29/05/2026
Esse vídeo foi gravado hoje, 29 de maio de 2026.
Enquanto eu caminhava na Pampulha com minha amiga, uma senhora se sentiu no direito de nos parar para questionar se éramos lé***cas. Como se a sexualidade de alguém fosse da conta dela e como se isso fosse um problema.
“Com tanto homem bonito no mundo vocês viraram lé***cas? Por que toda mulher está virando lé***ca? É desespero?”
Não, não somos. Mas e se fôssemos?
É revoltante que, em pleno 2026, pessoas LGBT+ ainda precisem lidar com situações assim no meio da rua. Pessoas que se acham no direito de opinar, questionar, constranger, humilhar e invadir a vida de alguém sem motivo algum. Como se orientação sexual fosse debate público e como se alguém precisasse da aprovação de desconhecidos para existir.
E se você não concorda com a existência, com a liberdade ou com a orientação sexual de alguém, então se reduza à sua própria insignificância e cuide da SUA vida. Porque a maioria das pessoas preconceituosas que se colocam em posição de superioridade moral muitas vezes escondem dentro da própria casa agressão, traição, alcoolismo, violência, abuso e falta de caráter.
E não estamos falando apenas de algo “desrespeitoso”. Estamos falando de preconceito, de CRIME.
Junho é o mês do orgulho LGBT+, mas respeito não pode existir só em uma data comemorativa. Essa é uma pauta que precisa ser defendida o ano inteiro.
Todo ser humano merece o direito de existir, amar, andar na rua e ser quem é sem medo, sem constrangimento e sem precisar dar satisfação para desconhecidos.
Isso é nojento. Revoltante. Violento. E infelizmente, ainda muito comum.
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