22/12/2025
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) protagonizou mais um episódio de forte repercussão política ao atacar publicamente a marca Havaianas por conta de uma campanha publicitária recente. Em vídeo divulgado nas redes sociais, o parlamentar, que está nos Estados Unidos, acusou a empresa de assumir um posicionamento ideológico ao escolher, segundo ele, uma pessoa “declaradamente de esquerda” como garota-propaganda da campanha.
Eduardo afirmou que sempre enxergou as Havaianas como um símbolo nacional, reconhecido internacionalmente e utilizado por brasileiros e estrangeiros, mas disse ter se decepcionado com a postura da marca. Para o deputado, a campanha representa uma forma de militância política disfarçada de publicidade, o que, em sua avaliação, afasta consumidores conservadores e transforma o marketing em ferramenta ideológica.
Durante o vídeo, Eduardo criticou falas e posições atribuídas à personagem da campanha, afirmando que ela defende a prisão de pessoas ligadas à direita, citando nominalmente Débora do batom da Adalgilza e Iraci Nagoshi. Ele também ironizou o slogan da publicidade, alegando que a mensagem faz uma provocação política ao dizer para o público “não começar o ano com o pé direito”.
Como forma de protesto simbólico, o deputado gravou o momento em que joga no lixo um par de sandálias da marca, afirmando descartar tanto “o pé direito quanto o pé esquerdo”. Além disso, Eduardo sugeriu que o departamento de marketing da empresa brasileira deveria se aconselhar com uma grande produtora de cervejas que, segundo ele, adotou campanhas ideológicas nos Estados Unidos e acabou acumulando prejuízo bilionário após se afastar da realidade do consumidor médio.
A polêmica se insere em um contexto mais amplo de embates entre políticos de direita e grandes empresas, acusadas por esse grupo de incorporar discursos progressistas e tomar partido em disputas políticas e culturais. Após a divulgação do vídeo, a Havaianas passou a ser alvo de críticas, boicotes e debates intensos nas redes sociais, ampliando a discussão sobre os limites entre publicidade, ideologia e consumo.
Até o momento, a empresa não se pronunciou oficialmente sobre as declarações de Eduardo Bolsonaro, enquanto o episódio segue alimentando a polarização política e a chamada “guerra cultural” no Brasil.
, , , ,