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04/09/2026

Augusto Cury cresceu nas pesquisas e entrou de vez no radar dos adversários. Mas o que explica essa arrancada e até onde ela pode chegar?

No novo episódio do Fala, Fator, analisamos os movimentos por trás desse crescimento.

O programa ainda passa por Vorcaro e pela briga pelo fundão eleitoral em Minas.

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A baixa audiência esperada, o alto número de convites em uma campanha de 45 dias, o risco de exposição em encontros com ...
04/09/2026

A baixa audiência esperada, o alto número de convites em uma campanha de 45 dias, o risco de exposição em encontros com muitos candidatos e o atual cenário da disputa pelo governo de Minas Gerais são apontados por integrantes de quatro campanhas, ouvidos sob condição de anonimato por O Fator, como razões para a resistência à participação em debates.

Até agora, apenas o primeiro encontro, promovido pela Band, reuniu mais de três candidatos. O debate programado pela Rádio 98 e pelo jornal O Tempo foi cancelado depois de metade das candidaturas que cumprem os requisitos para o recebimento do convite não confirmarem presença.

As fontes afirmam que os debates ainda têm importância eleitoral, mas sustentam que o formato perdeu capacidade de atrair público diante das características das campanhas dos últimos anos. A avaliação é de que as equipes precisam escolher em quais eventos investir tempo e estrutura, especialmente em um estado com 853 municípios e uma agenda concentrada em viagens, gravações, entrevistas, atos de rua e mobilização.

Uma das campanhas informou que recebeu 14 pedidos de debate durante o período eleitoral. Para esse interlocutor, a quantidade de convites torna inviável atender a todas as emissoras. A sugestão é que veículos formem pools para promover um número menor de encontros, com transmissão conjunta.

“Faz dois debates e pronto”, afirmou uma fonte. Segundo ela, a realização de eventos compartilhados permitiria concentrar candidatos, ampliar a divulgação e reduzir a disputa por agendas entre emissoras.

Audiência pesa na decisão

A audiência é outro fator considerado pelas campanhas. Um dos interlocutores citou que o debate da TMC registrou 40 mil visualizações. Em comparação, segundo ele, publicações do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) alcançam cerca de 400 mil visualizações nas redes sociais.

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📷 Foto: Júnia Garrido/Band Minas.

O presidente da seccional mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Gustavo Chalfun, vai se reunir com o presid...
04/09/2026

O presidente da seccional mineira da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-MG), Gustavo Chalfun, vai se reunir com o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), o ministro Edson Fachin, e cobrar uma posição da Corte ante a crise aberta por causa da revelação de novos contornos da relação entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. O encontro acontecerá na quarta-feira (9).

A informação sobre a agenda consta em nota emitida nesta sexta-feira (4) pela OAB-MG para pedir uma “apuração rigorosa, independente e transparente” do caso.

O conteúdo de mensagens dirigidas por Vorcaro a Moraes foi tornado público pelo ministro André Mendonça na terça-feira (1°). Parte das conversas indica que o dono do Banco Master, liquidado extrajudicialmente, pediu a Moraes que tentasse interceder junto ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, e ao diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, para postergar investigações sobre a instituição.

“A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG) acompanha com atenção os fatos recentemente divulgados envolvendo o STF e considera indispensável que todas as circunstâncias sejam devidamente esclarecidas, por meio de apuração rigorosa, independente e transparente”, lê-se em trecho da manifestação.

Segundo a seccional, o encontro entre Fachin e Chalfun servirá para reforçar a posição pela “ampla apuração dos fatos” e por, em caso de detecção de irregularidades, “responsabilização dos envolvidos, observadas as garantias constitucionais”.

“A OAB-MG reafirma seu compromisso permanente com a defesa do Estado Democrático de Direito, da Constituição, da independência das instituições e do devido processo legal”, pontua.

As informações que tiveram o sigilo levantado por Mendonça constam dos autos da Operação Compliance Zero, que trata de fraudes no Master.

