Romano Bier

Romano Bier 🍽 Experiências Gastronômicas
👨🏻‍💻 Diretor Executivo ABS Minas
🍺 Sommelier de Cervejas Doemens
🍷 Vinhos - WSET Certified
🍔 Gastronomia e Harmonizações

A maioria das cervejarias peca por não investir em divulgação e não é porque falta qualidade na cerveja, pelo contrário....
24/07/2026

A maioria das cervejarias peca por não investir em divulgação e não é porque falta qualidade na cerveja, pelo contrário.

Existem cervejarias produzindo rótulos extraordinários, criando experiências incríveis e colocando paixão em cada detalhe, ainda assim, muitas passam despercebidas.

O motivo é simples: ninguém compra aquilo que não conhece.

Enquanto algumas marcas ainda acreditam que publicidade é um gasto, outras entenderam que ela é o caminho para construir lembrança, autoridade e preferência. E, quando chega a hora da escolha, normalmente vence quem foi visto, não necessariamente quem faz a melhor cerveja.

O mercado mudou, hoje, produzir bem já não basta, é preciso contar a sua história, mostrar seus diferenciais e criar conexões com quem valoriza o que você faz.

Talvez o seu concorrente não tenha uma cerveja melhor, apenas decidiu aparecer.

Nós admiramos o trabalho das cervejarias independentes e acreditamos que elas merecem crescer, conquistar novos clientes e ocupar o espaço que realmente merecem.

Porque uma cerveja excepcional não deveria ser um segredo, ela merece ser descoberta.

Quando pensamos em banana na cerveja artesanal, a imagem que costuma surgir está ligada às receitas escuras e intensas. ...
23/07/2026

Quando pensamos em banana na cerveja artesanal, a imagem que costuma surgir está ligada às receitas escuras e intensas. A Prussia Bier decidiu seguir um caminho diferente e transformou essa expectativa em uma experiência completamente nova.

Sua Milkshake IPA de Banana nasce da combinação entre criatividade, técnica e ingredientes selecionados. A banana entra ainda na mostura, participando da construção do sabor desde os primeiros momentos da produção. O resultado ganha ainda mais personalidade com lactose, trigo e aveia, responsáveis por uma textura cremosa que desperta imediatamente a curiosidade de qualquer apreciador de cerveja artesanal.

A presença dos lúpulos Nugget, Sabro e El Dorado preserva o equilíbrio entre aroma, frescor e amargor, enquanto a levedura Verdant intensif**a o perfil tropical da receita. O conjunto entrega uma experiência sensorial que lembra uma Banana Split, mas mantém toda a personalidade de uma autêntica New England IPA.

É justamente essa combinação entre inovação, processo cervejeiro, criatividade e respeito ao estilo que transforma este lançamento em uma das propostas mais interessantes para quem acompanha as tendências da cultura cervejeira.

Grandes receitas costumam surgir quando alguém decide desafiar o convencional. Essa é uma oportunidade para descobrir novos sabores, ampliar referências e perceber como a cerveja especial continua evoluindo com autenticidade e qualidade.

Se você aprecia lançamentos exclusivos, valoriza ingredientes diferenciados e gosta de explorar novas experiências gastronômicas, talvez esta seja uma das cervejas que merece entrar na sua lista de degustação antes que os primeiros lotes desapareçam.

Agora queremos saber sua opinião. Você experimentaria uma IPA inspirada em Banana Split ou conhece alguém que certamente toparia esse desafio? Compartilhe sua resposta nos comentários e participe dessa conversa sobre inovação cervejeira.

Você já parou diante da prateleira, viu uma cerveja artesanal por R$ 40 ao lado de outra por R$ 8 e concluiu que a difer...
18/07/2026

Você já parou diante da prateleira, viu uma cerveja artesanal por R$ 40 ao lado de outra por R$ 8 e concluiu que a diferença era puro marketing?

Essa é uma das interpretações mais comuns e, ao mesmo tempo, uma das mais equivocadas.

O preço de uma cerveja não começa na etiqueta, começa muito antes, quando a receita é criada, os ingredientes são escolhidos e cada decisão de produção passa a influenciar o resultado final.

