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Sobre História da Alimentação, receitas e sabores do mundo Sou Machadiana de coração e apaixonada por Orgulho e Preconceito de Jane Austen.

Sou historiadora da Alimentação, mãe da Marji, professora apaixonada por histórias e cozinheira amadora com uma paixão imensa pelo mundo da cozinha. Sou uma eterna aluna da vida, adoro viajar, aprender, sou ansiosa e perfeccionista dada minha condição de geminiana. Adoro compratilhar o que eu aprendo e faço pra ser lida, sentida e degustada. Então, aproveita pra conhecer e aprender mais sobre História da Alimentação e Gastronomia.

06/06/2026

Aonde ir?
E o lugar de hoje é um dos mais elegantes da Braz de Aguiar,  daqueles lugares que te convida a desacelerar. No Café Marcelino, cada detalhe transformar qualquer momento em único.

Se a ideia é refrescar, o iced coffee combina espresso, leite, caramelo e gelo em uma mistura equilibrada e irresistível. Para quem busca conforto em forma de sabor, o chocolate gelado, feito com chocolate nobre e leite batido com gelo, é puro aconchego.

Os mini brioches, fofinhos e delicados, são perfeitos para acompanhar a bebida, enquanto as opções salgadas como o Caprese, com tomates confitados e stracciatella, ou o Lorraine, com cebola caramelizada, bacon e gorgonzola, transformam qualquer pausa em um verdadeiro momento de prazer.

Os bolos são parte do refinamento do lugar— como o bolo de pistache ou o crocante de caramelo com castanhas — são um convite impossível de recusar. E ainda, o bolo Delírio de chocolate, com massa 70% cacau e calda de brigadeiro.
E, nos dias mais quentes, as sodas italianas de limão, morango ou maracujá trazem leveza e frescor na medida certa. Eu adoro a Soda de limão.

Esse é o lugar ideal para: encontrar amigos, ter um momento só seu,  trabalhar com calma ou simplesmente aproveitar um bom café.

Um lugar para ir sem pressa.
Para ficar.
E para querer voltar.

📚 PRÉ-VENDA ABERTA! O que a alimentação revela sobre uma cidade, sua cultura e suas relações de poder? Em Do que se come...
04/06/2026

📚 PRÉ-VENDA ABERTA!

O que a alimentação revela sobre uma cidade, sua cultura e suas relações de poder?

Em Do que se come: Uma história do abastecimento e da alimentação em Belém (1850-1900), Sidiana da Consolação Ferreira de Macêdo conduz o leitor por uma fascinante viagem ao cotidiano da Belém oitocentista, reconstruindo os caminhos dos alimentos, os hábitos alimentares e as redes de abastecimento que moldaram a vida na Amazônia.

Uma obra fundamentada em rigorosa pesquisa histórica, indispensável para estudiosos, professores, estudantes e apaixonados pela história da Amazônia.
A 2° edição está ampliada e revisada. Uma riqueza!!!

📖 Garanta já o seu exemplar!

💰 R$ 80,00 (frete incluso para todo o Brasil).

✅️ A pré-venda vai acontecer até inicio de julho.

📚 Serão disponibilizados 50 livros para a pré venda.

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Você sabia que um dos refrigerantes de guaraná mais saborosos do Pará, foi criado em Abaetetuba? Isso mesmo, o Refrigera...
02/06/2026

Você sabia que um dos refrigerantes de guaraná mais saborosos do Pará, foi criado em Abaetetuba?
Isso mesmo, o Refrigerante de Guaraná Amazônia é criação do Município de Abaetetuba,  no Pará.

Abaetetuba está localizada na região do Baixo Tocantins, inicialmente chamada de Abaeté. O Guaraná Amazônia é produzido nacidade desde 1957, pela empresa Guaraná Amazônia que se localiza no município de Abaetetuba.

