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Nos últimos anos, como parte ativa na construção de um repertório mais diverso, e consciente da responsabilidade que car...
08/03/2026

Nos últimos anos, como parte ativa na construção de um repertório mais diverso, e consciente da responsabilidade que carrego em cada conteúdo, ou em cada vez que eu piso em um palco, tenho incorporado contadoras de história como referências essênciais sobre esse assunto.

Algumas delas são influências importantes para ampliar visões e experiências sobre storytelling. E precisam ser conhecidas e lidas.

Cito algumas e suas contribuições para o mundo das histórias:

Todas essas mulheres contam histórias sem obedecer um “manual de roteiro” e por isso são incríveis permanecem absolutamente relevantes.

Se o futuro é disputa narrativa, então ele precisa de multiplicidade — não de versão única. E essa multiplicidade sempre foi território das narrativas femininas.

08/03/2026

Essa semana eu escrevi que o futuro do storytelling deveria ser feminino. Mas na verdade o PRESENTE precisa ser feminino, pois a lógica masculina da narrativa, a lógica da conquista, que reflete o comportamento dos homens, essa lógica está matando mulheres todas as horas de todos os dias no Brasil e isso precisa mudar.

E precisamos falar sobre isso, entre nós homens precisamos falar sobre o machismo e precisamos nos manifestar quando vemos o machismo acontecendo nos grupos de amigos, nas mensagens de WhatsApp. Precisamos bancar essa postura para mudar o comportamento.

E precisamos falar com nossos filhos homens sobre o machismo para que eles não sejam machistas. Falar com eles sobre o respeito. Sobre a privacidade, sobre pedir consentimento, sobre afeto.

Para que eles tenham uma história pra contar que seja melhor que a nossa. A história que nós homens temos pra contar sobre a nossa relação com as mulheres é vergonhosa. Que a história deles seja uma história onde haja mais equilíbrio, mais igualdade, mais respeito, mais afeto.

Que seja um dia das mulheres de reflexão e de mudança. De comportamento. De dentro pra fora. Pra que essa realidade possa mudar também.

A ditadura militar brasileira durou 21 anos. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, dura 158 minutos — e consegue f...
26/02/2026

A ditadura militar brasileira durou 21 anos. O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, dura 158 minutos — e consegue fazer o que décadas de silêncio não deixaram: te colocar de volta naquele tempo.

Não como observador. Como habitante.

É 1977. É Carnaval em Recife. E Armando — ex-professor, viúvo, dissidente — descobre que não existe refúgio quando o próprio estado é a ameaça.

O filme venceu Cannes, o Globo de Ouro e chegou ao Oscar. Mas o que mais importa é o que ele faz com você: transforma informação em memória, e memória em urgência.

Arrastei os slides com as camadas que fazem desse filme muito mais do que um thriller de espionagem — da perna peluda que vira mito político ao Carnaval como metáfora de um país de máscaras.

Saber sobre a ditadura é uma coisa.
Sentir é outra.

Esse filme te faz sentir.

Em um ambiente contemporâneo marcado pelo excesso de informação, aceleração e polarização, a narrativa continua sendo um...
24/02/2026

Em um ambiente contemporâneo marcado pelo excesso de informação, aceleração e polarização, a narrativa continua sendo uma das poucas coisas capazes de gerar sentido compartilhado.

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet chegou aos cinemas em janeiro de 2026 e rapidamente se tornou um dos filmes mais debatidos da temporada de premiações. O longa dramatiza a vida familiar de William Shakespeare e sua esposa Agnes Hathaway enquanto enfrentam a morte do filho de 11 anos, Hamnet — baseado no romance homônimo de Maggie O’Farrell, que também co-assina o roteiro com Chloé Zhao.

O filme é arrebatador. Como aconteceu com o maauroamaral, eu também me desidratei assistindo. E parei pra analisar as três camadas que traduzem o poder da arte nessa obra: a dramaturgia, o teatro e o cinema.