Em muitos casos, o que encarece uma cerveja não é apenas o lúpulo importado ou o malte especial, mas o tempo, é a escala, o risco de produzir pequenos lotes, a maturação que ocupa tanques durante semanas. São as perdas naturais do processo, a logística refrigerada, o controle de qualidade e os impostos que acompanham cada etapa da cadeia.

É claro que nem toda cerveja artesanal custa mais apenas pelos seus custos. Algumas marcas também constroem valor por meio do posicionamento, da reputação e da experiência que oferecem. Da mesma forma que acontece com o vinho, o café especial ou o chocolate bean to bar, existe um componente emocional que também influencia o preço.

O problema é que quase sempre fazemos comparações entre produtos que nasceram para objetivos completamente diferentes. Enquanto uma cerveja industrial busca eficiência, escala e padronização, muitas cervejas artesanais priorizam criatividade, identidade e complexidade sensorial. São modelos de negócio distintos e, por isso, carregam estruturas de custos igualmente diferentes.

No fim, a pergunta talvez nunca tenha sido por que uma cerveja custa R$ 40.

A pergunta mais interessante é: o que precisou acontecer para que ela existisse exatamente daquela forma?

Entender esse processo muda completamente a forma como enxergamos qualidade, produção, ingredientes, fermentação, maturação e valor percebido.

Na próxima vez que você encontrar uma cerveja artesanal com um preço muito acima da média, experimente fazer um exercício diferente. Antes de decidir se ela é cara ou barata, tente descobrir a história que existe por trás daquela garrafa.

Afinal, toda cerveja tem um preço, mas as melhores também carregam uma história.

Quem observa uma IPA apenas pelo amargor dificilmente imagina que existe uma história muito mais fascinante escondida de...
17/07/2026

Quem observa uma IPA apenas pelo amargor dificilmente imagina que existe uma história muito mais fascinante escondida dentro do copo.

Durante muito tempo, a narrativa mais conhecida dizia que esse estilo nasceu simplesmente para sobreviver à longa viagem entre a Inglaterra e a Índia. É uma boa história, o problema é que ela está longe de explicar toda a verdade.

A história da cerveja revela um cenário muito mais rico, onde logística, comércio marítimo, ciência, conservação e inovação caminham lado a lado. Cada barril embarcado enfrentava calor intenso, umidade, meses de navegação e riscos constantes, o oceano não era apenas o caminho, mas um elemento capaz de transformar aromas, modif**ar sabores e influenciar a experiência de quem finalmente serviria aquela bebida.

Talvez seja justamente isso que torne a cultura cervejeira tão fascinante. Grandes estilos não surgiram apenas da criatividade dos mestres cervejeiros, mas também da necessidade de resolver problemas reais. O tempo, o lúpulo, os barris, a brassagem, a preservação e o transporte se encontraram para construir uma das histórias mais interessantes da história da cerveja.

Quanto mais estudamos a origem da IPA, mais percebemos que muitos dos mitos repetidos até hoje escondem uma realidade ainda mais surpreendente, e é exatamente essa combinação entre fatos históricos e curiosidades que transforma um simples gole em uma viagem através dos séculos.

Da próxima vez que uma IPA chegar ao seu copo, talvez você não pense apenas em amargor, aroma ou teor alcoólico. Talvez enxergue comerciantes, marinheiros, cervejeiros e centenas de dias de navegação que ajudaram a moldar um dos estilos mais influentes do mundo.

Conhecer essa trajetória não muda apenas a forma de beber, muda a forma de apreciar.

E você? Qual mito sobre cerveja merece ser investigado no próximo “dossiê histórico”?

Durante muito tempo, nos acostumamos a enxergar o rock e a cerveja artesanal como uma combinação quase automática, basta...
13/07/2026

Durante muito tempo, nos acostumamos a enxergar o rock e a cerveja artesanal como uma combinação quase automática, bastava entrar em um festival ou em um bar com música ao vivo para encontrar um copo na mão e uma guitarra no palco, mas essa relação nunca foi construída apenas pela convivência, e sim de algo muito mais profundo.

Os dois surgiram como resposta à padronização. O rock desafiou fórmulas prontas, rompeu convenções e abriu espaço para novas vozes. A cerveja artesanal fez o mesmo ao questionar um mercado dominado pela produção em larga escala, devolvendo protagonismo ao sabor, à criatividade e ao processo.