Segundo do à empresa o refrigerante é
"Feito com sementes torradas, aromatizadas com ervas e manipuladas por uma paixão de três gerações". (1)  A minha memória do Guaraná Amazônia sempre me levam para as férias na casa de vovó Co***lo e as comemorações em família. ✨️

E você? Já conhece o Guaraná Amazônia?
📚✍️🏽 Referências.
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(1) .oficial

Parte significativa das minhas memórias gustativas, aquelas que  "curam" a alma, são da época de criança em Abaeté. A fa...
30/05/2026

Parte significativa das minhas memórias gustativas, aquelas que  "curam" a alma, são da época de criança em Abaeté. A família da minha mãe é toda de lá, então, nós vivemos anos em Abaetetuba. Meu avô e bisavô tinham engenhos de fazer Cachaça. Aliás, o meu primeiro estudo acadêmico foi justamente sobre os engenhos em Abaeté e cultura material no século XIX. Então, Abaeté me trouxe muitas memórias gustativas: açaí com farinha, peixe frito com açaí, Mapará assado na brasa, Taumatá, mingau de açaí e miriti da Diquinha, o sino da Igreja ao meio-dia que anunciava o almoço e o corre corre pra cozinha, caldo de cana tirado na hora, açaí amassado a mão, o pão artesanal que era anunciado no pregão de manhã cedinho e deixado no portão, as rosquinhas de Abaeté...ahhh são muitas memórias.
Mas, existem três doces que tem lugar especial: o doce de Quebra-queixo, que um senhor vendia na esquina da Siqueira Mendes, num tabuleiro branco. O caracol recheado que uma senhora vendia toda tarde numa esquina perto da casa da minha tia Neneia, eu esperava ansiosa pra ir passar o dia na casa dela, porque de tarde ela me comprava um caracol e eu voltava pra casa por todo o caminho saboreando aquele caracol tão delicioso.  E a cocada de casquinha...a chave de ouro das minhas memórias, ela era vendida na esquina da Escola do Basílio de Carvalho pela dona Domingas, uma senhora que todos os dias tinha seu tabuleiro recheado de cocadas com casquinha. Hoje, estudando a Alimentação da cidade eu encontro tantas donas "Domingas" trazendo sabores, cheiros e gostos a cidade e suas gentes. Esse texto é também para saudar dona Domingas e todos os sujeitos sociais do mundo da alimentação que cotidianamente trazem sabores e memórias à vida dos moradores das cidades. A cocada com casquinha tem gosto de infância. Ela é bem antiga, as formas de fazer variam bastante, mas, ela tem sempre a casquinha feita de massa de pastel que deixa tudo mais gostoso.
📚✍🏽 E você? Qual Memória gustativa te leva pra outro tempo?

📚✍️🏽 Referências.
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📸 Acervo pessoal da autora.

É de senso comum pensarem que as cozinhas regionais se tornaram "novidades" de ontem para hoje. E tal realidade é errône...
28/05/2026

É de senso comum pensarem que as cozinhas regionais se tornaram "novidades" de ontem para hoje. E tal realidade é errônea. Primeiro porque o processo de construção das identidades alimentares regionais é muito particular de cada região brasileira. Portanto, cada uma tem sua História, e depois, cada uma tem seu tempo de consolidação e ao contrário do que se imagina o tempo de construção destas cozinhas é muito mais antigo do que se pensa. Por exemplo, em 1950, numa matéria publicada na Revista Cultura e Alimentação, do SAPS [ se você quiser saber mais volte os textos anteriores]; de autoria de Herman Lima, já é possível de visualizarmos, aquela época, a exaltação da cozinha baiana: com seus temperos e singularidades. Aliás, Herman nos diz que: "A cozinha da Bahia é "(...)uma das mais tipicas, mais completas e mais saborosas do universo, não somento pela riqueza das suas reccitas afro-brasileiras, como pelo especifico
sabor dos seus molhos e dos seus temperos firmados no azeite do dendê e na pimenta(...)". E ainda, "Ninguém ignora mais hoje, no Brasil, que a cozinha baiana pode vir a se tornar muito breve uma das maiores atrações turísticas do país. (...) Comidas da Bahia, de carne e de peixe, galinha e camarão, legumes e especiarias - moquecas e frigideiras, assados e carurús, sarapatéis e doces sobremesas, bolinhos de goma e cocadas, puxas,  compotas e tortas, poemas de sabores e de aromas transcendentais que ai estão desafiando epinicios e ditirambos como os dos tempos de Homero".(1) O autor fazendo uso dos estudos de Bernardino de Souza e outros pesquisadores demonstra a importância da cozinha baiana. E assim, "Apresentando a citada "Arte culinaia Bahia", o professor Bernardino de Souza assinala que "uma iguaria ou um manjar nacional,  como o cocido espahol, a polenta italiana (...)  o vatapá e o caruru da nossa Bahia, são como espécies de sinais nacionais que despertam em nossos espiritos excelentes representações do traços pertinentes a estas coletividades".(2)

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Você sabia que O SAPS- Serviço de Alimentação da Previdência Social, criou uma Revista sobre Alimentação  e Cultura? Ent...
25/05/2026