Contar histórias exige uma reflexão profunda sobre ser humano. E invariavelmente essa reflexão começa dentro da gente.“E...
23/02/2026

Contar histórias exige uma reflexão profunda sobre ser humano. E invariavelmente essa reflexão começa dentro da gente.

“Escrever é uma jornada perigosa para sondar as profundezas da alma.”

Christopher Vogler

Autor de um livro que eu sempre recomendo:
“A jornada do escritor” em edição ampliada publicada pela .

Se você já leu, me diz o que achou?

Você vê a IA como criatura ou como ferramenta? Me conta: qual é o maior medo que você sente quando pensa em inteligência...
20/02/2026

Você vê a IA como criatura ou como ferramenta? Me conta: qual é o maior medo que você sente quando pensa em inteligência artificial?

A partir da leitura da matéria: A criatura artificial, de André Sturm e Floriano Pesaro, publicada na Folha de São Paulo no dia 14 de janeiro de 2026, trago a reflexão que achei muito interessante que conecta Inteligência Artificial com a releitura de Guillermo del Toro do clássico Frankenstein de Mary Shelley.

Me diz o que acha!

19/02/2026

É quase que automático. Uma espécie de caligrafia. Vou deixando a caneta solta e invariavelmente surge uma figura. Um rosto, uma face.

Está no ar o StoryDrops #30 a Newsletter no Substack onde eu compartilho histórias visuais.

Dê uma olhada, link na bio

Todo mundo tem algo valioso pra contar, as histórias os ajudam a entender quem somos e a jornada que trilhamos. “Guarde ...
14/02/2026

Todo mundo tem algo valioso pra contar, as histórias os ajudam a entender quem somos e a jornada que trilhamos.

“Guarde suas histórias. Elas são o seu verdadeiro patrimônio narrativo.”

E se a gente começasse a sinalizar o quanto de IA usamos nos nossos textos? Não como obrigação. Não como defesa. Mas com...
12/02/2026

E se a gente começasse a sinalizar o quanto de IA usamos nos nossos textos? Não como obrigação. Não como defesa. Mas como transparência.

Estamos vivendo o momento “human in the loop” do storytelling.

A inteligência artificial já faz parte do processo — a questão é: **como assumimos isso?**

Eu tive essa ideia há algum tempo e resolvi experimentar.

Talvez o futuro do storytelling não seja escolher entre humano ou máquina. Mas tornar visível a proporção dessa colaboração.

Você usaria um selo desses nos seus textos?

Me diz.

Ficou simpática a interpretação do GPT.
09/02/2026

Ficou simpática a interpretação do GPT.

04/02/2026

Sexta-feira, dia 6 de fevereiro, das 19h às 21h30 o lançamento da minha trilogia de livros-imagem DAVI SONHA E EU TAMBÉM no Projeto Fidalga na Rua Fidalga 416, Vila Madalena.

Uma homenagem à cosmogonia de Davi Kopenawa.

Uma edição lindíssima das que deixou o trabalho ainda mais potente.

Eu vou mostrar também uma exposição das obras originais utilizadas no livro.

Nesse dia também estarão abertos para visitação os ateliês de Marlene Stamm e Otavio Zani, residentes de fevereiro do Projeto fidalga!




Os livros estão lindos e eu estou muito feliz.
Venha!!!

“Era pandemia. A leitura de ‘A queda do céu’ apareceu como um refúgio. Um resgate para que eu pudesse, como acontece no livro, criar pilastras imaginárias gigantes para evitar que o meu próprio céu desabasse. Eu me encontrei comigo. Minha obsessão por mitos não pode ser contida e imagens começaram a brotar em toda pequena oportunidade, todo pequeno suporte. Eu tinha as descrições de Davi, imaginava os animais e desenhava. Aprendi seus nomes: xapiri. Me senti quase íntimo desses seres. Sonhei muito com eles assim como sonhou Davi.”

Endereço

Boa Viagem, PE

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