Talvez seja por isso que essa conexão continue tão viva. Quem aprecia uma boa cerveja artesanal geralmente valoriza histórias, pessoas e pequenos produtores. Quem encontra no rock sua trilha sonora costuma reconhecer a beleza da imperfeição, da liberdade criativa e da autenticidade. Não se trata apenas do que se ouve ou do que se bebe, mas da forma como escolhemos viver nossas experiências.

Cada show em um palco independente, cada rótulo criado por uma microcervejaria, cada receita desenvolvida com cuidado e cada música composta sem seguir tendências carregam a mesma mensagem. Há espaço para quem prefere criar em vez de copiar.

Quando escolhemos consumir produtos feitos com propósito, fortalecemos uma cadeia formada por músicos, cervejeiros, artistas, produtores locais e pessoas que acreditam que identidade vale mais do que escala.

No fim, o palco entrega a música e o copo completa a experiência. Ambos lembram que algumas escolhas dizem muito sobre quem somos e sobre aquilo que decidimos apoiar.

E para você, qual estilo de cerveja artesanal representa melhor o seu estilo de rock? Quero conhecer sua combinação favorita nos comentários.

Existe um jeito bem eficiente de afastar alguém da cerveja artesanal: oferecer o estilo errado no primeiro copo.A pessoa...
10/07/2026

Existe um jeito bem eficiente de afastar alguém da cerveja artesanal: oferecer o estilo errado no primeiro copo.

A pessoa toma uma IPA muito amarga, uma Sour excessivamente ácida ou uma Stout torrada e já decide que “cerveja artesanal não é para mim”, só que talvez o problema nunca tenha sido a cerveja, mas a porta de entrada.

Por isso este ranking não quer eleger a “melhor” cerveja. Essa discussão é infinita e cinco pessoas numa mesa costumam ter sete opiniões antes da segunda rodada. O critério aqui é outro: qual estilo facilita a vida de quem está começando.

Quem vem da cerveja tradicional carrega um repertório baseado em leveza, refrescância e pouco amargor. Se a estreia traz acidez intensa, torra pesada, aromas agressivos ou amargor avassalador, a reação pode ser resistência, não curiosidade.

A ordem importa. Uma Sour pode ser fantástica e ainda assim causar estranhamento imediato, uma IPA, mesmo prestigiada, pode ser uma estreia difícil, uma Stout intimida pela cor e surpreende no primeiro gole, já uma Weiss apresenta novos aromas com mais suavidade, e uma boa Pilsen artesanal faz algo valioso: mostra diferença sem transformar a descoberta numa prova de resistência.

Não existe um caminho obrigatório, paladar não é matemática. Experiência, contexto, temperatura, companhia, copo, harmonização e memória mudam tudo, mas há diferença entre desafiar o paladar e atropelá-lo.

O universo artesanal f**a mais interessante quando você larga a necessidade de parecer sofisticado e passa a construir repertório de verdade. Primeiro você reconhece, depois compara, então percebe nuances. Aos poucos, amargor, acidez, malte, lúpulo, trigo, torra, aroma e textura deixam de ser ruído e viram linguagem.

Talvez a lição do ranking seja essa: a melhor porta de entrada não precisa ser a cerveja mais impressionante, ela precisa ser a que te dá vontade de provar a próxima.

E você, qual estilo colocaria em primeiro para apresentar a cerveja artesanal? Qual jamais escolheria para um iniciante?

Algumas das melhores harmonizações começam com uma frase pouco elegante: isso não vai dar certo.Chocolate amargo com Sto...
09/07/2026

Algumas das melhores harmonizações começam com uma frase pouco elegante: isso não vai dar certo.

Chocolate amargo com Stout. Comida apimentada com Witbier. Queijo azul com Belgian Dubbel. Goiabada com Sour. Hambúrguer com IPA. Churrasco com cerveja escura. Brigadeiro com Stout.

Para muita gente, a primeira reação é desconfiança, e talvez seja exatamente aí que mora a parte mais interessante da experiência cervejeira, porque harmonização não é um concurso de combinações óbvias, mas arquitetura sensorial.

