O Fator Apuração. Informação. Opinião.

Após ter R$ 22,7 milhões contingenciados pelo governo federal no final da semana passada, a Agência Nacional de Mineraçã...
05/06/2026

Após ter R$ 22,7 milhões contingenciados pelo governo federal no final da semana passada, a Agência Nacional de Mineração (ANM) vai precisar alterar o cronograma de visitas presenciais a 20 barragens e 12 pilhas de mineração em Minas Gerais.

O Fator apurou que entre as estruturas que não receberão os técnicos da agência no prazo estabelecido estão as da Emicon Mineração e Terraplanagem, em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). A companhia tem uma barragem em nível 2 de emergência e três em nível 1 de emergência.

Em nota divulgada na quinta-feira (4), a ANM afirmou que o contingenciamento impõe revisões de planejamento, limita deslocamentos de equipes técnicas e compromete atividades que dependem de fiscalização presencial. O limite aplicado pelo governo federal representa cerca de 20% do orçamento da agência para 2026.

De acordo com o órgão, algumas das barragens que seriam visitadas presencialmente exigem acompanhamento contínuo em razão de potencial impacto social, ambiental e econômico, incluindo alguns localizados próximos a comunidades e áreas ambientalmente sensíveis. Em todo o Brasil, serão 43 barragens e 18 pilhas de mineração afetadas.

Os impactos das vistorias nas barragens da Emicon em Brumadinho causam ainda mais preocupação aos servidores da ANM. Uma dessas estruturas teve o nível de emergência alterado de 1 para 2 no ano passado depois que técnicos da agência identif**aram condições de estabilidade marginal — ou seja, quando a estrutura tem o estágio de segurança reduzido em relação ao que seria considerado o ideal.

A Emicon é, inclusive, acusada pela Prefeitura de Brumadinho e pela ANM de não cumprir as obrigações impostas pela agência para garantir a segurança da estrutura. Uma audiência pública sobre as alegações, aliás, está marcada para o próximo dia 15 na comarca da cidade.

🔗 Leia a matéria completa em O Fator.

📷 Foto: Ricardo Botelho/MME

Duas filiais do escritório britânico Pogust Goodhead no Brasil entraram com pedido de liminar na Justiça, após o bloquei...
05/06/2026

Duas filiais do escritório britânico Pogust Goodhead no Brasil entraram com pedido de liminar na Justiça, após o bloqueio feito pela sede londrina a documentos fundamentais para suas operações, no âmbito da Tragédia de Mariana. Os braços nacionais do escritório londrino também alegam interrupção dos repasses financeiros britânicos, o que coloca em risco o pagamento de salários e o cumprimento de outros compromissos firmados pelas empresas parceiras.

O processo, movido em 27 de maio deste ano, tem as assinaturas da GHL Brasil Gestão Sociedade Limitada, sediada no Rio de Janeiro, e da Pogo Gestões e Serviços Corporativos LTDA, com sede em Governador Valadares, no Vale do Rio Doce. As empresas pedem tutela de urgência, diante de “danos iminentes e sérios, na medida em que a manutenção da situação como se encontra permitirá grave endividamento às sociedades”.

Nos pedidos, as empresas solicitam à Vara Cível da Comarca de Governador Valadares o desbloqueio do acesso da GHL Brasil e da Pogo Gestões ao sistema SharePoint. Essa plataforma reúne documentos fundamentais para a gestão das filiais do Pogust Goodhead no âmbito da tragédia, como notas fiscais, documentos de gestão de RH, contratos de aluguel, minutas assinadas com fornecedores, etc.

As filiais também querem a garantia dos repasses financeiros necessários para o cumprimento das obrigações da GHL e da Pogo Gestões, “inclusive no caso de encerramento da operação, para fazer face a todas as indenizações devidas, como forma de inibir a prática de ato ilícito”.

Inicialmente, ao receber a tutela de urgência, a Vara Cível da Comarca de Governador Valadares deu um prazo de cinco dias úteis para que o Pogust Goodhead apresente sua defesa. A decisão motivou novo protocolo por parte da GHL e da Pogo Gestões, alegando que “os danos, caso não concedida a medida liminar, serão irreparáveis”, sobretudo diante do feriado prolongado de Corpus Christi.

🔗 Leia a matéria completa em O Fator.

