18/07/2021
Até que ponto vale a sua teoria?
Devemos refletir até que ponto acreditamos que a teoria pura, por si só, é válida. Temos que entender que, para quase tudo, é necessário que se viva a experiência real, pois só assim se aprende, compreende-se o real valor de fazer.
Hoje vemos uma pessoa que cresceu assistindo esportes e, por isso, se acha especialista em natação, porém nunca entrou em uma piscina. Nunca deu braçadas numa raia ou em águas abertas, nunca engoliu água.
Muitos discutem política, brigam e perdem até amizade. Mas nunca tentaram fazer algo mais do que isso, pelo contrário, julgam e consideram um esforço inútil. Espírito de derrota.
Já se tornou parte da realidade termos que lidar diariamente com especialistas diversos. Já viram tudo sobre o assunto no YouTube e em podcasts. Sabem tudo!
O que te torna é o que você efetivamente faz. Entrei para a polícia porque o simples fato de não gostar de vagabundo em nada mudava o mundo.
Foi necessário muito estudo, muita prática e, até hoje, muito treino e trabalho para continuar evoluindo e aprendendo - agora já tirando bandidos de circulação.
É isso que quero que entendam. Na vida precisamos de atitude. Assim nos desenvolvemos e entendemos as nuances e variáveis impossíveis de serem estudadas, pois só podem ser vividas.
Busquem a teoria, pois é fundamental. Mas complementem-na com ação e a sedimentem com a repetição e, assim, aprendam o verdadeiro valor de cada etapa.
Desconfiem de quem sabe tudo, de quem está ensinando algo que nunca faz, de quem especializou-se em “saber”, mas que nunca viveu aquilo que leciona.
Sonhem e acreditem, mas façam. Sonhar sem agir é viver em ilusão. E não acreditar que o que se quer é alcançável é viver em coma, ainda que desperto.
Falem menos, façam mais.
“Tudo está ao alcance do homem, e tudo lhe escapa, em virtude da sua covardia.”
(F. Dostoiévski, crime e castigo)