Você sabia que O SAPS- Serviço de Alimentação da Previdência Social, criou uma Revista sobre Alimentação  e Cultura? Então, , o SAPS mantinha ao longo do Brasil diversos restaurantes populares, era um programa do governo brasileiro criado por Decreto-lei n° 2.478, em 1940. Com objetivo de fornecer refeições balanceadas a preços populares e de maneira mais acessível aos trabalhadores. O SAPS era um programa da pasta do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Vinculada ainda, ao poder Executivo, era o Presidente da República que fazia a indicação dos Diretores Gerais e equipe que atuavam no SAPS.

Nesse conjectura foi criada e editada no Rio de Janeiro em 1950, pelo SAPS, a Revista Alimentação e Cultura em que as questões abordadas eram as mais diversas sobre a temática de Alimentação e Cultura.(1) Na primeira edição, o Diretor geral Umberto Peregrino é quem escreve em "Coisas de Comer" uma matéria sobre comidas do Norte  e Nordeste do Brasil, entre as comidas ele ensina a fazer a Farinha d'água.(2) Segue a receita histórica sobre a Canjica.

"COISAS DE COMER
(Ilustrações de Santa Rosa)
Umberto Peregrino.

"Cangica, na acepção nortista é uma comida de milho verde. Com o suco do milho verde, leite de côco, açúcar e sal fa,-se um creme fino e sboroso.Quando sai do fogo, a cangica é depositada em travessas. Começou a esfriar leva por cima umas colheradas da mesma massa ainda quente. Ficam então aquelas pequenas protuberâncias : são os confeitos. Por tôda a superfície inscreven-se nodoas morenas feitas com pitadas de canela". Aqui no Pará, esse prato também é conhecido por canjiquinha.
✅️E vamos aproveitar que a época mais gostosa do ano está chegando para aprender receitas de juninas.
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🛎O conteúdo deste blog está protegido pela lei n° 9.610 datada de 19-02-1998. Ao utilizá-los, não se esqueça de dar os créditos.
(1)(2) Serviço de Alimentação da Previdência Social (SAPS). DIrector-Geral: Major Umberto Peregrino. Divisão de Propaganda DIrector: Murilo Miranda.
Revista Alimentação e Cultura. Ano I, JANEIRO de 1950,número I. p, 54.

Em 1950, a Revista Alimentação e Cultura, de publicação do SAPS, publicou uma matéria assinada por Rubem Braga em que el...
24/05/2026

Em 1950, a Revista Alimentação e Cultura, de publicação do SAPS, publicou uma matéria assinada por Rubem Braga em que ele descreve como era a alimentação na FEB, durante a 2° Guerra Mundial, intitulada "O que se comia na FEB" trazia as opções de alimentos dos soldados brasileiros. Vamos conhecer um pouco mais dessa dieta em tempos de guerra?
🤝🏼Vem comigo!!!

A FEB Força Expedicionário Brasileira, foi enviada para lutar na Segunda Guerra Mundial, segundo Rubem Braga, em sua matéria, "O Brasil mandou à Itália cerca de 25 mil homens. Os soldados, que ficaram conhecidos como "pracinhas" foram enviados em 1944, para lutar ao lado dos Aliados no conflito. E nesse contexto o que estes soldados comiam?

Hoje vamos conhecer quais alimentos compunham as rações do tipo "B" e "C" segundo matéria de Rubem Braga: "A alimentação normal de campanha era a chamada Ração “B”, em caso de dificuldade substituída pela Ração “C”, que não exige cozinha. Essa Ração “C” pode ser comida fria, mas quando...é possível esquentar a lata ela se torna menos má".
E ainda, "A Ração “C” era, entretanto, de reserva. A Ração “B” era bastante rica e variada".(1)

A Ração "B"- Carne, feijão,  batatas, milho, biscoitos, manteiga, queijo, suco em pó, chocolate, café e etc(...). 