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📷 Foto: OAB-MG/Divulgação

A Justiça Eleitoral indeferiu, em primeira instância, a candidatura de Henrique Áreas, do Partido da Causa Operária (PCO...
04/09/2026

A Justiça Eleitoral indeferiu, em primeira instância, a candidatura de Henrique Áreas, do Partido da Causa Operária (PCO), ao governo de Minas Gerais. A decisão foi tomada em caráter monocrático pelo desembargador Sálvio Chaves, do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) na noite dessa quinta-feira (3). Cabe recurso.

O magistrado decidiu pelo indeferimento por detectar falhas no Demonstrativo de Regularidade de Atos Partidários (Drap) do PCO. A legenda está suspensa em Minas por causa da não prestação de contas referentes ao ano de 2015.

O Drap do PCO foi julgado irregular em processo separado, que teve decisão do mesmo Sálvio Chaves na quarta-feira (2). Instado a se manifestar, o partido afirmou que a pendência aconteceu por causa de contas bancárias em que não houve movimentação financeira. A agremiação disse ter pedido judicialmente a regularização da situação e solicitou que o demonstrativo não fosse rejeitado por esse motivo.

O desembargador, no entanto, pontuou que o pedido de regularização e a alegação de que não houve movimentação financeira não restabelecem, de forma automática, a aptidão eleitoral do PCO.

Conforme o magistrado, o caso envolvendo as contas de 2015 da sigla ainda está pendente de julgamento de mérito. Ele ainda ressaltou que a liminar solicitada pela agremiação para encerrar o impasse contábil foi rejeitada.

“A mera existência de uma ação de regularização em andamento traduz apenas uma expectativa de direito, não se equiparando à quitação ou ao levantamento formal da penalidade. Para que os efeitos restritivos da suspensão fossem superados, seria indispensável que a decisão judicial de regularização ou um provimento com eficácia suspensiva tivesse sido obtido e averbado no SGIP (Sistema de Gerenciamento de Informações Partidárias) até a data da realização da respectiva convenção partidária, o que comprovadamente não ocorreu”, escreveu, ao rejeitar o Drap.

O Fator procurou a assessoria de imprensa do PCO para saber se o partido pretende recorrer e para obter comentário a respeito do indeferimento. O espaço segue aberto.

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📷 Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto assinado pelo...
04/09/2026

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) contra o decreto assinado pelo governador de Minas Gerais, Mateus Simões (PSD), que proíbe a publicidade de sites de apostas em espaços públicos do estado, como o Mineirão. O relator do caso será o ministro Flávio Dino.

O pedido foi protocolado nesta quinta-feira (3), na forma de Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI). A associação afirma que a matéria cabe à União e, mesmo se coubesse ao estado, não poderia ser definida por meio de decreto.

“Compete privativamente à União legislar sobre sistemas de consórcios e sorteios, nos quais se inserem as atividades lotéricas, bem como sobre propaganda comercial. Isso significa que a disciplina normativa primária dessas matérias foi constitucionalmente reservada ao legislador federal”, afirma a ANJL.

A associação também argumenta que o decreto tende a favorecer loterias estaduais ao proibir apenas a publicidade de bets autorizadas pela União.

Na ação, a ANJL pede que a Corte conceda medida cautelar para suspender integralmente o decreto até o julgamento do mérito. Caso contrário, afirma a associação, será necessária a interrupção de ações comerciais já contratadas, inclusive ativações de marca e patrocínios.

“A posterior declaração de inconstitucionalidade dificilmente será capaz de recompor integralmente a oportunidade comercial perdida ou restabelecer o status quo ante”, diz.

Impactos para o Cruzeiro

Conforme O Fator noticiou, a publicação do decreto no dia 21 de agosto também acendeu o alerta do Cruzeiro e da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que mantêm contratos com site de apostas.

