17/03/2020
Aqui você terá as verdadeiras informações do Coronavírus
O coronavírus surgiu na China, no bojo de uma guerra comercial entre a China e os EUA trazendo com ele em primeiro plano, efeitos devastadores para e economia do país asiático, cujas exportações já despencaram mais de 17% nos primeiros dois meses de 2020.
No âmbito das especulações sobre a origem do vírus, um artigo não publicado de autoria de cientistas indianos apontava que o novo coronavírus tinha uma sequência de proteínas que incluía elementos do HIV, o vírus causador da AIDS, o que fez o Zero Hedge, um site especializado em análises de mercados financeiros e bancos de investimentos a alegar que o novo coronavírus era uma arma biológica produzida por cientistas chineses, enquanto o senador republicano Tom Cotton, dizia que não se pode descartar a hipótese de que o coronavírus tenha se originado em um laboratório em Wuhan.
Por outro lado, a mídia social chinesa está repleta de conjecturas de que o vírus foi projetado pelos Estados Unidos como um agente de guerra biológica contra a China. Há suspeitas, de que soldados americanos que participam dos Jogos Mundiais Militares em outubro de 2019 em Wuhan, eliminaram deliberadamente o vírus no Hunan Seafood Market. Coincidentemente, menos de dois meses depois, Wuhan entraria no mapa da história como palco central do coronavírus.
O desenvolvimento e o uso de armas biológicas é uma estratégia antiga e uma realidade nos últimos anos. Durante a epidemia de SARS de 2002–3, o cientista russo Nikolai Filatov, chefe dos serviços epidemiológicos de Moscou, afirmou que o vírus era uma mistura de sarampo e caxumba, uma arma biológica produzida em laboratório. Muitos chineses adotaram essa noção e especularam que a SARS era na realidade uma arma genética desenvolvida pelos Estados Unidos para atacá-los.
Quando H5N1(“Gripe aviária”) tornou-se uma grande preocupação em todo o mundo em 2008, o então ministro da Saúde da Indonésia, Siti Supari, acusou diretamente os Estados Unidos de usar amostras de vírus para desenvolver armas biológicas e suspendeu a operação de uma unidade de pesquisa médica da Marinha dos EUA, em Jacarta.
Com o atual surto ainda restrito à China, o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, não disfarçou seu otimismo com a tragédia que ganhava corpo, afirmando que o novo coronavírus “ajudará a acelerar o retorno de empregos nos Estados Unidos”, alimentando o clima de especulação que aponta Washington de estar por trás do aparecimento do coronavírus na China. Contra-atacando as “teorias da conspiração”, o presidente Donald Trump não mediu palavras e acusou a China da paternidade do coronavírus, chamando-o de “vírus da China”.
Pelo lado acadêmico, um grupo de cientistas de nove países emitiu uma declaração em que condenam as especulações de que o novo coronavírus tenha sido modificado pelo homem e portanto, que seja uma arma biológica.
Mas vale lembrar, que quando o assunto é arma biológica o histórico dos EUA fala por si. Durante a Guerra da Coréia, no contexto macro da Guerra Fria, a União Soviética, a China e a Coréia do Norte acusaram os EUA de usar agentes de guerra biológica contra a Coréia do Norte [1]. Nos anos posteriores, os EUA admitiram que tinham a capacidade de produzir essas armas, embora negassem tê-las usado. No entanto, a credibilidade dos EUA foi prejudicada por sua falha em ratificar o Protocolo de Genebra de 1925, pelo reconhecimento público de seu próprio programa ofensivo de guerra biológica e por suspeitas de colaboração com ex-cientistas da Unidade 731, uma unidade secreta de pesquisa e desenvolvimento de guerra biológica e química do Exército Japonês que realizou experimentação humana letal durante a Segunda Guerra Sino-Japonesa.