📷 Foto: divulgação/Corpo de Bombeiros

Presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP) reagiu à declaração do senador Cleitinho Aze...
05/06/2026

Presidente nacional do Republicanos, o deputado federal Marcos Pereira (SP) reagiu à declaração do senador Cleitinho Azevedo (MG) sobre não confiar “100%” que o partido lhe dará legenda caso decida concorrer ao governo de Minas Gerais. A O Fator, Pereira afirmou que o correligionário parece não ter “segurança do que realmente quer”.

“Ele realmente não me conhece. Eu já disse várias vezes que ele (Cleitinho) terá legenda, mas me parece que ele não tem segurança do que realmente quer. Quem me conhece, o que não é o caso dele, sabe que só tenho uma palavra”, disse, nesta sexta-feira (5).

À newsletter Jogo Político, distribuída a assinantes do jornal O Globo, Cleitinho pontuou que só deve bater o martelo sobre entrar ou não na disputa eleitoral depois da Copa do Mundo, mas colocou em xeque a disposição do líder nacional do Republicanos de bancar uma eventual candidatura.

“Ele (Pereira) garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido”, expôs.

Na mesma entrevista, Cleitinho chamou de “falso profeta” o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), congregação que detém influência sobre os rumos do Republicanos — Pereira é pastor licenciado da Iurd.

Sinais nos bastidores

Como O Fator já mostrou, a direção nacional do Republicanos deseja a participação de Cleitinho na corrida rumo ao Palácio Tiradentes. Pereira é um dos nomes que, nos bastidores, advogam em prol de uma candidatura própria.

A agremiação, inclusive, iniciou recentemente a busca por profissionais de marketing para atuar em uma eventual campanha do senador ao Executivo estadual. O parlamentar aparece na liderança de diversas pesquisas de intenção de voto sobre a disputa.

🔗 Leia a matéria completa em O Fator.

📷 Foto: Júlio Dutra/Republicanos

OPNIÃO - RICARDO KERTZMANQuando, cerca de 15 anos atrás, os moradores originários do Vale dos Cristais alertavam que o C...
05/06/2026

OPNIÃO - RICARDO KERTZMAN

Quando, cerca de 15 anos atrás, os moradores originários do Vale dos Cristais alertavam que o Colégio Santo Agostinho não deveria ter recebido autorização para funcionar às margens da MG-030 sem a infraestrutura viária necessária, foram tratados como inimigos do progresso e da educação.

Dizia-se que a escola traria comodidade às famílias da região. Que reduziria o deslocamento de pais, estudantes e professores. Que valorizaria os imóveis e que traria mais segurança a todos, pois aproximaria educação e moradia. Em tese, tudo verdade. Mas faltou uma pergunta elementar:

Como milhares de alunos, pais, professores, funcionários e prestadores de serviço chegariam até lá? Aliás, não faltou a pergunta. Ela foi simplesmente ignorada pelos responsáveis. Os empreendedores venderam, à época, o “pacote pronto”. O Vale dos Cristais nascia predestinado ao caos.

Não foi por falta de aviso

Pouco tempo após a inauguração da unidade Nova Lima de uma das mais tradicionais instituições de ensino do país, os primeiros sinais de saturação começaram a aparecer (veja foto e reportagem abaixo), mesmo com a operação ainda parcial, poucas salas de aula e funcionamento restrito ao período da manhã.

Os primeiros atingidos foram os moradores do condomínio Vila Grimm, que passaram a enfrentar dificuldades para sair das próprias garagens nos horários de entrada dos alunos. O que inicialmente parecia um transtorno pontual transformou-se em rotina. Com o início das atividades em outros turnos, o problema cresceu.

Veio então a solução de emergência: o alargamento da via em frente ao colégio, a reorganização dos acessos e a criação de áreas específ**as para embarque e desembarque de estudantes. Funcionou por algum tempo. Mas apenas por algum tempo, pois a matemática urbana costuma ser implacável.

🔗 Leia a coluna de opinião completa em O Fator.

📷 Foto: Colégio Santo Agostinho (Divulgação)

Cotado para disputar o governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, diz não que não confia tot...
05/06/2026

Cotado para disputar o governo de Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, diz não que não confia totalmente que o presidente do partido, o deputado federal Marcos Pereira (SP), lhe dará legenda para o caso de decidir concorrer. A declaração foi dada à newsletter Jogo Político, distribuída a assinantes do jornal O Globo.