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📷 Foto: divulgação/Minas Arena

O senador Carlos Viana (PSD-MG) prometeu doar parte de sua cota do fundo eleitoral para a bancada da legenda na Assemble...
04/09/2026

O senador Carlos Viana (PSD-MG) prometeu doar parte de sua cota do fundo eleitoral para a bancada da legenda na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Segundo apurou O Fator, o parlamentar da Casa Alta do Congresso Nacional se comprometeu a repassar R$ 100 mil para cada deputado estadual — o dinheiro, no entanto, ainda não caiu e é tema de cobrança nos bastidores.

Procurado pela reportagem, o gabinete de Viana confirmou a existência da promessa e adiantou que o recurso deve ser liberado em breve. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o senador já recebeu R$ 2 milhões do partido para financiar sua campanha — as fatias para cada deputado estadual seriam pagas a partir dessa transferência.

Fontes com as quais a reportagem conversou em sigilo, no entanto, manifestam preocupação com a demora do senador. A insatisfação também se estende à executiva nacional do PSD, que prometeu outra fatia de R$ 100 mil do fundo eleitoral para os deputados estaduais tentarem suas reeleições.

A insatisfação aumenta por conta da desigualdade no repasse do dinheiro da legenda. Cinco parlamentares do PSD já receberam verbas partidárias para a campanha, enquanto outros nove permanecem zerados, dependendo apenas de apoiadores ou de recursos próprios.

Entre os contemplados estão o líder do governo na Assembleia, João Magalhães (R$ 455 mil); o presidente pessedista em Minas, Cássio Soares (cerca de R$ 2 milhões), que tentará vaga na Câmara; o ex-secretário de Estado de Governo, Gustavo Valadares (R$ 370 mil); e os deputados estaduais Elismar Prado (R$ 1 milhão) e Tito Torres (R$ 397 mil).

Enquanto isso, Doutor Wilson Batista, Duarte Bechir, Bosco, Gil Pereira, Delegado Christiano Xavier, Enes Cândido, Rafael Martins, Raul Belém e Leandro Genaro continuam sem receber qualquer recurso do partido para suas campanhas.

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📷 Foto: Carlos Moura/Agência Senado.

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou uma reclamação ajuizada pela Empresa de Pesquisa Agr...
04/09/2026

O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), acatou uma reclamação ajuizada pela Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig). Com a decisão, a Epamig poderá pagar cerca de R$ 10,7 milhões em dívidas trabalhistas a partir do regime de precatórios. A peça processual é dessa terça-feira (1º).

Com isso, o STF derrubou decisão anterior da 28ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte. A Justiça do Trabalho chegou a condenar a Epamig a pagar a dívida em um prazo de oito dias, com possibilidade penhora de bens em caso de não quitação.

A reclamação da estatal usou outras decisões do STF como argumentos. Como mostrou O Fator em novembro do ano passado, a Corte reconheceu que a Epamig tem direito à imunidade de tributos federais por exercício de função pública fora de ambiente concorrencial e sem finalidade de distribuição de lucros a terceiros.

Segundo quatro Arguições de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPFs) do Supremo, empresas do tipo têm o direito de ingressar no regime de precatórios.

“Verifica-se que o juízo reclamado (a 28ª Vara do Trabalho de BH) afrontou a orientação desta Corte, uma vez que a natureza jurídica da reclamante (a Epamig) não implica incompatibilidade com as prerrogativas inerentes ao regime jurídico da Fazenda Pública para o pagamento de seus débitos mediante o regime de precatórios”, escreveu Gilmar Mendes na decisão dessa terça.

A Epamig se dedica à pesquisa e ao desenvolvimento tecnológico para a agropecuária e a agroindústria em Minas. Criada por lei em 1974, a empresa é controlada quase integralmente pelo governo mineiro, que detém 99,99% do capital social; a Emater possui os 0,01% restantes.

