11/08/2026
Nesta segunda-feira, 10, Trump assinou uma ordem que reformula o calendário vacinal americano, alterando drasticamente os imunizantes obrigatórios para crianças.
⭕Sem citar um único estudo nem apresentar evidências sólidas, e com base na hipótese já descartada pela ciência de que vacinas estariam ligadas ao aumento nos casos de autismo, o decreto reduziu de 17 para 11 o número de vacinas obrigatórias e reclassificou outras seis, que passam a valer apenas para grupos específicos ou por decisão médica caso a caso.
A decisão, criticada até mesmo por parlamentares do partido de Trump, gerou controvérsia na comunidade científica mundial, já que doenças graves e até fatais durante a primeira infância deixaram de ser obrigatórias.
▶ Anticorpos monoclonais contra o vírus sincicial respiratório, hepatite A, hepatite B, meningococo e dengue passam a ser recomendados apenas para grupos considerados de alto risco.
▶ Já hepatite A, hepatite B, rotavírus, doença meningocócica, gripe e Covid-19 ficam sujeitos ao que o governo chama de “decisão clínica compartilhada”, ou seja, médico e família decidem caso a caso.
Especialistas e organizações médicas apontam que a medida é um retrocesso no sistema de imunização infantil, e reforçam os perigos do discurso antivacina em um momento em que os EUA enfrentam o pior surto de sarampo em 35 anos, com mais de 2.400 casos confirmados. Médicos alertam, ainda, que a queda na cobertura pode reintroduzir surtos graves de meningite e poliomielite.
⭕Apesar de a medida valer apenas para o território norte-americano, o discurso antivac repetido por Trump não é restrito aos EUA.
O Brasil, que é referência internacional na imunização vacinal, já sente na pele os impactos causados pela queda da cobertura vacinal da população. O sarampo, que havia sido erradicado em 2024, mas hoje soma 23 casos confirmados em São Paulo; os primeiros casos foram importados da Bolívia e Guatemala, mas já há transmissão de pessoa para pessoa dentro do país, o que caracteriza um surto ativo da doença.
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