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25/05/2026

Deputados apoiados por políticos de Butiá assinaram uma emenda para atrapalhar uma das pautas mais importantes para os trabalhadores brasileiros nas últimas décadas!

O fim da escala 6x1 parece enfim ter entrado em pauta no congresso nacional. Isso só foi possível, é claro, por conta da mobilização popular que tomou visibilidade pelas redes sociais e se formou em torno do movimento Vida Além do Trabalho.

Desde esse período, acreditamos que essa é uma pauta importantíssima para os trabalhadores brasileiros e disponibilizamos o abaixo assinado puxado pelo movimento Vida Além do Trabalho no link da nossa bio do Instagram.

Agora é preciso que fiquemos atentos para que essa pauta essencial não seja barrada ou destruída no congresso!

25/05/2026

Deputados apoiados por políticos de Butiá assinaram uma emenda para atrapalhar uma das pautas mais importantes para os trabalhadores brasileiros nas últimas décadas!

O fim da escala 6x1 parece enfim ter entrado em pauta no congresso nacional. Isso só foi possível, é claro, por conta da mobilização popular que tomou visibilidade pelas redes sociais e se formou em torno do movimento Vida Além do Trabalho.

Desde esse período, acreditamos que essa é uma pauta importantíssima para os trabalhadores brasileiros e disponibilizamos o abaixo assinado puxado pelo movimento Vida Além do Trabalho no link da nossa bio do Instagram.

Agora é preciso que fiquemos atentos para que essa pauta essencial não seja barrada ou destruída no congresso!

23/07/2025

Sobre o PL 4420/2025

Embora pouco lembrada atualmente, a história do Primeiro de Maio começa em Chicago, em 1886. Naquele ano os sindicatos o...
01/05/2025

Embora pouco lembrada atualmente, a história do Primeiro de Maio começa em Chicago, em 1886. Naquele ano os sindicatos organizaram uma greve geral, iniciada no dia 1º de maio, para exigir a diminuição da jornada de trabalho - que no contexto chegava a 14h por dia - para 8h diárias.

No dia 3 de maio, ainda mobilizados, a polícia atirou em direção a multidão e matou quatro trabalhadores. No dia seguinte, a esquerda sindical - em especial os anarquistas -, convocaram uma manifestação contra tais assassinatos. Durante a tentativa de dispersão dos manifestantes pela polícia, alguém jogou uma bomba nos policiais, matando 8 e ferindo 60. A polícia então revida, deixando pelo menos 200 feridos e um número desconhecido de mortos.

Depois dessas mobilizações, as autoridades prenderam os oito principais dirigentes do sindicalismo revolucionário de Chicago e, por conta de suas ideias, seus panfletos e seus apelos revolucionários à luta, foram condenados, em sua maioria, a pena de morte. Assim, f**aram conhecidos como os “Mártires de Chicago”.

Em 1889, três anos após os fatos, a II Internacional Socialista fez do Primeiro de Maio um símbolo da luta pela redução da jornada de trabalho para 8h. Quer dizer, pelo menos esse é o seu signif**ado original, já que com o tempo a direita sindical e os reformistas degradaram a data a uma mera “festa do trabalho”, onde damos parabéns uns aos outros.

Mas onde entra a Região Carbonífera nessa história? Como registrado em relatório da CEFMSJ (Companhia Estrada de Ferro e Minas de São Jerônimo), no ano de 1895, apenas 9 anos após os acontecidos de Chicago, os operários da Região Carbonífera mobilizaram-se justamente no dia 1º de maio, onde organizaram passeatas com bandeiras vermelhas e manifestações anarquistas. No mês seguinte, conseguiram mobilizar todos os trabalhadores da região e, em uma greve que durou 15 dias, exigiram o aumento de 25% na tonelada do carvão, que infelizmente não foi conquistado e resultou na demissão dos líderes do movimento.

