra com cria. Infelizmente,  sobre a Cabra não temos maiores informações.

📍Qual dessas histórias mais te surpreendeu?
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(1) (2)A Constituição, 16 de abril de 1881.

Você conhece o Torchio? Ou prensa de massa? A fotografia de hoje de um Torchio, está em exposição no Museo della Pasta,n...
28/08/2026

Você conhece o Torchio? Ou prensa de massa?

A fotografia de hoje de um Torchio, está em exposição no Museo della Pasta,na Itália. A peça é datada do século XIX. O Torchio consiste numa estrutura de madeira e barra com parafusos. Era/é uma ferramenta comum na Itália cujo uso está destinado a elaboração de diferentes formatos de massa. A massa é inserida no tubo e quando acionada pelos parafusos obtêm-se diferentes tipos de massa de acordo com o disco montado e a máquina é acionada quando uma pessoa senta no banco. Assim, segundo o Musei della Pasta Del Cibo: "Torchio da pasta verticale a vite in legno con stanga. Una struttura in legno, con rinforzi metallici, sorregge n cilindro metallico cavo, all’interno del quale scorre un pistone, mosso dalla vite".(1) E ainda, " Torchio da pasta formato da una panca in legno su quattro gambe, su cui è montata al centro una trafila in metallo azionata da una manovella (...) Attrezzo di tipologia comune in tutta la regione per realizzare diversi formati di pasta tramite trafilatura. L'impasto viene inserito nel tubo di trafila e agendo sulla vite filettata a manovella si ottengono differenti tipi di pasta, corta o lunga, in base al disco di trafila che è stato montato. La macchina si aziona stando seduti sulla panca". (2) Uma das fontes mais antigas em que o Torchio aparece é um poema publicado no século XVIII, de Jacopo Vittorelli, intitulado I maccheroni, o poema foi reeditado em 1806. O verso diz:
“Ora li spreme il torchio e in più di dodici fogge diverse...” [Em tradução livre: “Agora o torchio os espreme em mais de doze formas diferentes...]”(3)
📍 E você já conhecia o Torchio? Me conta!!!🤝🏼✍️🏼

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📸Barilla G. e R. F.lli SpA 2014 (comodato d'uso); provenienza: Parma, Archivio Storico Barilla. 📍 Qualquer óbice em relação a imagem por favor nos avisar.
(1)(2)(3)https://pasta.museidelcibo.it/catalogo-museale/torchio/
📸 https://pasta.museidelcibo.it/catalogo-museale/torchio-2/

Em Do que se Come: Uma História do Abastecimento e da Alimentação em Belém (1850–1900), a alimentação é tomada como uma ...
25/08/2026

Em Do que se Come: Uma História do Abastecimento e da Alimentação em Belém (1850–1900), a alimentação é tomada como uma importante chave de leitura para compreender a sociedade paraense do século XIX.

A 2ª edição, revisada e ampliada, percorre os caminhos dos produtos que chegavam à cidade, as relações comerciais com os interiores, as crises de abastecimento, a circulação de produtos importados e os diferentes modos de consumo.

Mas a pesquisa vai além.

🍽️ Os sabores da cidade revelam práticas alimentares, hierarquias sociais e espaços de sociabilidade.

🏪 Tabernas, restaurantes e outros estabelecimentos alimentícios mostram como se transformavam os lugares de comer e conviver.

👩🏽‍🍳 Os sujeitos que produziam, preparavam e vendiam as comidas também entram em cena, permitindo compreender quem estava por trás daquilo que chegava às mesas.

📜 E, ao final, fontes, bibliografia e receitas & quitutes amazônicos ampliam as possibilidades de leitura e pesquisa.

Este é um livro para quem deseja compreender a História da Alimentação, mas também para pesquisadores e leitores interessados em Belém, Amazônia, abastecimento, comércio, cultura, economia e relações sociais no século XIX.

✨ 2ª edição já disponível.
📦 Os exemplares da pré-venda já estão sendo enviados.
⚠️ Poucos exemplares disponíveis.

Garanta o seu e tenha em mãos uma obra fundamental para pensar a história da alimentação e da sociedade amazônica.

23/08/2026

⏱️ 1 minuto com trecho de livro e alimentação.

📖✨ "O ensopado de pasta de soja com amêijoas e mexilhões tinha um leve toque de pimenta, deixando o sabor rico e, ao mesmo tempo, picante. O ssamjang, feito com repolho crocante e vários outros ingredientes,  parecia ser preparado com o tempero doenjang que só se encontra no campo. A cavala grelhada, bem tostada, estava dourada e chiando, e ao lado do enroladinho de ovos com cenoura picada e brócolis estavam o kimchi de rabanete e kimchi de nabo".(1)

🍲📖 Na panela literária de hoje tem comidinhas coreanas:
Ensopado de pasta de soja com amêijoas e mexilhões, ssamjamg de repolho, cavalaria grelhada, enroladinho de ovos e kimchi. 🥕🥘🍱🍜🍚
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(1)JEE-HYE, Kim. A Extraordinária Cozinha dos livros, Trad: Juliane Ferreira da Silva Santos. 1 ed. 1 reimp. São Paulo: Gutenberg, 2025. p, 152.

20/08/2026

A obra indicada de hoje é "O pão nosso de cada dia: trabalhadores, indústria da panificação e a legislação trabalhista em Belém (1940-1954)", da professora Dra. EDILZA FONTES. Obra que foi originalmente apresentada como dissertação de mestrado na Unicamp, em 1993, com o título O pão nosso de cada dia: um estudo sobre padeiros e forneiros em Belém do Pará nos anos de 1940 a 1954, sob orientação de Cláudio Henrique de Moraes Batalha.

Depois foi publicada como livro. É um trabalho pioneiro, importante contribuição a historiografia amazônida. Especialmente, porque o livro permite abordar não apenas o pão como alimento, mas também o trabalho, produção, consumo, legislação, cotidiano das padarias e transformações na indústria da panificação. Um tema sensível e importante para a temática da história social e econômica paraense.

📍Para citar em nota de rodapé:
Edilza Joana Oliveira FONTES, O pão nosso de cada dia: trabalhadores, indústria da panificação e a legislação trabalhista em Belém (1940-1954), Belém: Paka-Tatu, 2002.

✅️Referência ABNT
FONTES, Edilza Joana Oliveira. O pão nosso de cada dia: trabalhadores, indústria da panificação e a legislação trabalhista em Belém (1940-1954). Belém: Paka-Tatu, 2002.
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Belém, PA

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