“Ele (Pereira) garante que me dará a legenda para me candidatar, mas não confio 100%. Não sou amigo dele, tenho nojo de qualquer coisa que envolva partido”, afirmou.

Na mesma entrevista, Cleitinho chamou de “falso profeta” o bispo Edir Macedo, líder da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), congregação que detém influência sobre os rumos do Republicanos — Pereira, por exemplo, é pastor licenciado da Iurd.

Ao jornalista Thiago Prado, editor da newsletter, Cleitinho endossou o que O Fator mostrou no mês passado: possui a intenção bater o martelo sobre uma eventual candidatura ao governo mineiro após a Copa do Mundo, que começa na semana que vem.

“Não faço nenhuma questão de vir candidato, mas está virando uma onda o meu nome. Como é que eu não venho a governador agora? Só que eu não preciso f**ar latindo que sou candidato, não, quem tem que fazer isso é quem está lá atrás nas pesquisas. Se eu fico falando que sou, perde o encanto. É tipo o que acontece com os artistas. O cantor chega para um show e vai para o camarim, oras, não f**a andando lá no meio do povo. Senão as pessoas dão uma brochada. É tudo estratégia minha. Só vou decidir depois, em junho eu quero é ver os jogos da Copa”, falou.

Contraste

Quando perguntado por Prado sobre as chances, em uma escala de um a 10, de entrar na corrida pelo Palácio Tiradentes, o senador tergiversou. “Hoje, onze; amanhã pode ser um”.

“Entrei na política para aparecer, não sou hipócrita. Nunca nem tive título de eleitor, só queria ser famoso”, continuou. “Na verdade, queria ser comentarista de futebol ou apresentador de TV igual ao Ratinho. Se um dia tiver uma proposta, largo essa m***a aqui”, emendou, em menção ao comunicador do SBT.

🔗 Leia a matéria completa em O Fator.

📷 Foto: Ton Molina/Agência Senado

A decisão do consórcio de sócios da Aegea de não apresentar nova proposta para assumir o posto de investidor de referênc...
05/06/2026

A decisão do consórcio de sócios da Aegea de não apresentar nova proposta para assumir o posto de investidor de referência da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) foi tomada após a estatal fixar em R$ 47,23 o preço mínimo por ação. A saída do veículo, batizado de Livorno Participações S/A, abriu caminho para a vitória da Equatorial, que ofereceu R$ 49,03 por papel.

A vitória da Equatorial foi oficializada pela Copasa nessa quarta-feira (3). A operação totalizará cerca de R$ 5,5 bilhões.

Como O Fator mostrou ontem, interlocutores a par do assunto atribuíram a saída dos sócios da Aegea às mudanças nos parâmetros do processo de privatização. Não estava claro, contudo, o que especif**amente havia motivado o recálculo da rota. A explicação partiu da Itaúsa, uma das acionistas da Livorno.

“Considerando o Anúncio de Retif**ação divulgado pela Copasa MG em 28.05.2026, que definiu o preço mínimo por ação, a Companhia decidiu, em conjunto com os demais acionistas da Livorno, não apresentar nova proposta no âmbito do processo de seleção do Investidor de Referência para a aquisição de ações representativas de 30% do capital total da Copasa MG”, pontuou.

A Livorno tinha três fatias de 33%, detidas por Itaúsa, Equipav e Fundo Soberano de Cingapura (GIC,). A Aegea, por sua vez, ficou com 1%.

Ao complementar a justif**ativa para o recuo, a Itaúsa salientou que a decisão está alinhada ao compromisso com “a disciplina na alocação de capital” e ao que chamou de “contínua criação de valor sustentável aos acionistas, investidas e à sociedade”.

Antecedentes

As propostas iniciais de Equatorial e Aegea foram entregues à Bolsa de Valores em 26 de maio. Dois dias depois, o governo de Minas Gerais informou a identif**ação de “fatores supervenientes” e promoveu mudanças em algumas regras do processo. Por isso, foi preciso relançar documentos como a lâmina da oferta e prospecto.

🔗 Leia a matéria completa em O Fator.