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📷 Foto: Epamig / Divulgação

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) intimou o diretório estadual do PSDB a recolher cerca de R$ 2,1 m...
04/09/2026

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) intimou o diretório estadual do PSDB a recolher cerca de R$ 2,1 milhões aos cofres públicos por irregularidades nas contas partidárias de 2018. A decisão, publicada nesta sexta-feira (4), leva a assinatura do juiz Carlos Donizetti Ferreira da Silva e estabelece 15 dias úteis para o pagamento.

Entre as irregularidades reconhecidas no processo estão o recebimento de recursos de origem não identificada, a utilização de dinheiro do Fundo Partidário sem documentação comprobatória e o ingresso de valores provenientes de fonte vedada.

A cobrança ocorre após o encerramento de uma sequência de recursos apresentados pelo partido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O diretório estadual do PSDB pode apresentar uma proposta de acordo à Procuradoria Regional da União da 6ª Região. Nesse caso, deverá comprovar o envio da proposta dentro do mesmo prazo.

O julgamento também apontou irregularidades na destinação de recursos para incentivar a participação das mulheres na política. Segundo a decisão reproduzida nos recursos do partido, as irregularidades consideradas graves ultrapassaram 10% de toda a verba movimentada pelo diretório em 2018, o que levou à desaprovação das contas.

Valor original era de R$ 987 mil

Em manifestação apresentada ao STF, PSDB mineiro informou que a condenação original previa o recolhimento de R$ 940,2 mil referentes às irregularidades, acrescido de multa de 5%, equivalente a R$ 47 mil.

Os valores somavam R$ 987, 2 mil. A quantia cobrada agora é R$ 1,1 milhão maior, cifra que é mais que o dobro do montante original.

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📷 Foto: PSDB/REPRODUÇÃO

Um critério adotado pelo PV para distribuir o fundão eleitoral tem incomodado uma ala do partido em Minas Gerais. O Fato...
04/09/2026

Um critério adotado pelo PV para distribuir o fundão eleitoral tem incomodado uma ala do partido em Minas Gerais. O Fator apurou que o comitê nacional do partido considera a declaração de cor/raça dos candidatos como um dos parâmetros para dividir a verba — o que deixa alguns concorrentes à reeleição sem financiamento até o momento.

Segundo soube a reportagem, o diretório estadual do PV em Minas tenta articular com a nacional a liberação de valores, independentemente da declaração de cor/raça dos candidatos. Fontes admitem que há possibilidade de que esse repasse aconteça ainda nesta quinta-feira (3).

Até essa quarta (2), 25 deputados estaduais mineiros ainda não haviam recebido verba partidária para financiar suas campanhas. Entre eles, estão três do PV: Adalclever Lopes, Lohanna França e Professor Cleiton. A segunda tenta uma vaga na Câmara dos Deputados, enquanto os outros dois buscam a reeleição na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).

Por outro lado, o deputado estadual Mário Henrique Caixa, o único autodeclarado pardo da bancada verde na Assembleia, recebeu R$ 50 mil.

A insatisfação não acontece por causa do financiamento da campanha do radialista e de outras pessoas negras, mas pelo fato de parlamentares com mandato e, portanto, com maior chance de vitória nas urnas, ainda não terem recebido recursos.

Sem mandato

Segundo dados do TSE, a executiva nacional do PV repassou R$ 500 mil para três mulheres que tentam se eleger para a ALMG. Vale lembrar que a Justiça Eleitoral obriga que ao menos 30% do fundão deve seguir para candidaturas femininas.

Kell Silva, atual vereadora de Divinópolis (Centro-Oeste), recebeu R$ 100 mil; Irene Silva, parlamentar da Câmara de Pará de Minas, na mesma região, mais R$ 200 mil; e Damires Rinarlly, ocupante de cadeira no Legislativo de Conselheiro Lafaiete (Central), outros R$ 200 mil.

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📷 Foto: reprodução/PV-DF.

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Belo Horizonte, MG

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