Uma boa cerveja pode cortar gordura, equilibrar picância, amplif**ar notas de cacau, acompanhar caramelização, refrescar o paladar ou criar contraste entre doçura e acidez. Quando isso acontece, o que parecia erro começa a revelar lógica.

O chocolate amargo encontra na Stout notas de torra, café e cacau. A comida apimentada ganha outra leitura diante do frescor de uma Witbier. O queijo azul, intenso e salgado, pode encontrar equilíbrio na profundidade maltada de uma Belgian Dubbel. A goiabada, tão brasileira e familiar, muda completamente quando encontra a acidez de uma Sour.

E então chegamos ao território em que muita gente começa a discutir.

IPA com hambúrguer. Cerveja escura com churrasco. Brigadeiro com Stout.

Curiosamente, é nesse desconforto que o paladar costuma aprender mais.

A cultura cervejeira f**a muito mais interessante quando deixamos de tratar harmonização como uma coleção de regras e começamos a entendê-la como relação entre contraste, intensidade, aroma, textura, amargor, acidez, doçura e equilíbrio.

Talvez você descubra que sua cerveja artesanal favorita funciona com um prato que jamais considerou, talvez uma sobremesa simples revele uma complexidade inesperada ou talvez aquele estilo de cerveja que parecia difícil só estivesse esperando a comida certa.

Existe também um pequeno problema: depois que você percebe essas conexões, beber no automático perde parte da graça, por isso, antes de rejeitar uma combinação estranha, faça o teste. A experiência sensorial tem um talento especial para constranger certezas.

Agora quero saber qual dessas harmonizações você provaria primeiro e qual considera uma afronta completa ao paladar.

Existe uma mentira repetida com tanta convicção no universo da cerveja artesanal que muita gente já a trata como verdade...
08/07/2026

Existe uma mentira repetida com tanta convicção no universo da cerveja artesanal que muita gente já a trata como verdade técnica: cerveja boa tem que ser amarga.

Não tem.

E talvez a parte mais interessante dessa história seja entender por que o amargor ganhou tamanho prestígio.

Durante anos, a IPA ocupou um espaço importante na expansão da cultura cervejeira. Lúpulo, aroma, intensidade, IBU e novas experiências sensoriais ajudaram milhares de consumidores a descobrir que cerveja podia ser muito mais diversa do que parecia.

O problema começou quando preferência virou hierarquia.

De repente, suportar uma cerveja amarga passou a funcionar como certif**ado informal de repertório. Quanto mais intenso o gole, mais sofisticado parecia o paladar, e quem não gostava recebia uma explicação curiosamente conveniente: você ainda não evoluiu.

Perceba a armadilha.

Se você gosta, a cerveja é excelente. Se não gosta, falta conhecimento. O produto nunca perde, seu paladar perde por ele.

É nesse ponto que a cultura cervejeira f**a fascinante, porque revela algo muito humano: adoramos transformar gosto pessoal em identidade, pertencimento e status. O IBU quase vira um QI imaginário do copo.

Mas qualidade cervejeira não funciona assim.

Uma grande IPA pode ser extraordinária. Uma Pilsen precisa também. Uma Sour complexa, uma Stout bem construída, uma cerveja maltada, leve, ácida, seca ou delicada podem exigir enorme domínio de ingredientes, equilíbrio e processo.

Intensidade não é sinônimo de qualidade e dificuldade também não é sinônimo de sofisticação.

Talvez um paladar evoluído não seja aquele que aguenta mais amargor, mas aquele que percebe mais diferenças, aroma, textura, acidez, malte, lúpulo, corpo, finalização, equilíbrio e intenção.

Essa distinção importa porque ainda existe muita gente bebendo para pertencer, escolhendo estilos para parecer entendida e confundindo tolerância com repertório.

Poucos admitem isso e menos ainda questionam.

Então vale a pergunta que costuma dividir qualquer mesa de cervejeiros: cerveja boa tem que ser amarga ou essa foi apenas a mentira mais eficiente que o mercado artesanal nos ensinou a repetir?