A Ração "C"- "Assim um “breakfast” incluía suco de tomate (frequentemente substituído por outro suco de frutas) um mingau, leite, presunto, pão torrado, pastelão doce, manteiga e café.
Um almoço: salsichas, purê de batatas, milho, pão, manteiga.
Um jantar: carne assada com vagens, espinafre, queijo, compota de pêra ou pêgos, biscoitos, manteiga, suco de frutas, chá. (Na prática, havia sempre café, no lugar de chá, assim como pão e manteiga em abundância.)
Outro dia, no lugar daquelas salsichas do almoço vinha “corned-beef”, ou carne assada com vagens, ou peixe, ou picadinho.
No jantar, no lugar da carne assada do cardápio acima podia vir frango, ou spaghetti, ou peixe, ou vagens com presunto".(3)
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Em 1950, a Revista Alimentação e Cultura, de publicação do SAPS, publicou uma matéria assinada por Rubem Braga em que el...
23/05/2026

Em 1950, a Revista Alimentação e Cultura, de publicação do SAPS, publicou uma matéria assinada por Rubem Braga em que ele descreve como era a alimentação na FEB, durante a 2° Guerra Mundial, intitulada "O que se comia na FEB" trazia as opções de alimentos dos soldados brasileiros. Vamos conhecer um pouco mais dessa dieta em tempos de guerra?
🤝🏼Vem comigo!!!

A FEB Força Expedicionário Brasileira, foi enviada para lutar na Segunda Guerra Mundial, segundo Rubem Braga, em sua matéria, "O Brasil mandou à Itália cerca de 25 mil homens. Eram moços de todas as regiões do país e de todos os setores sociais, embora predominassem, talvez, os filhos de agricultores de S. Paulo, Estado do Rio, Minas e Espírito Santo. Dar a tôda essa gente — gaúchos, nortistas, cariocas".(1) Os soldados, que ficaram conhecidos como "pracinhas" foram enviados em 1944, para lutar ao lado dos Aliados no conflito. E nesse contexto o que estes soldados comiam? Segundo o autor "Em primeiro lugar é preciso dizer que o cardápio dos soldados não era brasileiro. Tendo apenas 25 mil homens no teatro de operações, não dispúnhamos de um serviço próprio de remessa de víveres. Isso seria anti-econômico e quase impraticável, por exigir comboios constantes e bem escoltados, em virtude da guerra submarina. Integrados em um Corpo de Exército norte-americano, nossos homens tiveram de enfrentar a comida americana".(2) Apesar de ter havido uma preocupação em servir arroz e feijão aos brasileiros. Devemos lembrar que aqueles eram tempos de guerra e portanto de contingências alimentares. Por isso, apesar de ter arroz e feijão, a base da Alimentação ainda era o que as empresas americanas produziam para alimentar as tropas.

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O SAPS- Serviço de Alimentação da Previdência Social, mantinha ao longo do Brasil diversos restaurantes populares, era u...
20/05/2026

O SAPS- Serviço de Alimentação da Previdência Social, mantinha ao longo do Brasil diversos restaurantes populares, era um programa do governo brasileiro criado por Decreto-lei n° 2.478, em 1940. Com objetivo de fornecer refeições balanceadas a preços populares e de maneira mais acessível aos trabalhadores. O SAPS era um programa da pasta do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio. Vinculada ainda, ao poder Executivo, era o Presidente da República que fazia a indicação dos Diretores Gerais e equipe que atuavam no SAPS.

Nesse conjectura foi criada e editada no Rio de Janeiro em 1950, pelo SAPS, a Revista Alimentação e Cultura em que as questões abordadas eram as mais diversas sobre a temática de Alimentação e Cultura.(1) Na primeira edição, o Diretor geral Umberto Peregrino é quem escreve em "Coisas de Comer" uma matéria sobre comidas do Norte  e Nordeste do Brasil, entre as comidas ele fala do cuscuz e sua importância  no Nordeste. Contudo,  quero chamar tua atenção para três coisas:

1. A importância do cuscuz nas práticas alimentares do Nordestino e a influência norte-africana. Assim, como as formas de preparo com um pires e pano. Eu tenho raízes nordestino e lembro da minha tia fazendo cuscuz da forma descrita por Umberto.

2. A importância do cuscuz como um alimento cotidiano e muito consumido. O qual, era vendedido em tabuleiros desde o café da manhã até a ceia.

3. A preocupação da introdução de "novos" hábitos estadunidense, pela presença de soldados americanos no território nordestino em função da Segunda Guerra Mundial. O que Umberto Peregrino não sabia aquela época é que o cuscuz é muito mais do que comida necessária ao corpo. É antes de tudo, comida identitária e de resistência para o Nordestino. O cuscuz atingiu outros patamares alimentares. É comida simbólica de todo um povo.

Segue a fala sobre o cuscuz no Nordeste:

"COISAS DE COMER
(Ilustrações de Santa Rosa)
Umberto Peregrino.

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