📷 Foto: Divulgação

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ainda não decidiu se será mesmo candidato ao governo de Minas Gerais, mas já ...
04/06/2026

O senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) ainda não decidiu se será mesmo candidato ao governo de Minas Gerais, mas já sinalizou a dois diferentes aliados que pretende contar com eles como vice em sua chapa ao Palácio Tiradentes.

Há cerca de duas semanas, Cleitinho esteve em reunião com o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli (PL), em Divinópolis (Centro-Oeste), para discutir a eleição em Minas. Na ocasião, chegou a apertar a mão do empresário confirmando que ele seria seu companheiro de chapa caso decidisse concorrer.

Já nessa quarta-feira (3), em Patos de Minas, (Alto Paranaíba) Cleitinho afirmou ao senador e pré-candidato a presidente da República, Flávio Bolsonaro (PL), que pretende ter o ex-prefeito Luís Eduardo Falcão, também do Republicanos, como candidato a vice. Apesar de esse segundo cenário ser puro-sangue, o parlamentar mineiro disse a Flávio que deseja o apoio do PL na disputa.

Pelo que O Fator apurou, Flávio Bolsonaro teria sinalizado positivamente à ideia de uma chapa Cleitinho-Falcão.

O encontro estava previsto para ocorrer na casa do ex-prefeito, mas acabou ocorrendo em uma sala do aeroporto de Patos de Minas. Também participaram os deputados federais Nikolas Ferreira e Domingos Sávio, ambos do PL.

🔗 Leia essa e outras matérias em O Fator.

📷 Foto: Reprodução

Dos 44 projetos prioritários em aberto para o licenciamento ambiental em Minas Gerais, 36 são de mineradoras. Trata-se d...
04/06/2026

Dos 44 projetos prioritários em aberto para o licenciamento ambiental em Minas Gerais, 36 são de mineradoras. Trata-se de 82%.

Empreendimentos do tipo recebem tramitação mais célere nos órgãos ambientais do estado. Além disso, f**am sujeitos ao acompanhamento de uma superintendência específ**a, a de Projetos Prioritários, responsável por planejar, coordenar e executar a análise dos processos de licenciamento ambiental. O setor está ligado à Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad).

Na prática, um projeto considerado prioritário pelo estado tem sua tramitação facilitada, inclusive com maior interlocução entre os órgãos responsáveis pelo licenciamento. Mas não há, ao menos formalmente, favorecimento técnico por parte de servidores do estado aos empreendimentos.

Na relação de projetos prioritários divulgada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente (Feam) e atualizada no último dia 28, as empresas mais beneficiadas são a Vale, com nove projetos, e a AngloGold Ashanti, com quatro. Estão na lista, também com mais de um projeto, as mineradoras Sigma Lithium e Morro do Ipê, com dois cada.

As grandes siderúrgicas com presença no estado, CSN, Arcelor Mittal, Usiminas e Gerdau, também estão na lista, mas em todos os casos os projetos em questão são referentes a complexos minerários e não a plantas siderúrgicas.

Os únicos projetos prioritários para o governo que não contemplam a atividade minerária são a construção de três pequenas centrais hidrelétricas pela Construtora Quebec, um projeto florestal da Suzano, duas linhas de transmissão da CYMI e da Grande Sertão Transmissora, um condomínio de lotes da CJE Empreendimentos Imobiliários, além de um projeto de etanol de milho da Sada Bioenergia.

Conforme a legislação mineira, cabe ao Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social do Estado de Minas Gerais definir quais projetos serão classif**ados como prioritários pelo governo estadual. As secretarias de Desenvolvimento Econômico (Sede) e de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) também apoiam a decisão.

🔗 Leia a matéria completa em O Fator.

📷 Reprodução

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso especial apresentado pelo deputado federal Paulo Guedes (PT-MG) no âm...
04/06/2026

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recurso especial apresentado pelo deputado federal Paulo Guedes (PT-MG) no âmbito de uma ação sobre suposto desvio de finalidade na contratação de um assessor por parte da Prefeitura de Manga, na região Norte de Minas Gerais. A decisão foi tomada nesta terça-feira (2) pelo ministro Afrânio Vilela.