Talvez você não odeie IPA, apenas tenha começado pela cerveja errada e, por educação, orgulho ou pressão social, continu...
06/07/2026

Talvez você não odeie IPA, apenas tenha começado pela cerveja errada e, por educação, orgulho ou pressão social, continuado a beber como se estivesse gostando.

Isso acontece mais do que muita gente admite.

A sigla IPA ganhou tanta força na cerveja artesanal que passou a funcionar quase como uma promessa automática de qualidade. O problema é que India Pale Ale não representa um único sabor, ela representa uma família inteira de experiências construídas em torno do lúpulo, com diferenças profundas de aroma, amargor, corpo, álcool e textura.

Uma West Coast IPA pode ser seca, cítrica, resinosa e intensamente amarga, uma Hazy IPA pode chegar turva, macia, aromática e suculenta, uma Session IPA preserva presença lupulada com maior leveza, a Imperial IPA aumenta potência, corpo e teor alcoólico e a English IPA tende a buscar mais equilíbrio entre malte e lúpulo.

Todas pertencem ao universo IPA e podem provocar reações completamente diferentes no mesmo paladar.

É aqui que muita gente desperdiça dinheiro.

Escolhe a cerveja pela fama do estilo, pelo rótulo mais agressivo ou pela recomendação daquele amigo que transforma cada degustação em uma defesa de doutorado, depois enfrenta um copo que não combina com suas preferências e conclui que “IPA não é para mim”.

Se você gosta de cerveja seca, amargor evidente, pinho e resina, uma West Coast pode fazer sentido. Se prefere frutas tropicais, textura macia e sensação mais suculenta, explore uma Hazy IPA. Se busca leveza sem abandonar o aroma do lúpulo, observe as Session IPAs. Se deseja potência, corpo e intensidade, investigue as Imperiais com consciência.

A melhor escolha não é a mais amarga, a mais alcoólica ou a que impressiona a mesa ao lado, mas aquela que faz você querer outro gole.

Existe uma diferença importante entre desenvolver repertório cervejeiro e treinar o rosto para esconder arrependimento.

Na próxima vez, não peça apenas “uma IPA”, diga se procura algo cítrico, tropical, resinoso, seco, turvo, leve, intenso ou aromático.

Seu paladar oferece pistas melhores do que qualquer pose de especialista.

Agora quero saber, qual IPA já fez você pensar “nunca mais” e qual mudou completamente sua opinião?

Existe uma diferença entre quem apenas fuma um charuto e quem aprende a apreciá-lo.Ela não começa na escolha da marca, d...
03/07/2026

Existe uma diferença entre quem apenas fuma um charuto e quem aprende a apreciá-lo.

Ela não começa na escolha da marca, da bitola ou da intensidade, mas na forma como você encara o tempo.

Vivemos em uma época que valoriza velocidade, produtividade e respostas imediatas. Talvez por isso tantas pessoas tenham uma primeira experiência frustrante. Tentam consumir um charuto como consumiriam qualquer outro produto, quando, na verdade, ele convida exatamente para o oposto.

Um bom charuto pede presença, atenção aos detalhes, pede que você desacelere para perceber aromas, construção, combustão, equilíbrio e tudo aquilo que normalmente passa despercebido quando estamos apenas tentando terminar mais uma tarefa do dia.

O curioso é que essa lógica vale para muito mais do que o universo do tabaco premium.

Vale para um café especial preparado sem pressa, para um vinho compartilhado entre amigos, para uma boa conversa, para uma gastronomia que respeita ingredientes e momentos em que qualidade importa mais do que quantidade.

O primeiro charuto dificilmente será lembrado pela marca escolhida, e sim pela experiência que ele proporcionou.

E essa experiência começa muito antes da primeira fumaça.

Começa quando você entende que apreciar não é acelerar, mas observar, não é acumular, mas perceber, não é seguir um ritual por obrigação, mas descobrir por que ele atravessou séculos permanecendo relevante.

Talvez o verdadeiro luxo contemporâneo seja justamente este: encontrar alguns minutos em que o relógio deixa de comandar a vida e você volta a comandar o próprio tempo.

Se este conteúdo mudou sua forma de enxergar o universo dos charutos, conte nos comentários qual detalhe mais chamou sua atenção. Sua experiência pode ser exatamente o incentivo que outro iniciante precisava para começar da maneira certa.

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