Conforme registrado no relatório, a mobilização fez inclusive a CEFMSJ acreditar que os mineiros estrangeiros eram socialistas expulsos das minas de carvão da Europa. Mas importante é que esse acontecimento evidencia a intensa circulação de ideias socialistas e libertárias e da propaganda anarquista na Primeira República no Brasil e, em especial, aqui na Região Carbonífera.

Isso também f**a claro quando analisamos o artigo 10 das “Bases orgânicas da Federação e respectivos Sindicatos de Mineiros e Anexos do Arroio dos Ratos, Xarqueadas, Leão, Butiá e Conde”, datado de 1924, onde diz: “Este Sindicato repele de seu seio a política e aceita como meio de luta a ação direta, mantendo como lema: a emancipação dos trabalhadores há de ser obra dos próprios trabalhadores e como finalidade o comunismo libertário“.

Mas voltemos ao Primeiro de Maio. Como mencionamos, apesar da degradação a uma mera “festa do trabalho”, a verdade é que esta data tem sua origem na luta dos trabalhadores e trabalhadoras pela redução da jornada de trabalho. E isso não só nos diz muito sobre as lutas pelos direitos que conquistamos até aqui, como também nos diz muito sobre as lutas pelos direitos que ainda temos a conquistar, principalmente em um contexto de intensif**ação de luta pelo fim da escala 6x1 no Brasil.

Nesse sentido, é importantíssimo o exemplo dos trabalhadores e trabalhadoras da rede de supermercados Zaffari, que estão hoje, Primeiro de Maio, em greve geral na luta por condições dignas de trabalho, já que enquanto a família Zaffari lucra 640 milhões por ano, submete seus trabalhadores e trabalhadoras a escalas de 10x1, horas extras obrigatórias, descontos injustos, manipulações do banco de horas e até mesmo restrições de ida ao banheiro. Para se ter uma ideia da tamanha exploração dos trabalhadores e trabalhadoras, mesmo que a empresa aceite a reivindicação de aumento de 100% no salário, seu lucro anual ainda se manteria acima dos 600 milhões de reais!

Fontes:

SPERANZA, Clarice Gontarski. Cavando direitos: as leis trabalhistas e os conflitos entre os mineiros de carvão e seus patrões no Rio Grande do Sul (1940-1954). (pg. 44-45)

MANDELLI, Bruno. Greves, repressão e resistência: uma história comparada dos mineiros de carvão no sul do Brasil (1945-1964). (pg. 96-97)

BESANCENOT, Olivier; LOWY, Michael. Afinidades revolucionárias. (pg. 22-23)

Os clubes recreativos se tornaram importantes espaços de sociabilidade durante o século XX no Brasil e, através deles, p...
15/02/2025

Os clubes recreativos se tornaram importantes espaços de sociabilidade durante o século XX no Brasil e, através deles, podemos conhecer algumas características importantes da nossa sociedade, dentre elas o racismo e a segregação racial.

Em um país marcado pelo racismo como o Brasil, a segregação racial foi extremamente presente nos espaços de sociabilidade, especialmente no sul do país. Devido às práticas racistas nos clubes recreativos, a comunidade negra precisou criar seus próprios espaços de sociabilidade. No RS, foram mapeados pelo menos 53 clubes negros, mas eles podem ultrapassar centenas.

Na cidade de Butiá infelizmente não foi diferente. Pessoas negras eras impedidas de entrar no principal clube da cidade, o Clube Butiá: “Não podia entrar e nem f**ar muito tempo na frente”, relata Claudete Barbosa Pereira. Por isso, foi preciso que criassem seus próprios espaços recreativos na cidade, havendo pelo menos dois clubes negros na história de Butiá: o Flor da Lua, que existiu a mais de 80 anos e se tem poucas informações; e a Sociedade Recreativa Ouro Preto, que foi fundada em 1944 e funcionou até 1980.

