07/04/2026
João Lucas Lima:
No TEDx, tive a oportunidade de conhecer histórias que realmente expandem minha visão sobre tecnologia, inclusão e impacto social.
Essa palestra que me proporcionou isto foi o do Adriano Rabelo Assis, fundador da Colibri. Que participou do Shark Tank e conseguiu levar os sharks José Carlos Semenzato, Carol Paiffer e Monique Evelle. Adriano apresentou uma solução já validada e extremamente relevante: uma tecnologia assistiva voltada para pessoas com deficiência motora.
Um caso marcante é o de Robinson Shiba. Após um acidente de moto que comprometeu sua coordenação motora, ele precisou se afastar de suas atividades empresariais. Porém, em 28/11/2025, ele voltou aos palcos para dar uma palestra utilizando o Conversia, um dispositivo capaz de interpretar intenções do usuário e reproduzi-las com sua própria voz, mesmo sem a capacidade de fala ou gestos.
Outro caso inspirador é o de Lais Souza, ex-ginasta da seleção brasileira. Após um grave acidente de esqui nos EUA, que resultou em uma lesão cervical, Laís ficou tetraplégica. Apesar de manter a fala, enfrentava dificuldades para interagir com suas redes sociais e dispositivos digitais. Com a tecnologia da Colibri, passou a navegar novamente com autonomia em celular e computador.
E talvez um dos momentos mais impactantes tenha sido a palestra surpresa da Elaine Luzia Dos Santos realizada totalmente via Conversia. Aos 26 anos, ainda estudante de medicina, ela sofreu um AVC e ficou mais de 15 horas aguardando socorro. Como consequência, tornou-se tetraplégica.
Mesmo diante desse cenário, ela conseguiu concluir sua graduação, tornando-se a primeira médica tetraplégica formada no Brasil, um feito histórico.
Além de compartilhar sua trajetória, Dra. Elaine trouxe à tona um pontos extremamente importantes como a invisibilidade de pessoas com as mesmas condições. Por exemplo a síndrome do encarceramento, uma condição neurológica rara em que a pessoa mantém consciência e cognição, mas perde a capacidade de se mover e se comunicar.
Sem meios de expressão, essas pessoas acabam sendo excluídas de decisões, conversas e da própria sociedade.
Isso nos leva a uma reflexão: imagine ser privado de todo o meio digital. Como seria sua vida hoje?
Tecnologias como a Colibri não são apenas inovação, são pontes que devolvem voz, autonomia e dignidade.
Por acreditar muito nessa causa e querer gerar mais acessibilidade, hoje faço parte da NeuroLearn, uma startup que se propõe a acessibilizar o aprendizado escolar para crianças neurodivergentes.