A nomeação investigada ocorreu em 2014. Segundo denúncia do Ministério Público (MPMG), mesmo após tomar posse em cargo comissionado na cidade, o servidor continuou vinculado ao gabinete parlamentar de Paulo Guedes, à época integrante da Assembleia Legislativa (ALMG).

No recurso, o parlamentar sustentou que não autorizou ou praticou o ato de nomeação do assessor no município do interior mineiro. O petista se amparou na tese de ilegitimidade passiva e disse não ter se beneficiado da contratação.

O caso chegou ao STJ após a Justiça estadual condenar o deputado e outros réus — entre eles o prefeito de Manga, Anastácio Guedes, também do PT, e o assessor — a ressarcir ao erário os valores pagos ao funcionário que teve a nomeação considerada irregular.

No entendimento de Afrânio Vilela, o acolhimento do recurso especial ensejaria “reexame da matéria fático-probatória dos autos, atraindo, por conseguinte, a incidência da Súmula 7 do STJ”. A súmula citada pelo ministro aponta que a pretensão de reanálise de provas não admite, por si só, o protocolo de apelação desse tipo.

Prefeito foi advertido

Em dezembro do ano passado, o ministro Herman Benjamin, presidente do STJ, expediu advertência a Anastácio Guedes por excesso de recursos à decisão do Tribunal de Justiça (TJMG).

À época, a defesa do prefeito pontuou que o assessor não dava expediente propriamente no gabinete de Paulo Guedes, mas na equipe de um dos blocos parlamentares existentes na Assembleia naquele momento.

Na etapa anterior do processo, Anastácio já havia explicado que a duplicidade de cargos aconteceu durante poucos dias e justificou que foi por causa de atraso na publicação da exoneração do trabalhador da função anteriormente exercida no Legislativo.

🔗 Leia essa e outras matérias em O Fator.

📷 Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O governo de Minas Gerais ainda não estima valores, mas já trabalha com o provável aumento do custo das contraprestações...
04/06/2026

O governo de Minas Gerais ainda não estima valores, mas já trabalha com o provável aumento do custo das contraprestações mensais transferidas pelo estado à Minas Arena, concessionária responsável pelo Mineirão, para o exercício de 2027. O Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO), enviado pela administração aos deputados estaduais, cujos anexos foram acessados por O Fator, aponta para dois “riscos fiscais” da operação.

Um deles é tratado pelo Executivo como “possível”. Tratam-se de novos investimentos a serem feitos no Mineirão para adequação do estádio aos parâmetros da Fifa para a realização da Copa do Mundo de Futebol Feminino, entre 24 de junho e 25 de julho de 2027. Segundo o PLDO, essas adequações “podem gerar necessidade de melhorias no equipamento público, […] que já estão em fase de tratativas”.

Uma dessas adequações, segundo fontes informaram à reportagem, é a troca do gramado do Mineirão. Hoje, o campo tem 100% de grama natural, mas há possibilidade de migração para o gramado híbrido, uma mistura entre o natural e o sintético, como já acontece em outros estádios do Brasil.

Há possibilidade de que o custo da operação seja dividido entre a concessionária e o governo de Minas. Não está certo, no entanto, quanto seria investido por cada parte, caso o projeto realmente saia do papel.

Ainda conforme O Fator apurou, as “melhorias” citadas pelo governo de Minas não dizem respeito a obras, mas a adaptações exigidas pela Fifa, como aumento das tribunas de imprensa e mudanças no telão.

Risco fiscal provável

O estado também trata como “provável” outro risco fiscal ligado ao Mineirão no PLDO enviado à Assembleia Legislativa. São os custos derivados da disponibilização integral da infraestrutura do estádio à Fifa para a competição de futebol feminino.

Como aconteceu com a edição masculina do torneio, em 2014, o governo teme que a cessão do equipamento à federação internacional “afete o regime de receitas da concessionária, impactando na contraprestação mensal devida pelo estado”.

🔗 Leia a matéria completa em O Fator.

📷 Foto: divulgação/Minas Arena.

Endereço

Belo Horizonte, MG

Notificações

Seja o primeiro recebendo as novidades e nos deixe lhe enviar um e-mail quando O Fator posta notícias e promoções. Seu endereço de e-mail não será usado com qualquer outro objetivo, e pode cancelar a inscrição em qualquer momento.

Entre Em Contato Com O Negócio

Envie uma mensagem para O Fator:

Compartilhar