O Clube Butiá, fundado em 1942, viu pessoas negras entrarem no local pela primeira vez apenas 26 anos depois de sua fundação, em 1968. Ainda assim, essas pessoas puderam entraram apenas como atração de Carnaval. Segundo relato de Gertrudes Novak Hoff, conhecida como Dona Truda, depois que seu esposo Gastão Hoff foi eleito presidente do Clube Butiá, foi feita a abertura do Carnaval com pessoas que pertenciam ao Ouro Preto. Ela conta ainda que a diretoria do Clube Butiá foi muito criticada pela ação. Como Gastão Hoff foi eleito presidente do Clube Butiá no ano de 1967, acredita-se que o fato tenha ocorrido no carnaval do próximo ano, 1968.

Este acontecimento esteve longe de fazer com que a população negra pudesse frequentar livremente o Clube Butiá e, muito menos, associar-se a ele. Na verdade, parece que não foi a única vez que pessoas negras foram uma mera atração de Carnaval. Claudete Barbosa Pereira conta que, durante os anos 80, o Clube Butiá quis que uma bateria formada por pessoas negras tocasse no Carnaval e, assim, fundou-se o grupo “Os onze". No entanto, eles eram impedidos de permanecer no mesmo espaço dos brancos e eram levados para uma boate separada, onde recebiam bebidas e depois se retiravam do local.

Essa segregação racial no interior do Clube Butiá é confirmada por Luiz Volnei, popularmente conhecido como Zoca, que em conversa com O Lampião relatou que, após a apresentação dos blocos de carnaval, as pessoas negras eram proibidas de frequentar o salão do clube e eram levadas, de início, para a área do bolão (boliche) e, posteriormente, para a boate - quando ela foi construída.

O fato é que pessoas negras só puderam efetivamente associar-se ao Clube Butiá e frequenta-lo livremente no início dos anos 90 (por volta de 1992-1993), cerca de 50 anos depois de sua fundação. É o que nos relatou Zoca, um dos primeiros negros a associar-se ao Clube Butiá.

Essa história – ou essa parte da história – precisa ser contada, nos dando uma pequena dimensão de como o Brasil, o Rio Grande do Sul e o município de Butiá foram e são marcados por algo que a população negra sentiu e sente na pele todos os dias: o racismo.

Fontes:

ESCOBAR, Giane Vargas. Clubes sociais negros: lugares de memória, resistência negra,
patrimônio e potencial. Dissertação (Mestrado em Patrimônio Cultural) – Centro de Ciências Sociais e Humanas, Universidade Federal de Santa Maria, Santa Maria, 2010.

HOFF, Gertrudes Novak. Butiá em busca de sua história. Arroio dos Ratos: PBS, 1992.

Projeto Memória - 2ª temporada - EP1 - Clube Butiá

Relato oral de Luiz Volnei para O Lampião

SILVA, Luana de Lima da. Clubes sociais negros na região carbonífera do Rio Grande do Sul: racismo, resistência e trajetórias de vida a partir da sociedade recreativa ouro preto (1944-1980). 2022.

Há pelo menos uma semana a Corsan, comandada pela Aegea depois da privatização, vem deixando moradores de diversos bairr...
11/02/2025

Há pelo menos uma semana a Corsan, comandada pela Aegea depois da privatização, vem deixando moradores de diversos bairros de Butiá sem água durante a noite, sem qualquer tipo de aviso prévio.

A falta de água foi registrada em bairros como Centro, Medianeira, Regilney, Vila Charrua, Vila Custódio, Vila Julieta e Vila Motta. Além disso, moradores do bairro Coréia em Minas do Leão também relataram falta de água durante as noites da última semana.

As mais prejudicadas são as pessoas que trabalham à noite e, ao chegarem em casa, não podem tomar um bom banho para descansar com dignidade. “Meu marido trabalha a noite e quando chega não tem água pra tomar banho, falta de respeito com a população!”, relata Renata.

A Corsan de Butiá, contatada pelo Meta Notícias depois das reclamações nas redes sociais, disse apenas ontem, dia 10, que “as madrugadas estão sendo utilizadas para manobras de melhoria de distribuição em alguns bairros”. A pergunta que f**a é: já que era uma falta programada, por que os moradores desses bairros não foram avisados?

Endereço

Butiá, RS

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